Sacerdote durante uma vigília de oração pela Beatificação de João Paulo II
Apesar da "leve" distorção nas mãos (que ficaram exageradas, quase maiores que a cabeça) a foto é muito boa. O que será que o jovem padre lê? O breviário ou a liturgia das horas? Vai saber...
A foto com esse céu denso tem uma boa composição.
terça-feira, 3 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
A Moribunda Igreja Francesa Apóia Abortistas na América Latina
( Argentinos Alerta.org / InfoCatólica - tradução livre Blogonicvs) O Comité Catholique contre la Faim et pour le Developpement (CCFD) é uma associação composta por 28 movimentos e serviços da Igreja que têm uma estrutura permanente de 170 empregados, que mobiliza uma rede de 15 000 voluntários distribuídos em 99 comissões diocesanas. É suportado, em parte, com os recursos arrecadados nas paróquias francesas durante a Quaresma.
De fato, os relatórios sobre seu site, o CCFD recebeu da Conferência dos Bispos da França a missão de mobilizar a solidariedade dos cristãos, sobretudo durante o tempo quaresmal, para tornar mais vivo o sentimento de solidariedade entre os povos e atuar pelo desenvolvimento.
Centro Antonio de Montesinos
A missão do centro Antonio de Montesinos no México é "contribuir, a partir de uma ética cristã, para a construção de um novo projeto sociedade justa, livre e solidária inspirada nos valores do Evangelho." Este centro integra a ideologia de gênero e da teologia da libertação como "a reflexão teológica a partir de diferentes identidades (-teologia feminista de gênero, ecológicos, a indígena, desde a juventude, imigração, etc) (que) nos fornece uma visão críticas para o desenvolvimento social, econômico, religioso, político e relação com o meio ambiente ".
INDESO Mujer
O Instituto de Estudos Jurídicos Social da Mulher (INDESO mujer, em espanhol) está localizado na cidade de Rosario, Argentina. Entre suas publicações se encontra uma sobre os direitos sexuais e reprodutivos, incluindo o "direito ao aborto legal e seguro" .
O INDESO integra o Conselho Consultivo do Ministério da Previdência Social do Município de Rosário. É uma das instituições que assinaram a petição, que surgiu em 8 de abril de 2011 em vários jornais sob o título: "Educação sexual para decidir, contraceptivos para evitar o aborto, aborto legal para não morrer" incitando o congresso para debater e sancionar o projeto de "lei do aborto".
Estas duas associações foram relatadas por Jean-Pierre Moreau , autor do livro Terrorismo Pastoral, critica à influência da teologia da libertação na França. O livro contém um capítulo intitulado "O CCFD contra o Evangelho da vida". Em seu blog com o mesmo nome, Moreau disse que seu livro anterior, A Igreja e Subversão , descobriu grupos aborto financiado pelo CCFD em 1985, acusando a organização de continuar com a mesma política.
ArgentinosAlerta.org pôde verificar a partir de páginas web relevantes, que realmente o CCFD tem financiado o INDESO na Argentina e António de Montesinos Center no México.
De fato, os relatórios sobre seu site, o CCFD recebeu da Conferência dos Bispos da França a missão de mobilizar a solidariedade dos cristãos, sobretudo durante o tempo quaresmal, para tornar mais vivo o sentimento de solidariedade entre os povos e atuar pelo desenvolvimento.
Centro Antonio de Montesinos
A missão do centro Antonio de Montesinos no México é "contribuir, a partir de uma ética cristã, para a construção de um novo projeto sociedade justa, livre e solidária inspirada nos valores do Evangelho." Este centro integra a ideologia de gênero e da teologia da libertação como "a reflexão teológica a partir de diferentes identidades (-teologia feminista de gênero, ecológicos, a indígena, desde a juventude, imigração, etc) (que) nos fornece uma visão críticas para o desenvolvimento social, econômico, religioso, político e relação com o meio ambiente ".
INDESO Mujer
O Instituto de Estudos Jurídicos Social da Mulher (INDESO mujer, em espanhol) está localizado na cidade de Rosario, Argentina. Entre suas publicações se encontra uma sobre os direitos sexuais e reprodutivos, incluindo o "direito ao aborto legal e seguro" .
O INDESO integra o Conselho Consultivo do Ministério da Previdência Social do Município de Rosário. É uma das instituições que assinaram a petição, que surgiu em 8 de abril de 2011 em vários jornais sob o título: "Educação sexual para decidir, contraceptivos para evitar o aborto, aborto legal para não morrer" incitando o congresso para debater e sancionar o projeto de "lei do aborto".
Estas duas associações foram relatadas por Jean-Pierre Moreau , autor do livro Terrorismo Pastoral, critica à influência da teologia da libertação na França. O livro contém um capítulo intitulado "O CCFD contra o Evangelho da vida". Em seu blog com o mesmo nome, Moreau disse que seu livro anterior, A Igreja e Subversão , descobriu grupos aborto financiado pelo CCFD em 1985, acusando a organização de continuar com a mesma política.
ArgentinosAlerta.org pôde verificar a partir de páginas web relevantes, que realmente o CCFD tem financiado o INDESO na Argentina e António de Montesinos Center no México.
Cardeal Burke rezará em Centro de Aborto
O cardeal Prefeito do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica, Dom Raymond Leo Burke, e o cardeal arcebispo de Galveston-Houston, Dom Daniel DiNardo, participarão de uma vigília de oração em frente a um dos maiores centros internacionais de aborto.
Dom Burke rezará às portas do International Planned Parenthood Federation (IPPF) no Texas no dia 9 de maio próximo num evento que se chama "Noite pela Vida". Os dois purpurados liderarão uma caravana de clérigos e leigos em oração. Dom DiNardo é o bispo-chefe da comissão para defesa da vida da Conferência Episcopal Norte-Americana.
Veremos se os abortistas norte-americanos vão reagir pacifica e democraticamente a esta manifestação ou se assumirão que tal direito - o de manifestar sua opinião - serve apenas aos ideais dos abortistas.
Foto do dia - FSSPX em 360º
O site da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X oferece uma vsita virtual ao seu seminário internacional localizado em Econe.
As imagens panorâmicas nos dão uma dimensão do local e da vista montanhosa e isolada que os seminaristas que se preparam para o sacerdócio têm.
Bem diferente dos seminários diocesanos de hoje, localizados em modernos e agitados centros urbanos, o da FSSPX é quase uma reserva, afastado e isolado.
O site: http://www.piusbruderschaft.de/images/stories/animationen/panoramen/VT%20Priesterseminar%20Econe.swf
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Espião Argentino no Vaticano
Wikileaks: arcebispo argentino espionava Vaticano para os EUA
O arcebispo argentino Luis Mariano Montemayor, que trabalhava na Secretaria de Estado do Vaticano, atuava também como informante dos Estados Unidos na Santa Sé, segundo indicou o vazamento de documentos diplomáticos divulgados pelo Wikileaks e publicados na quinta-feira (28/04) pela revista italiana L’Espresso. Segundo a publicação, após realizar uma série de discussões, o Estado católico deu apoio às iniciativas dos EUA contra a “Guerra ao Terror”, iniciada pela administração George W. Bush, o que incluiu a utilização da prisão cubana.
Segundo o jornal argentino Página12, a visão que o Vaticano tinha da guerra do Afeganistão e do centro de detenção de Guantánamo foram os motivos que levaram o governo do ex-presidente George W. Bush a recorrer a Montemayor para obter mais informações e, consequentemente, articular um apoio. Nascido em Buenos Aires em 1956, Montemayor é filho de um militar da Marinha argentina durante a ditadura civil-militar daquele país (1976-1983).
Os despachos, qualificados como "reservados", saíram da embaixada norte-americana no Vaticano e envolvem o então embaixador James Nicholson, a quem Montemayor passava as informações.
Em uma das mensagens, o monsenhor teria contado a Nicholson que "o tratamento dos detentos de Guantánamo poderia ganhar importância dentro do Vaticano, onde um debate sobre este tema terminou com um sólido apoio, ainda que com algumas reservas, à campanha dos EUA no Afeganistão". A informação teria sido relatada em um documento de janeiro de 2002, logo no início da “Guerra contra o Terror”.
Entretanto, segundo as informações de Montemayor, a Rússia estaria estudando cuidadosamente o tratamento dos EUA com os presos de Guantánamo como forma de justificar o tratamento que o país dá aos detentos da Chechênia.
Ainda segundo o bispo argentino, mesmo com a preocupação de algumas pessoas no Vaticano com um "desastre humanitário" no Afeganistão, a maioria acreditava que "a intervenção estadunidense melhorou claramente a condição humanitária dos afegãos"
Fonte: Operamundi
O arcebispo argentino Luis Mariano Montemayor, que trabalhava na Secretaria de Estado do Vaticano, atuava também como informante dos Estados Unidos na Santa Sé, segundo indicou o vazamento de documentos diplomáticos divulgados pelo Wikileaks e publicados na quinta-feira (28/04) pela revista italiana L’Espresso. Segundo a publicação, após realizar uma série de discussões, o Estado católico deu apoio às iniciativas dos EUA contra a “Guerra ao Terror”, iniciada pela administração George W. Bush, o que incluiu a utilização da prisão cubana.
Segundo o jornal argentino Página12, a visão que o Vaticano tinha da guerra do Afeganistão e do centro de detenção de Guantánamo foram os motivos que levaram o governo do ex-presidente George W. Bush a recorrer a Montemayor para obter mais informações e, consequentemente, articular um apoio. Nascido em Buenos Aires em 1956, Montemayor é filho de um militar da Marinha argentina durante a ditadura civil-militar daquele país (1976-1983).
Os despachos, qualificados como "reservados", saíram da embaixada norte-americana no Vaticano e envolvem o então embaixador James Nicholson, a quem Montemayor passava as informações.
Em uma das mensagens, o monsenhor teria contado a Nicholson que "o tratamento dos detentos de Guantánamo poderia ganhar importância dentro do Vaticano, onde um debate sobre este tema terminou com um sólido apoio, ainda que com algumas reservas, à campanha dos EUA no Afeganistão". A informação teria sido relatada em um documento de janeiro de 2002, logo no início da “Guerra contra o Terror”.
Entretanto, segundo as informações de Montemayor, a Rússia estaria estudando cuidadosamente o tratamento dos EUA com os presos de Guantánamo como forma de justificar o tratamento que o país dá aos detentos da Chechênia.
Ainda segundo o bispo argentino, mesmo com a preocupação de algumas pessoas no Vaticano com um "desastre humanitário" no Afeganistão, a maioria acreditava que "a intervenção estadunidense melhorou claramente a condição humanitária dos afegãos"
Fonte: Operamundi
Milagres em "Igreja" Evangélica
Podemos ver que essa senhora é bem humilde, mas o vídeo vale muitas risadas!
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Foto do Dia - Ordenações diaconais para Ordinariato Inglês
O agora diácono Skeoch (foto 2) foi cônego anglicano e membro de diversos organismos anglo-católicos. Ele foi capelão pessoal do antigo bispo anglicano de Londres e convertido católico Mons. Graham Leonard, um dos maiores convertidos da história recente do anglicanismo inglês e, certamente, um modelo que Skeoch seguiu de forma particular.
Os dois clérigos foram ordenados pelo bispo Allan Hopes, também um ex-anglicano, a pedido do Ordinário Mons Keith Newton.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Missa Afro também na Terra da Rainha
Eu pensei que a "Missa Afro" (incorporação de itens típicos da cultura pagã africana, numa escala variada, na liturgia) era coisa de América latina, mais especificamente do Brasil. A missa católica na Africa não tem tanta "africanidade" quanto uma missa afro por aqui!..
Mas eu me enganei. (Mais) Essa deturpação ou, em alguns casos, profanação da liturgia católica é também comum na Inglaterra. Enquanto só se fala do casamento da plebéia com o príncipe, uma missa afro se realiza em Londres pelo menos duas vezes por mês. Pe.Jean-Marie Paluku, da paróquia de NSa Imaculada e Santo André (Church of Our Lady Immaculate & St Andrew), é quem comanda o "batuque".
Para aqueles que preferem sempre ver o lado "bom" da coisa, pelo menos o padre usa casula! Essa nem Santa Polyana Menina engole...
sábado, 23 de abril de 2011
Números não importam na restauração
Os grupos anglicanos que estão se convertendo formalmente ao catolicismo são numericamente pequenos. Grupos como o de Ipswich, por exemplo, contam com "apenas" seis convertidos. Isso, entretanto, não diminui a força do Ordinariato.
As perspectivas do Ordinariato são de mil fiéis e sessenta sacerdotes convertidos nesta semana. Os sacerdotes, de forma especial, serão re-ordenados, não todos, para integrarem o clero do Ordinariato inglês.
O tamanho mínimo parece, num primeiro momento, não justificar toda a comoção de Roma sobre o assunto. Mas é ai que os mais apressados se enganam.
O que seria melhor, um grupo imenso de convertidos numa nova estrutura que, até o momento, não conta com locais fixos ou igrejas próprias ou, como é o caso, um grupo pequeno de pioneiros que estabelecerá com o tempo uma estrutura sólida para os futuros convertidos?
O número de leigos por sacerdote será de aproximadamente 1 padre para cada 16 leigos, o que possibilitará um atendimento espiritual quase individualizado. A França tem 1 padre para mais de 20 mil pessoas e o Brasil não fica muito atrás. Nesse caso o número mínimo de leigos da "primeira onda" de convertidos ajudará o Ordinariato a ter uma forte comunhão entre leigos e clero.
Realmente tudo ainda é muito impreciso. A única coisa certa que o Ordinariato tem é o Ordinário. Eles não possuem igrejas, capelas, salões, nem mesmo uma liturgia oficial que valorize o patrimônio anglicano, como prevê a Anglicanorum Coetibus.
Bento XVI parece ser um papa de pequenos projetos com uma visão de investimento a longo prazo. As ações deste pontificado não parecem ser imediatistas o que, sinceramente, pode ser muito irritante para aqueles que não gozam da virtude da paciência.
Anglicanorum Coetibus foi um pontapé para algo maior que virá no futuro. É um modelo de unidade efetiva dos cristãos separados e que, de alguma forma, terá efeitos no modo como lidamos com os ortodoxos, por exemplo. Da mesma forma como hoje se fala em "prelazia pessoal" para os membros da FSSPX, Bento XVI cria uma estrutura canônica inédita e específica, mostrando que a Igreja pode acolher a todos de braços abertos. Bem ao estilo da Mortalium Animos:
As perspectivas do Ordinariato são de mil fiéis e sessenta sacerdotes convertidos nesta semana. Os sacerdotes, de forma especial, serão re-ordenados, não todos, para integrarem o clero do Ordinariato inglês.
O tamanho mínimo parece, num primeiro momento, não justificar toda a comoção de Roma sobre o assunto. Mas é ai que os mais apressados se enganam.
O que seria melhor, um grupo imenso de convertidos numa nova estrutura que, até o momento, não conta com locais fixos ou igrejas próprias ou, como é o caso, um grupo pequeno de pioneiros que estabelecerá com o tempo uma estrutura sólida para os futuros convertidos?
O número de leigos por sacerdote será de aproximadamente 1 padre para cada 16 leigos, o que possibilitará um atendimento espiritual quase individualizado. A França tem 1 padre para mais de 20 mil pessoas e o Brasil não fica muito atrás. Nesse caso o número mínimo de leigos da "primeira onda" de convertidos ajudará o Ordinariato a ter uma forte comunhão entre leigos e clero.
Realmente tudo ainda é muito impreciso. A única coisa certa que o Ordinariato tem é o Ordinário. Eles não possuem igrejas, capelas, salões, nem mesmo uma liturgia oficial que valorize o patrimônio anglicano, como prevê a Anglicanorum Coetibus.
Bento XVI parece ser um papa de pequenos projetos com uma visão de investimento a longo prazo. As ações deste pontificado não parecem ser imediatistas o que, sinceramente, pode ser muito irritante para aqueles que não gozam da virtude da paciência.
Anglicanorum Coetibus foi um pontapé para algo maior que virá no futuro. É um modelo de unidade efetiva dos cristãos separados e que, de alguma forma, terá efeitos no modo como lidamos com os ortodoxos, por exemplo. Da mesma forma como hoje se fala em "prelazia pessoal" para os membros da FSSPX, Bento XVI cria uma estrutura canônica inédita e específica, mostrando que a Igreja pode acolher a todos de braços abertos. Bem ao estilo da Mortalium Animos:
| Ai! Os filhos afastaram-se da casa paterna; todavia ela não foi feita em pedaços e nem foi destruída por isso, uma vez que estava arrimada na perene proteção de Deus. Retornem, pois, eles ao Pai comum que, esquecido das injúrias antes gravadas a fogo contra a Sé Apostólica, recebê-los-á com máximo amor. (cf nº17) É esse "máximo amor" que guiou a mão do Papa aos anglicanos. Anglicanorum Coetibus, na minha opinião, segue muito mais o espírito da encíclica de Pio XI e nos coloca num novo patamar na compreensão da verdadeira unidade dos cristãos. Pequenos grupos Bento XVI parece compreender que a Igreja terá sua força nos pequenos grupos e não nas grandes multidões. Todas as ações importantes desse pontificado foram direcionadas aos pequenos grupos. Anglicanorum Coetibus e Summorum Pontificum são o ápice dessa nova realidade. Tanto os anglo-católicos quanto os católicos-tridentinos (para definir aqueles que preferem ou nutrem alguma simpatia pelo rito tridentino) sofrem perseguições. Em comum eles conservam um verdadeiro amor pela liturgia e pelo ensinamento apostólico sem as afetações e aberrações modernas que, infelizmente, poluem nossas paróquias. E de um pequeno grupo surge outro e outro, etc. Temos em Roma as reuniões de uma associação de sacerdotes diocesanos bem favorável ao movimento de restauração. Nos países atendidos pela FSSPX e FSSP já há o descontrole positivo das dioceses, ou seja, muitos leigos estão percebendo o estrago e procuram ouvir mais o Papa que seu bispo local. Um Caminho sem volta Em poucos anos Bento XVI redirecionou a Igreja profundamente. Podemos não perceber, podemos reclamar (e algumas vezes com razão) e temer, mas é um caminho sem volta para a Igreja. A Cúria romana foi reprogramada, uma parte da liderança episcopal global foi reprogramada para seguir conforme o curso do Papa e não conforme ideologias vazias. Até mesmo o colégio de cardeais foi redesenhado para dar continuidade ao programa de restauração. Contudo, ainda há pedras no caminho Imaginar que esse movimento de restauração seria "mamão com açúcar" é tolice. Há uma pesada contra-reforma-da-reforma em curso em todos os níveis da Igreja. A ameaça o Motu Proprio, tão comentada nos últimos meses, parece não ser consistente com tudo aquilo que Ratzinger e Bento XVI fizeram e defenderam. Talvez o documento não venha como todo mundo deseja, mas duvido que virá sabotar Summorum Pontificum. Críticas sim, desespero não! Podemos criticar a idéia de Assis III? Podemos criticar algumas declarações em livros de entrevistas (interpretadas corretamente ou não)? Podemos receber com espanto a nomeação de um bispo progressista para Prefeito da cúria? Sim, sim, sim! Criticar algumas ações não é falta de comunhão com o Papa, mas uma forma saudável de expor um ponto de vista. Compreender que a crítica não é necessariamente negativa é o que separa conservadores, tradicionalistas e sedevacantistas. Para os conservadores não se pode criticar ou mesmo discordar do Papa. Se há Assis III, eles encontram uma forma de justifica-lo. O perigo é deixar de ser conservador da fé para ser conformista numa situação. Para os tradicionalistas a única coisa que se faz é criticar. Raramente reconhecem os pontos positivos. Um sedevacantista perde um pouco a noção entre crítica e desespero ou desesperança. Até os Santos criticaram os Papas! Só precisamos saber a medida correta para não faltarmos com a caridade. Conclusão Percebam o quanto eu desviei do assunto original! Isso caracteriza um Chat, uma conversa onde um ponto liga ao outro. Temos um ano crucial na caminhada da Igreja. Devemos ter sempre em mente uma coisa simples: Deus geralmente te dá... menos do que você pediu... exatamente o que você precisa e mais do que você merece! Confiemos nas ações do Papa e vamos trabalhar para que os pequenos grupos se tornem mais e mais comuns e unidos. |
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Mini-casula. Serve pra quê?
Como publiquei numa postagem anterior, o Domingo de Ramos numa paróquia modelo da minha diocese mostrou a presença de uma vestimenta litúrgica não prescrita na lei ordinária da Igreja. A mini-casula para os leitores leigos que servem na liturgia reformada é presença quase obrigatória por aqui, mas como ela se originou? A Santa Sé jamais prescreveu uma "veste" para leigos, exceto as roupas típicas dos acólitos.
Como demonstrou no jornal diocesano daqui, o encarregado da liturgia piracicabana nos dá a resposta:
Quem orienta sobre as mini-casulas é a CNBB! É claro, a onipresente e sempre seguida CNBB. Uma vaga orientação deste sindicato tem mais peso que 2000 anos de tradição litúrgica.
Todos os meses os católicos daqui são obrigados e ingerir e digerir as orientações litúrgicas da Pastoral Diocesana de Liturgia. Essa acima, sobre as vestes e som, é bem light porque já tivemos orientações sobre dança litúrgica!
Abaixo as consequencias da Guia da CNBB, p. 100.





Como demonstrou no jornal diocesano daqui, o encarregado da liturgia piracicabana nos dá a resposta:
Quem orienta sobre as mini-casulas é a CNBB! É claro, a onipresente e sempre seguida CNBB. Uma vaga orientação deste sindicato tem mais peso que 2000 anos de tradição litúrgica.
Todos os meses os católicos daqui são obrigados e ingerir e digerir as orientações litúrgicas da Pastoral Diocesana de Liturgia. Essa acima, sobre as vestes e som, é bem light porque já tivemos orientações sobre dança litúrgica!
Abaixo as consequencias da Guia da CNBB, p. 100.
Ortodoxos Russos e a repetição solene
Enquanto por aqui os maçons conseguem superar a missa católica, na Rússia a solenidade do rito parece conquistar o coração dos fiéis.
"Ai, ai, ai Danilo, você de novo com essa mania de Rússia ortodoxa pra lá, ortodoxos pra cá". Não se preocupem, porque uma conversão à ortodoxia russa ou grega não está nos meus planos. Mas acho importante reconhecer o esplendor litúrgico que há nas gélidas terras dos Gulags, de Dostoiévski e Tolstói.
O vídeo acima nos vem do site norte-americano, The New Liturgical Movement.
A primeira coisa que me chama a atenção é a repetição solene dos gestos, como o sinal da cruz e a tripla genuflexão. A liturgia bizantina, grega ou eslava, é rica em repetições dos gestos. Na verdade, se podemos colocar dessa forma, a liturgia como um todo é uma grande repetição solene e poderíamos ir ainda mais além na nossa reflexão e afirmar que liturgia sem repetição é liturgia sem solenidade e, por isso, sem vida.
O vídeo mostra também que a liturgia pontifical ortodoxa conta com a participação quase exclusiva do bispo e seus diáconos e sub-diáconos. Acho muito importante existir, de fato, diáconos dentro da liturgia e não apenas diáconos de transição.
Outra coisa que me chamou a atenção foi a juventude do clero e até mesmo do episcopado russo. São muito jovens. Isso se deve, penso eu, a presença e manutenção da preciosa ordem dos acólitos, todos do sexo masculino, que contribuiu para renovar e rejuvenescer a Igreja Ortodoxa Russa. Acólitas matam vocações. Os acólitos ortodoxos se paramentam de forma semelhante aos sub-diáconos, só não possuem estola dobrada ou cruzada sobre a vestimenta.
A cor negra, de luto, domina a liturgia. Como já tive a oportunidade de escrever num comentário recente, os ortodoxos usam a cor litúrgica de forma diferente de nós. Eles variam muito mais e usam cores que para nós são desconhecidas, como o azul e o dourado.
A liturgia em questão foi a de ontem, dia 21, e foi a leitura de todos trechos dos Evangelhos que narram a paixão do Senhor, por isso podemos imaginar que foi uma liturgia muito longa. Outros detalhes: não há bancos, você participa em pé! As velas são mais finas e longas, porque a liturgia é bem longa. É o bispo quem proclama o Evangelho.
Enfim, um belo vídeo que vale ser apreciado com pequenas lágrimas no canto dos olhos quando nós, isolados no terror litúrgico do interior paulista, só podemos nos contentar com vídeos.
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