terça-feira, 17 de maio de 2011
(Site da) CNBB Ignora a Existência de Summorum Pontificum
Summorum Pontificum foi publicado em 2007, poucos dias após a visita histórica do Papa Bento XVI ao Brasil.
Estamos próximos do dia em que o documento comemorará 4 anos de existência histórica e, para usar uma palavra muito desgastada nos meios católicos modernos, "profética". Contudo, como já escrevi anteriormente, parece que os bispos brasileiros não estão atentos ao documento, ou melhor, eles ignoram por completo sua existência.
No site da CNBB não há uma única referência nos seus arquivos sobre o documento, após 3 anos e 10 meses! Absolutamente nada, nenhuma nota, nenhum comentário, nenhum pronunciamento oficial.
Como vocês bem sabem, a conferência de bispos da Alemanha reagiu prontamente à publicação da instrução Universae Ecclesiae, embora num tom jocoso e desafiador. Uma reação ruim é melhor, contudo, que reação alguma.
Há apenas dois sites oficiais das Conferências Episcopais da América do Sul com referências diretas ou indiretas ao Motu Proprio de 2007: as páginas chilena e boliviana. O site chileno é tão exemplar que há até uma carta aos "nuestros amados pastores" sobre Summorum Pontificum. Há ainda uma tradução para o espanhol do Motu Proprio (lembrando que nem no site da Santa Sé há essa tradução), várias notícias sobre o mesmo e até algumas sobre a Universae Ecclesiae. Parabéns ao Chile!
Mas o Chile é exceção, a maior parte dos sites das conferências do CELAM segue a linha da CNBB de ignorar o grande documento de Bento XVI e isso, é claro, se reflete na forma como Summorum Pontificum é tratado nas dioceses.
A esmagadora maioria dos católicos não está em condições de escolher, se podemos colocar dessa forma, qual forma do rito romano lhes é particularmente adequada porque falta informação. Os bispos e boa parte do clero contribuem com essa operação de desinformação, mantendo o Motu Proprio em absoluto sigilo. Você não pode escolher entre A e B se não souber, primeiramente, que existe a opção B!
Até quando essa desinformação reinará? Bom, no caso específico do Brasil, creio que por muito tempo, muito tempo mesmo. O país do futuro está sempre atrasado e, considerando as revoluções recentes na CNBB, sabemos que continuará assim.
Rezar é importante e fundamental, mas não exime da ação. Rezar por bons pastores e pelo Papa é algo que todos nós devemos fazer, mas precisamos agir de forma eficaz para derrubar essa muralha da ignorância que existe em nossas dioceses. Se mais pessoas souberem da forma extraordinária e como essa forma é importante para a vida da Igreja, estaremos contribuindo direta e eficientemente para uma mudança inevitável na CNBB e na estrutura mais fundamental da Igreja do Brasil.
Conhecimento leva à liberdade! Iniciemos uma nova era da Iluminação!
domingo, 15 de maio de 2011
Dioceses Ignoram Existência de Universae Ecclesiae
Por enquanto...
Não podemos nos enganar e achar que a Instrução Universae Ecclesiae está ai só para complementar Summorum Pontificum e esclarecer pontos onde os piedosos bispos encontraram dificuldades em aplicar o Motu Proprio. Não!
O documento foi publicado para pressionar muitos prelados em todo o mundo que se recusavam, através dos mais esdrúxulos artifícios, aplicar as diretrizes do Motu de 2007. Claro que ele também ajudou a clarear algumas coisas para os bons bispos que, de bom coração, tentavam harmonizar a vida diocesana.
Mas parece que a coisa vai se repetir exatamente como aconteceu em 2007. Os bispos do Brasil vão simplesmente ignorar a existência de tal documento e do direito dos leigos e sacerdotes.
Em 2007 praticamente cinco sites das dioceses reportaram a existência de Summorum Pontificum e esse número não cresceu muito depois de 3 anos. Manter o segredo é a alma da resistência dos bispos! "Não comente, nem com uma pequena nota, porque se os leigos souberem, os leigos vão querer".
Na minha diocese, por exemplo, em nenhum site paroquial, nem na página da diocese há uma referência ao Summorum Pontificum. O jornal diocesano também fez-se de surdo e mudo.
Universae Ecclesiae ainda é fresca, mas nenhum site diocesano do Brasil o divulgou (até agora, 15/05). Ou melhor, dois sites publicaram.
A catedral de Campina Grande (reproduzindo artigo do Zenit) e os Arautos do Evangelho.
O site da CNBB ignorou a publicação, é claro.
Também sejamos justos, normalmente os sites diocesanos não são atualizados instantâneamente e a publicação saiu numa sexta-feira, o que não ajuda. Os bispos, por sua vez, estão congregados no Santo Sínodo em Aparecida e uma reação imediata tamém não era esperada.
Mas fiquemos de olhos e mouses bem ativos nos seguintes sites:
Arquidioceses de
Além do site da CNBB, em todas as suas regionais.
Não podemos nos enganar e achar que a Instrução Universae Ecclesiae está ai só para complementar Summorum Pontificum e esclarecer pontos onde os piedosos bispos encontraram dificuldades em aplicar o Motu Proprio. Não!
O documento foi publicado para pressionar muitos prelados em todo o mundo que se recusavam, através dos mais esdrúxulos artifícios, aplicar as diretrizes do Motu de 2007. Claro que ele também ajudou a clarear algumas coisas para os bons bispos que, de bom coração, tentavam harmonizar a vida diocesana.
Mas parece que a coisa vai se repetir exatamente como aconteceu em 2007. Os bispos do Brasil vão simplesmente ignorar a existência de tal documento e do direito dos leigos e sacerdotes.
Em 2007 praticamente cinco sites das dioceses reportaram a existência de Summorum Pontificum e esse número não cresceu muito depois de 3 anos. Manter o segredo é a alma da resistência dos bispos! "Não comente, nem com uma pequena nota, porque se os leigos souberem, os leigos vão querer".
Na minha diocese, por exemplo, em nenhum site paroquial, nem na página da diocese há uma referência ao Summorum Pontificum. O jornal diocesano também fez-se de surdo e mudo.
Universae Ecclesiae ainda é fresca, mas nenhum site diocesano do Brasil o divulgou (até agora, 15/05). Ou melhor, dois sites publicaram.
A catedral de Campina Grande (reproduzindo artigo do Zenit) e os Arautos do Evangelho.
O site da CNBB ignorou a publicação, é claro.
Também sejamos justos, normalmente os sites diocesanos não são atualizados instantâneamente e a publicação saiu numa sexta-feira, o que não ajuda. Os bispos, por sua vez, estão congregados no Santo Sínodo em Aparecida e uma reação imediata tamém não era esperada.
Mas fiquemos de olhos e mouses bem ativos nos seguintes sites:
Arquidioceses de
- São Paulo
- Rio de Janeiro
- Olinda Recife
- Salvador
- Ribeirão Preto
- Belo Horizonte
Além do site da CNBB, em todas as suas regionais.
Aberrações em BH
O arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor, é o presidente da comissão para Doutrina da Fé da CNBB. Na teoria, Dom Walmor dirigiria o departamento da conferência encarregado de ser o eco da ortodoxia católica no nosso país, trabalhando afinado com a Congregação para Doutrina da Fé em Roma. Isso na teoria...
Na prática, contudo, a história é outra e muito diferente. A arquidiocese de BH padece dos mesmos problemas que muitas dioceses brasileiras, inclusive a minha. Para quem acompanha os programas da TV Horizonte (da Arquidiocese) os problemas ficam claros.
As missas transmitidas pela Tv Horizonte são provas mais que suficientes da falta de controle na arquidiocese. Cada um é um papa absoluto por lá e a sobriedade litúrgica passa longe... Tanto que não ouvimos qualquer bom exemplo litúrgico vindo de BH.
Lembro-me uma vez de ter assistido a uma missa pela TV Horizonte com tantos cálices (de vidro) que parecia mais uma festa de reveillion que missa!
Embora o ordinário não seja um partidário da teologia da libertação, boa parte do clero (pelo menos daqueles que estão na TV) adere a esta ideologia.
O que nos chega pelo amigo Pedro Henrique não nos impressiona. É triste ver como a liturgia se transforma num instrumento mundano, criado para satisfazer a própria comunidade, ignorando os séculos que a precederam. Prova tácita do orgulho.
Vendo a liturgia enviada pelo Pedro Henrique - Novus Ordo Mineirus - vem à mente as palavras do bispo auxiliar de Aracaju, Dom Henrique, sobre a liturgia. Recomendo que vejam o vídeo dele no youtube.
Manifestemos a insatisfação pelas deformações na liturgia ao senhor arcebispo, embora eu não acredite que surtirá um efeito, por isso escrevam diretamente ao Vaticano.
Na prática, contudo, a história é outra e muito diferente. A arquidiocese de BH padece dos mesmos problemas que muitas dioceses brasileiras, inclusive a minha. Para quem acompanha os programas da TV Horizonte (da Arquidiocese) os problemas ficam claros.
As missas transmitidas pela Tv Horizonte são provas mais que suficientes da falta de controle na arquidiocese. Cada um é um papa absoluto por lá e a sobriedade litúrgica passa longe... Tanto que não ouvimos qualquer bom exemplo litúrgico vindo de BH.
Lembro-me uma vez de ter assistido a uma missa pela TV Horizonte com tantos cálices (de vidro) que parecia mais uma festa de reveillion que missa!
Embora o ordinário não seja um partidário da teologia da libertação, boa parte do clero (pelo menos daqueles que estão na TV) adere a esta ideologia.
O que nos chega pelo amigo Pedro Henrique não nos impressiona. É triste ver como a liturgia se transforma num instrumento mundano, criado para satisfazer a própria comunidade, ignorando os séculos que a precederam. Prova tácita do orgulho.
Vendo a liturgia enviada pelo Pedro Henrique - Novus Ordo Mineirus - vem à mente as palavras do bispo auxiliar de Aracaju, Dom Henrique, sobre a liturgia. Recomendo que vejam o vídeo dele no youtube.
Manifestemos a insatisfação pelas deformações na liturgia ao senhor arcebispo, embora eu não acredite que surtirá um efeito, por isso escrevam diretamente ao Vaticano.
O Otimismo de Pe. Lombardi sobre Universae Ecclesiae
"No que se refere à língua latina, é necessário um conhecimento de base, que permita pronunciar as palavras de modo correto e de entender o seu significado" (cf. Universae Ecclesiae, nº20 b)
"É difícil encontrar padres que conheçam esta liturgia. Que conheçam todos os gestos particulares, porque é difícil e, se não tiver praticado por um tempo, é difícil aprender. Você tem que estar muito familiarizado com o latim e saber como eles celebram. " (cf. Pe. Frederico Lombardi na coletiva de Imprensa na apresentação da Instrução UE)
Criatividade Interpretativa
É impressionante como o trabalho dos peritos em Direito Canônico do Vaticano deve ser frustrante. Escrevo isso porque não importa o quão claro eles tentem ser, sempre alguém tenta distorcer algumas coisas.
A instrução Universae Ecclesiae nem teve tempo de secar a tinta no papel e alguns sites católicos já lhe aplicam uma interpretação totalmente nova, distanciada da realidade recente da Igreja.
Um deles foi o Zenit, ligado aos Legionários de Cristo. Num texto mais ou menos, o Zenit coloca a seguinte "interpretação" sobre o documento, num dos pontos que dará mais trabalho aos tradicionalistas junto aos seus bispos diocesanos. Eis a interpretação:
A Instrução adverte que “os fiéis que pedem a celebração da forma extraordinária não devem apoiar nem pertencer a grupos que se manifestam contrários à validade ou à legitimidade da Santa Missa ou dos Sacramentos celebrados na forma ordinária, nem ser contrários ao Romano Pontífice como Pastor Supremo da Igreja universal”.
Quer dizer, os fiéis ou grupos que não estão em comunhão plena com a Igreja católica, ou que rejeitam a reforma litúrgica realizada após o Concílio, não podem em nenhum caso exigir que se lhes deixe utilizar uma paróquia ou lugar de culto.
Eu entendi que os leigos não devam apoiar tais ideias, mas isso não significa que "os fiéis ou grupos que não estão em comunhão plena com a Igreja católica, ou que rejeitam a reforma litúrgica realizada após o Concílio, não podem em nenhum caso exigir que se lhes deixe utilizar uma paróquia ou lugar de culto". Vejam como o Zenit foi criativo na interpretação!
A instrução não quer, sejamos claros, fiéis pertencentes ao sedevacantismo e esta é a interpretação mais correta que uma pessoa, com algum sinal de lucidez, consegue alcançar. O item 19, justamente onde se pede que os fiéis não pertençam aos grupos sedevacantistas ou neguem a legitimidade de missa nova, não prevê qualquer tipo de sanção, muito menos são proibidos, pelo texto da Universae Ecclesiae, de usar algum lugar de culto.
A interpretação da Zenit se liga diretamente aos fiéis da Fraternidade de São Pio X, porque a agência de notícia escreve (adicionando ao texto papal, um costume bem ao estilo dos bispos que imprimiam normas adicionais para impedir o efeito do Summorum Pontificum) "os fiéis ou grupos que não estão em comunhão plena com a Igreja católica". O termo "comunhão plena" não aparece uma única vez no texto oficial nem nas suas diversas traduções.
Sabemos que esse conceito de comunhão plena se aplica costumeiramente, pela Santa Sé, aos membros do clero da FSSPX. Ressalto que se aplica ao clero da fraternidade (incluindo os bispos) que se encontra canonicamente irregular, por isso a expressão "não estar comunhão plena". Os fiéis da Fraternidade são católicos como outro qualquer, incluindo o Papa, eu, você e os jornalistas da Zenit.
A FSSPX não é uma Igreja paralela, um cisma ou qualquer coisa do gênero. E mesmo se fosse - coisa que não é - poderia gozar da gentileza ecumênica de muitos padres e bispos que, sem qualquer cerimônia, oferecem locais católicos para cerimônias de hereges ou cismáticos.
Mais adiante no artigo, lemos:
Todo sacerdote pode celebrar na forma extraordinária, sempre que não esteja impedido canonicamente, entre outros casos, porque sua ordenação não seja legítima ou porque esteja suspenso a divinis ou outros casos previstos pelo Código de Direito Canônico. De novo isso exclui, por exemplo, os sacerdotes da Fraternidade São Pio X e outros grupos sismáticos (sic).
Reparem no "de novo" usado, uma referência que a afirmação que citei acima era direcionada aos lefebvristas.
Sim, os padres da Fraternidade estão suspensos e suas ordenações ocorreram de forma marginal, do ponto de vista canônico. Mas a Igreja (e não a Zenit) não vê essa situação tão "preto no branco" assim. Durante a peregrinação dos membros da FSSPX à Roma, no ano 2000, os padres e bispos da Fraternidade puderam contar com a estrutura das Basílicas romanas para as suas missas. Estavam tão suspensos ontem quanto hoje e, com um agravante, no ano 2000 ainda pesava a sombra da excomunhão, revogada muitos anos depois por Bento XVI.
Em Lourdes os bispos puderam usar as estruturas católicas "oficiais", em Lisieux também. Então, caros amigos da Zenit, é preciso analisar a história recente antes de emitir normas apostólicas em seu site!
A Zenit julga-se no direito de emitir normas complementares nos decretos pontifícios e o faz delirantemente!
É claro que essa interpretação da Zenit não é uma coisa isolada, mas um sinal de como, mesmo com um texto claríssimo, os bispos contrários à forma extraordinária podem, mais uma vez, tentar atravancar o caminho dos fiéis. Basta classifica-los como membros ou apoiadores desses " grupos que não estão em comunhão plena com a Igreja católica". E por "grupos que não estão em comunhão plena" vocês verão uma longa lista, desde a FSSPX até a Montfort. Preparem-se!
A instrução Universae Ecclesiae nem teve tempo de secar a tinta no papel e alguns sites católicos já lhe aplicam uma interpretação totalmente nova, distanciada da realidade recente da Igreja.
Um deles foi o Zenit, ligado aos Legionários de Cristo. Num texto mais ou menos, o Zenit coloca a seguinte "interpretação" sobre o documento, num dos pontos que dará mais trabalho aos tradicionalistas junto aos seus bispos diocesanos. Eis a interpretação:
A Instrução adverte que “os fiéis que pedem a celebração da forma extraordinária não devem apoiar nem pertencer a grupos que se manifestam contrários à validade ou à legitimidade da Santa Missa ou dos Sacramentos celebrados na forma ordinária, nem ser contrários ao Romano Pontífice como Pastor Supremo da Igreja universal”.
Quer dizer, os fiéis ou grupos que não estão em comunhão plena com a Igreja católica, ou que rejeitam a reforma litúrgica realizada após o Concílio, não podem em nenhum caso exigir que se lhes deixe utilizar uma paróquia ou lugar de culto.
Eu entendi que os leigos não devam apoiar tais ideias, mas isso não significa que "os fiéis ou grupos que não estão em comunhão plena com a Igreja católica, ou que rejeitam a reforma litúrgica realizada após o Concílio, não podem em nenhum caso exigir que se lhes deixe utilizar uma paróquia ou lugar de culto". Vejam como o Zenit foi criativo na interpretação!
A instrução não quer, sejamos claros, fiéis pertencentes ao sedevacantismo e esta é a interpretação mais correta que uma pessoa, com algum sinal de lucidez, consegue alcançar. O item 19, justamente onde se pede que os fiéis não pertençam aos grupos sedevacantistas ou neguem a legitimidade de missa nova, não prevê qualquer tipo de sanção, muito menos são proibidos, pelo texto da Universae Ecclesiae, de usar algum lugar de culto.
A interpretação da Zenit se liga diretamente aos fiéis da Fraternidade de São Pio X, porque a agência de notícia escreve (adicionando ao texto papal, um costume bem ao estilo dos bispos que imprimiam normas adicionais para impedir o efeito do Summorum Pontificum) "os fiéis ou grupos que não estão em comunhão plena com a Igreja católica". O termo "comunhão plena" não aparece uma única vez no texto oficial nem nas suas diversas traduções.
Sabemos que esse conceito de comunhão plena se aplica costumeiramente, pela Santa Sé, aos membros do clero da FSSPX. Ressalto que se aplica ao clero da fraternidade (incluindo os bispos) que se encontra canonicamente irregular, por isso a expressão "não estar comunhão plena". Os fiéis da Fraternidade são católicos como outro qualquer, incluindo o Papa, eu, você e os jornalistas da Zenit.
A FSSPX não é uma Igreja paralela, um cisma ou qualquer coisa do gênero. E mesmo se fosse - coisa que não é - poderia gozar da gentileza ecumênica de muitos padres e bispos que, sem qualquer cerimônia, oferecem locais católicos para cerimônias de hereges ou cismáticos.
Mais adiante no artigo, lemos:
Todo sacerdote pode celebrar na forma extraordinária, sempre que não esteja impedido canonicamente, entre outros casos, porque sua ordenação não seja legítima ou porque esteja suspenso a divinis ou outros casos previstos pelo Código de Direito Canônico. De novo isso exclui, por exemplo, os sacerdotes da Fraternidade São Pio X e outros grupos sismáticos (sic).
Reparem no "de novo" usado, uma referência que a afirmação que citei acima era direcionada aos lefebvristas.
Sim, os padres da Fraternidade estão suspensos e suas ordenações ocorreram de forma marginal, do ponto de vista canônico. Mas a Igreja (e não a Zenit) não vê essa situação tão "preto no branco" assim. Durante a peregrinação dos membros da FSSPX à Roma, no ano 2000, os padres e bispos da Fraternidade puderam contar com a estrutura das Basílicas romanas para as suas missas. Estavam tão suspensos ontem quanto hoje e, com um agravante, no ano 2000 ainda pesava a sombra da excomunhão, revogada muitos anos depois por Bento XVI.
Em Lourdes os bispos puderam usar as estruturas católicas "oficiais", em Lisieux também. Então, caros amigos da Zenit, é preciso analisar a história recente antes de emitir normas apostólicas em seu site!
A Zenit julga-se no direito de emitir normas complementares nos decretos pontifícios e o faz delirantemente!
É claro que essa interpretação da Zenit não é uma coisa isolada, mas um sinal de como, mesmo com um texto claríssimo, os bispos contrários à forma extraordinária podem, mais uma vez, tentar atravancar o caminho dos fiéis. Basta classifica-los como membros ou apoiadores desses " grupos que não estão em comunhão plena com a Igreja católica". E por "grupos que não estão em comunhão plena" vocês verão uma longa lista, desde a FSSPX até a Montfort. Preparem-se!
Bispo Brasileiro chama defesa da vida de "besteira"
Hoje foi publicado no site do jornal Correio do Brasil (CdB) um artigo assinado por Gilberto de Sousa, com um texto asqueroso sobre as eleições na CNBB e a conjuntura politica no país. Recomendo a leitura do artigo todo, mas destaco alguns pontos.
O que me chamou a atenção foi uma fala, supostamente atribuída ao bispo Dom Waldyr Calheiros (emérito de Barra do Piraí e Volta Redonda). Eis o trecho, com grifos meus:
***
O bispo D. Waldyr Calheiros Novaes, da Diocese de Barra do Piraí e Volta Redonda, em entrevista exclusiva ao CdB, neste sábado, ao analisar o atual quadro político nacional e seus reflexos na Igreja Católica, definiu o pleito na Conferência como um reflexo das disputas ideológicas em curso no país. A ascensão de D. Raymundo Damasceno, segundo D. Waldir, foi uma forma de conter o avanço da ultradireita, após uma negociação entre os setores progressistas e a centro-direita religiosa.
– A tentativa de setores da Igreja de estabelecer a hegemonia de São Paulo sobre o país incomodava o Nordeste e boa parcela de religiosos de Norte a Sul do Brasil, o que colocou de um lado o cardeal paulistano e, de outro, os representantes das demais dioceses, representados por outro cardeal, D. Damasceno. Embora o atual presidente da CNBB seja de uma linha bastante moderada da Igreja, não se compara ao grupo de bispos que fez aquela besteira (o panfleto) contra o aborto, ainda na campanha eleitoral – avaliou.
***
Deduzo que, por estar contido entre travessões, o segundo parágrafo todo seja fala de Dom Waldyr.
O tal panfleto que Dom Waldyr, assumindo ser sua a fala, afirma ser uma besteira foi o mesmo produzido pelo corajoso bispo de Guarulhos contra a então candidata e hoje presidentA Dilma.
Vemos como há uma diferença grotesca entre a qualidade do nosso episcopado tupinniquim e o norte-americano, por exemplo, que hoje luta ferozmente contra o aborto patrocinado pelo governo. A atitude de Dom Waldyr, qualificando como "besteira" a luta de Dom Bergonzini para impedir a ascensão de uma defensora do aborto é lamentável, para dizer o mínimo.
Enquanto nos EUA um cardeal reza pelas vítimas do aborto em frente a um centro de aborto internacional, no Brasil, para o nosso eterno desgosto, alguns bispos pensam (certamente o pensamento de Dom Waldyr é o mesmo de muitos prelados da CNBB, como demonstrou a rápida contra-reação da Conferência durante o episódio do panfleto na campanha presidencial) que alertar o povo dos perigos de uma candidata que pretende legalizar a morte de inocentes é uma besteira!
O papel do bispo é supervisionar, vigiar o povo de Deus a ele confiado pelo sucessor de Pedro. Infelizmente nossos bispos estão ocupados demais com seus acordos espúrios nos bastidores das conferências.
Parece que nossos bispos têm a defesa da vida apenas de modo ligth, apenas nos lábios. Lamentável.
É difícil, mas não impossível, acreditar que um bispo tenha dito isso. Mas é o que o CdB afirma. O modo como Dom Waldyr "avalia" o contexto todo é bem típico dos políticos do Congresso, das ratazanas de Brasília.
Dom Waldyr é um daqueles bispos eméritos que, como bem escreveu Pe. Clécio, não quer perder o controle sobre a CNBB. É de uma facção da TL que desgraçou a Igreja brasileira por anos e, agora, vê o seu trabalho de uma vida indo pelo ralo. Contudo, ainda sim era de se esperar um pouco mais de cristianismo da sua parte um tema tão fundamental quanto a defesa da vida.
Por favor, peço aos leitores que não percam tempo enviando mensagens do tipo "ah, você pode discordar dele, mas ele ainda é bispo e merece respeito" ou outras balelas do tipo. É pelo nosso "respeito" que isso ainda acontece no país.
O que espero sinceramente é que Dom Waldyr não tenha realmente se pronunciado dessa forma tão abjeta.
----
Dom Waldyr
Biografia
Filho de Modesto e Maria Novaes, Dom Waldyr nasceu na cidade Murici, no estado de Alagoas, em 29 de julho de 1923, onde residiu até os treze anos de idade. Foi ordenado sacerdote aos 25 de julho de 1948, formou-se em teologia no Seminário de São José, na cidade do Rio de Janeiro, onde exerceu o sacerdócio até 25 de fevereiro de 1964, quando o Papa Paulo VI o nomeou bispo titular de Mulia e auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro.
Foi ordenado bispo pelo Cardeal Jaime de Barros Câmara no dia 1 de maio de 1964 e escolheu como lema de vida episcopal: AMEN, ALELUIA!. Em 20 de outubro de 1966 foi nomeado bispo da Diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda. Já no dia 8 de dezembro do mesmo ano, a diocese o recebia como o seu 5º Bispo Diocesano.
Ficou conhecido por seu engajamento nas lutas sociais em favor dos menos favorecidos, como o movimento dos posseiros e o movimento sindical, Dom Waldyr jamais negou abrigo e apoio a todos os perseguidos políticos que buscaram sua ajuda. Lutou desde sempre pelos direitos dos trabalhadores e de todos os segmentos oprimidos da população brasileira, estendendo o seu apoio também às lutas de outros povos pela liberdade e pelo fim da exploração econômica da força de trabalho.
Dom Waldyr teve atuação marcante no triste episódio do dia 9 de novembro de 1988, quando as tropas do Exército invadiram a Companhia Siderúrgica Nacional, matando três operários e deixando outros 40 feridos.
Foi condecorado em novembro de 1999 com a Medalha Tiradentes pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. No dia 17 de novembro de 1999 o Papa João Paulo II aceitou a sua renúncia por limite de idade.
No dia 21 de novembro de 2007 foi homenageado com a Medalha Mérito Legislativo pela Câmara dos Deputados, em Brasília.
----
Vídeo onde Dom Waldyr enaltece um dos patriarcas da Heresia da Libertação, Jose Comblin, falecido recentemente.
O que me chamou a atenção foi uma fala, supostamente atribuída ao bispo Dom Waldyr Calheiros (emérito de Barra do Piraí e Volta Redonda). Eis o trecho, com grifos meus:
***
| Dom Waldyr |
– A tentativa de setores da Igreja de estabelecer a hegemonia de São Paulo sobre o país incomodava o Nordeste e boa parcela de religiosos de Norte a Sul do Brasil, o que colocou de um lado o cardeal paulistano e, de outro, os representantes das demais dioceses, representados por outro cardeal, D. Damasceno. Embora o atual presidente da CNBB seja de uma linha bastante moderada da Igreja, não se compara ao grupo de bispos que fez aquela besteira (o panfleto) contra o aborto, ainda na campanha eleitoral – avaliou.
***
Deduzo que, por estar contido entre travessões, o segundo parágrafo todo seja fala de Dom Waldyr.
O tal panfleto que Dom Waldyr, assumindo ser sua a fala, afirma ser uma besteira foi o mesmo produzido pelo corajoso bispo de Guarulhos contra a então candidata e hoje presidentA Dilma.
Vemos como há uma diferença grotesca entre a qualidade do nosso episcopado tupinniquim e o norte-americano, por exemplo, que hoje luta ferozmente contra o aborto patrocinado pelo governo. A atitude de Dom Waldyr, qualificando como "besteira" a luta de Dom Bergonzini para impedir a ascensão de uma defensora do aborto é lamentável, para dizer o mínimo.
Enquanto nos EUA um cardeal reza pelas vítimas do aborto em frente a um centro de aborto internacional, no Brasil, para o nosso eterno desgosto, alguns bispos pensam (certamente o pensamento de Dom Waldyr é o mesmo de muitos prelados da CNBB, como demonstrou a rápida contra-reação da Conferência durante o episódio do panfleto na campanha presidencial) que alertar o povo dos perigos de uma candidata que pretende legalizar a morte de inocentes é uma besteira!
O papel do bispo é supervisionar, vigiar o povo de Deus a ele confiado pelo sucessor de Pedro. Infelizmente nossos bispos estão ocupados demais com seus acordos espúrios nos bastidores das conferências.
Parece que nossos bispos têm a defesa da vida apenas de modo ligth, apenas nos lábios. Lamentável.
É difícil, mas não impossível, acreditar que um bispo tenha dito isso. Mas é o que o CdB afirma. O modo como Dom Waldyr "avalia" o contexto todo é bem típico dos políticos do Congresso, das ratazanas de Brasília.
Dom Waldyr é um daqueles bispos eméritos que, como bem escreveu Pe. Clécio, não quer perder o controle sobre a CNBB. É de uma facção da TL que desgraçou a Igreja brasileira por anos e, agora, vê o seu trabalho de uma vida indo pelo ralo. Contudo, ainda sim era de se esperar um pouco mais de cristianismo da sua parte um tema tão fundamental quanto a defesa da vida.
Por favor, peço aos leitores que não percam tempo enviando mensagens do tipo "ah, você pode discordar dele, mas ele ainda é bispo e merece respeito" ou outras balelas do tipo. É pelo nosso "respeito" que isso ainda acontece no país.
O que espero sinceramente é que Dom Waldyr não tenha realmente se pronunciado dessa forma tão abjeta.
----
Dom Waldyr
Biografia
Filho de Modesto e Maria Novaes, Dom Waldyr nasceu na cidade Murici, no estado de Alagoas, em 29 de julho de 1923, onde residiu até os treze anos de idade. Foi ordenado sacerdote aos 25 de julho de 1948, formou-se em teologia no Seminário de São José, na cidade do Rio de Janeiro, onde exerceu o sacerdócio até 25 de fevereiro de 1964, quando o Papa Paulo VI o nomeou bispo titular de Mulia e auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro.
Foi ordenado bispo pelo Cardeal Jaime de Barros Câmara no dia 1 de maio de 1964 e escolheu como lema de vida episcopal: AMEN, ALELUIA!. Em 20 de outubro de 1966 foi nomeado bispo da Diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda. Já no dia 8 de dezembro do mesmo ano, a diocese o recebia como o seu 5º Bispo Diocesano.
Ficou conhecido por seu engajamento nas lutas sociais em favor dos menos favorecidos, como o movimento dos posseiros e o movimento sindical, Dom Waldyr jamais negou abrigo e apoio a todos os perseguidos políticos que buscaram sua ajuda. Lutou desde sempre pelos direitos dos trabalhadores e de todos os segmentos oprimidos da população brasileira, estendendo o seu apoio também às lutas de outros povos pela liberdade e pelo fim da exploração econômica da força de trabalho.
Dom Waldyr teve atuação marcante no triste episódio do dia 9 de novembro de 1988, quando as tropas do Exército invadiram a Companhia Siderúrgica Nacional, matando três operários e deixando outros 40 feridos.
Foi condecorado em novembro de 1999 com a Medalha Tiradentes pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. No dia 17 de novembro de 1999 o Papa João Paulo II aceitou a sua renúncia por limite de idade.
No dia 21 de novembro de 2007 foi homenageado com a Medalha Mérito Legislativo pela Câmara dos Deputados, em Brasília.
----
Vídeo onde Dom Waldyr enaltece um dos patriarcas da Heresia da Libertação, Jose Comblin, falecido recentemente.
sábado, 14 de maio de 2011
Golpe anglicano nos anglo-católicos
| Rev. Jonathan Barker e o Arcebispo de Cantuária, Dr Rowan Williams |
O arcebispo parecia dar uma chance para que os anglo-católicos que não querem aderir ao catolicismo permaneçam na comunhão anglicana. A função dos chamados "bispos-volantes" é pastorear o povo anglicano que se opõe a ordenação de mulheres.
Contudo...
Circulou recentemente que um dos nomeados, o sucessor de Mons. Andrew Burham como bispo de Ebbsfleet, é também um maçom de alto nível. Os rumores foram confirmados pelo próprio reverendo.
O reverendo disse na sexta-feira: "Por muitos anos tenho sido um membro ativo e eu continuo a ser um membro. Isso foi discutido com Rowan [arcebispo da Cantuária], mas não causou nenhum problema para mim em nenhuma fase do meu ministério e que não irá causar um problema agora. ".
Segundo informa o Telegraph, o Arcebispo da Cantuária demonstrou em várias ocasiões que a maçonaria e o cristianismo são incompatíveis entre si e se recusou, quando assumiu a missão de líder espiritual do anglicanismo, a promover clérigos que pertenciam à maçonaria.
O reverendo Jonathan, segundo informações do periódico, renunciou a sua filiação à maçonaria na sexta-feira última, mas estava feliz por ter sido apontado bispo mesmo pertencendo à maçonaria e que não acreditava que pertencer a esta sociedade secreta era algo incompátivel com a fé cristã. Rev. Jonathan afirmou que estava deixando a maçonaria porque os compromissos assumidos como bispo ocupariam mais o seu tempo.
Vários setores evangélicos tradicionais demonstraram perplexidade que com a notícia da nomeação de um alto maçom para a diocese de Ebbsfleet.
Infelizmente Mons Andrew Burham se queimou de graça nesta, pois foi um dos primeiros a cumprimentar o neo-eleito publicamente.
(Novo)Ecumenismo de Bento XVI
Cardeal Koch fala no Congresso sobre Summorum Pontificum
O antigo presidente do Conselho para a Unidade dos Cristãos não era um amigo do mundo dito tradicionalista, mas parece que seu sucessor, cardeal Kurt Koch consegue andar por esse mundo com uma desenvoltura digna de atenção. Isso mostra que há em Roma uma nova postura sobre o movimento ecumênico.
O cardeal Koch foi um dos palestrantes no encontro sobre o Motu Proprio Summorum Pontificum em Roma que está acontecendo bem no momento mais importante do ano para aqueles que amam a liturgia antiga.
Na sua intervenção, ao lado de prelados já conhecidos como os cardeais Burke e Cañizares, o cardeal Koch chamou atenção pela notável compreensão sobre a hermenêutica da continuidade e sobre a linha de ruptura adota pela Igreja em alguns âmbitos.
Dom Koch afirma que Summorum Pontificum promoveu, de fato, um ecumenismo "intra-católico", ou seja, dentro da Igreja. Tal afirmação não é desmedida, porque muitos católicos eram vistos como uma outra classe de católicos, sobretudo pelos prelados aggionardos pela hermenêutica da ruptura.
O texto será publicado no L'Osservatore Romano, algo muito impressionante considerando o histórico recente do jornal do Papa. Em breve alguém com um conhecimento um pouco melhor da língua italiana poderá publicar a tradução completa da intervenção do cardeal.
O antigo presidente do Conselho para a Unidade dos Cristãos não era um amigo do mundo dito tradicionalista, mas parece que seu sucessor, cardeal Kurt Koch consegue andar por esse mundo com uma desenvoltura digna de atenção. Isso mostra que há em Roma uma nova postura sobre o movimento ecumênico.
O cardeal Koch foi um dos palestrantes no encontro sobre o Motu Proprio Summorum Pontificum em Roma que está acontecendo bem no momento mais importante do ano para aqueles que amam a liturgia antiga.
Na sua intervenção, ao lado de prelados já conhecidos como os cardeais Burke e Cañizares, o cardeal Koch chamou atenção pela notável compreensão sobre a hermenêutica da continuidade e sobre a linha de ruptura adota pela Igreja em alguns âmbitos.
Dom Koch afirma que Summorum Pontificum promoveu, de fato, um ecumenismo "intra-católico", ou seja, dentro da Igreja. Tal afirmação não é desmedida, porque muitos católicos eram vistos como uma outra classe de católicos, sobretudo pelos prelados aggionardos pela hermenêutica da ruptura.
O texto será publicado no L'Osservatore Romano, algo muito impressionante considerando o histórico recente do jornal do Papa. Em breve alguém com um conhecimento um pouco melhor da língua italiana poderá publicar a tradução completa da intervenção do cardeal.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
GAFCON sobre o Ordinariato
A GAFCON, grupo que reúne os anglicanos conservadores e de linha evangélica da comunhão anglicana, emitiu um comunicado onde se destaca uma breve menção ao Ordinariato católico.
Notamos os esforços da Igreja Católica Romana em oferecer apoio aqueles fiéis e clérigos anglicanos que se encontram alienados pelas recentes ações na Comunhão [Anglicana]. Acreditamos que a provisão para um Ordinariato Anglicano é um dom gracioso mas triste que demonstra que nossa própria comunhão falhou em fazer provisões adequadas para aqueles que conservam uma visão mais tradicional da fé. Permanecemos convencidos que dentro das Províncias que representamos [as mais conservadoras] há meios criativos para apoiarmos aqueles que foram alienados para que eles permaneçam na família anglicana.
Notamos os esforços da Igreja Católica Romana em oferecer apoio aqueles fiéis e clérigos anglicanos que se encontram alienados pelas recentes ações na Comunhão [Anglicana]. Acreditamos que a provisão para um Ordinariato Anglicano é um dom gracioso mas triste que demonstra que nossa própria comunhão falhou em fazer provisões adequadas para aqueles que conservam uma visão mais tradicional da fé. Permanecemos convencidos que dentro das Províncias que representamos [as mais conservadoras] há meios criativos para apoiarmos aqueles que foram alienados para que eles permaneçam na família anglicana.
A comunhão anglicana encontra-se fundamentalmente balançada, com seu centro de comunhão - a Cantuária - sendo movido para o sul do planeta, para o que eles chama de "Cone-Sul ou Sul-Global" onde estão as províncias mais conservadores, sobretudo na África.
A última reunião de Lambeth - reunião que acontece a cada 10 anos - foi um fiasco em termos de ortodoxia. Vários prelados anglicanos do Cone-sul boicotaram o evento, representando 2/3 da comunhão em ausências.
O grande problema é a província dos EUA (+Canadá) que se recusa a obedecer as normas estabelecidas pela comunhão e segue com sua agenda liberal. Em 2003, após a sagração de um bispo abertamente homossexual, a província norte-americana foi censurada pelos demais primazes e se comprometeu, por escrito, a não mais abençoar uniões homossexuais e sagrar bispos gays. Em 2010, contudo, esnobando o acordo feito, sagrou uma bispA lésbica.
A situação é bem parecida com a nossa, do tipo CNBB versus Papa (+Cúria, +2000 anos de Tradição, +Evangelhos). Após vários decretos publicados o que vemos no Brasil? Desrespeito. O acordo anglicano de Windsor, onde se censurava a província americana, foi tão obedecido quanto Summorum Pontificum no Brasil, daí vocês podem imaginar o tamanho da frustração dos bispos anglicanos conservadores.
Uma nova reunião da GAFCON foi marcada para 2013 onde provavelmente, após a aprovação de fato das bispAs na Igreja da Inglaterra, se consolidará a liderança africana em detrimento da européia e o ethos anglicano deixará de vez a histórica igreja inglesa.
Parabéns ao Cardeal Burke
Como eu já havia relatado aqui, o cardeal Prefeito da Signatura Apostólica, Dom Raymond Leo Burke, rezou em frente a uma das maiores empresas (!) do aborto do mundo, a internacional Planned Parenthood.
O momento de oração se deu sem maiores problemas. Não houve "embate" com os abortistas que, dessa vez, fizeram ouvidos surdos e não reagiram. Penso que eles ouviram muito bem as orações piedosas e os rosários do Cardeal e das pessoas ali reunidas, mas preferiram não mexer com um Ministro do Vaticano por medo da repercussão negativa que isso teria justamente agora, nos EUA, onde eles tentam passar a imagem de "aborto paz e amor" para impedir que o governo corte o financiamento público do assassinato de inocentes.
De qualquer forma, ouvindo ou não, a demonstração do cardeal foi inspiradora, como já esperávamos. Parabéns! Aliás, parabéns é muito pouco para o cardeal nesse momento realmente histórico da luta pela vida.
O gesto humilde de Dom Burke e das pessoas que o acompanharam é tão profundo de significado que tentar mensurá-lo com palavras é injusto.
É essa a atitude fundamental de um pastor que o povo católico precisa ver e ouvir. É essa coragem apostólica que falta para os católicos, muitos bispos inclusive, para uma defesa da vida. A defesa da vida não pode ficar contida em cartazes e documentos de estudo, mas deve, antes de tudo, ir às ruas e penetrar nos corações.
De longe Dom Burke é o melhor e mais corajoso cardeal do colégio. Dom Burke para Papa!
Assinar:
Postagens (Atom)
