segunda-feira, 21 de abril de 2014

Adeus Viri Selecti

O blog Secretum Meu Mihi (SMM) publicou ontem (domingo de páscoa/2014) um texto chamando a atenção para a nova "moda litúrgica" durante a celebração da cerimônia conhecida como "lava-pés", ou como é oficialmente conhecida, a missa "In Coena Domini".

"Assim como aconteceu nos anos 90 com os acólitos homens, vamos dizendo adeus aos Viri Selecti da quinta-feira santa", conclui o blog. SMM se refere a o uso indiscriminado e contrário, até então, às normas e à tradição da Igreja no tocante ao ingresso de meninas como acólitos(as). O Vaticano, pressionado pela difusão da prática, autorizou de forma extraordinária a função de meninas como coroinhas.

Sem dúvida o mau exemplo vem de cima. Aqui não desejo parecer um crítico inquebrantável do Papa Francisco, mas é impossível deixar de notar como o seu (mau) exemplo litúrgico influenciou de maneira muito rápida a forma como essa cerimônia em particular será conduzida a partir de agora. Noto ainda como Bento XVI, com seu exemplo ortodoxo na liturgia, teve um efeito muito discreto quando olhamos o mundo católico como um todo. O mau exemplo parece portar uma atração irresistível.

SMM nos apresenta o exemplo do bispo de Cleveland, Richard G. Lennon, que lavou os pés de várias mulheres durante a cerimônia. O sentido óbvio da cerimônia do lava-pés é apresentar o sacerdote como Cristo lavando os pés dos seus apóstolos. Qualquer criança conseguiria realizar a conexão do ato litúrgico com os evangelhos. Contudo alguns bispos e padres parecem ter perdido alguma capacidade intelectual elementar, ou seja, o modernismo lhes afetou o cérebro.

Agora nós precisamos transcender o significado original do lava-pés para atingirmos, após algum exercício mental, um êxtase teológico inclusivista e politicamente correto. Nós deixamos aquela cerimônia tão enrijecida na sua interpretação evangélica e passamos para uma cerimônia que deseja dizer alguma coisa a mais - mas ninguém sabe exatamente o quê.

Não é preciso ir muito longe, até Cleveland, por exemplo, para encontrarmos os pezinhos não tão viris assim sendo lavados pelo clero.

[JOINVILLE] Padre Silvano beija os pés de fiel escolhida entre os membros da comunidade, que neste ano, na tradicional e simbólica cerimônia de lava-pés, lembrou as vítimas de tráfico humano

[MANAUS] 12 pessoas que trabalham no entorno da catedral, entre prostitutas, lavadores de carros
e dependentes químicos foram escolhidas. A senhora acima é uma lavadora de carros

[BAURU] Dom Caetano Ferrari também realizou seu lava-pés franciscano

[PIRACICABA] Já em 2013, Dom Fernando Mason lavando os pés de mulheres

Certamente a prática não foi inaugurada por Francisco. A inclusão de mulheres na cerimônia é prática frequente em muitas paróquias no Brasil e fora dele. Há na América Latina, de modo especial, um ódio visceral ao Velho Mundo que se traduz na irreverência litúrgica e na inobservância intencional das normas prescritas pelo missal que, afinal de contas, é romano, não é mesmo!?

Não se trata de advogar apenas uma estrita observância das normas litúrgicas, como se isso fosse pouco. Trata da defesa de um princípio fundamental e que engloba toda a liturgia - a dependência existente entre o rito e a Igreja, um não tendo sentido sem o outro.

Quando mudamos o rito estamos mudando a Igreja; deixamos de ser parte a única Igreja Católica para nos tornarmos uma parcela isolada, no tempo e espaço, de igreja (com "i" minúsculo). Quando mudamos o rito ele deixa de ser rito, perde a sua essência e, portanto, seu sentido.

Entenda, caro leitor, que isso é grave e ultrapassa uma simples paixão inadvertida pelo formalismo litúrgico.
Essas novas cerimônias do lava-pés, mostradas acima, passaram a significar outra coisa, estão desconectadas do restante do corpo litúrgico da Igreja.

Uma pergunta me vem a mente. Como um bispo, um sucessor dos apóstolos!, consegue afirmar que a cerimônia do lava-pés é um sinal de humildade quando ele próprio, ao alterar a liturgia, demonstra nada além de orgulho puro!? Como isso é possível? Como eu - falo dos bispos - posso servir se não tenho humildade suficiente para obedecer ao rito prescrito no livro litúrgico?

São realmente perguntas que nos desafiam. A essência da humildade não reside na língua, nos bons discursos e nas frases de efeitos. Quantos de nós já não encontramos bispos - para ficamos só nesse exemplo - que aportam a uma determinada diocese com o famoso versículo "vim para servir e não para ser servido" e que se revelam verdadeiros tiranetes de mitra?

Por fim, elogio enormemente os bispos e padres que corajosa e humildemente seguiram o missal, pois a essência da humildade está na obediência. São prelados e sacerdotes anônimos nesta postagem, mas que merecem nossas orações sinceras.

sábado, 12 de abril de 2014

O Francisco Uruguaio. Novo Arcebispo de Montevidéu é elogiado pela comunidade Gay



O Uruguai está experimentando seu próprio 13 de março desde a posse do novo arcebispo de Montevidéu, Mons. Daniel Sturla.

Mons. Sturla, até então o bispo auxiliar da arquidiocese, foi eleito em fevereiro deste ano como novo arcebispo para suceder Dom Nicolás Cotugno.

A mídia uruguaia e os diversos segmentos formadores da sociedade desse país trataram de reproduzir, em escala nacional, o que foi feito em Roma imediatamente após a eleição do arcebispo de Buenos Aires como Papa; várias reportagens e programas de rádio e TV trataram de traçar uma linha ideológica clara entre o bispo emérito, seja ele o de Roma ou o Uruguaio, e o atual e humilde bispo da vez, Bergoglio ou Sturla. Iniciou-se, assim, o efeito "franciscano" também em Montevidéu.

Os dois prelados - o de Roma e o de Montevidéu - parecem ter uma inclinação forte ao microfone e às páginas de jornal, certamente muito mais por influência do primeiro sobre o segundo. Dão entrevistas valendo-se de um tom informal, quando não impreciso.

O blog SECRETUM MEU MIHI nos apresenta a recente nota da imprensa uruguaia onde mostra Mons. Sturla recebendo membros de uma associação de gays e lésbicas e - pasmem! - sendo elogiado por eles em nota oficial. Eis um trecho.

O Vigário pastoral, Javier Galdona, que também participou da reuniã, disse ao El Observador que o arcebispo pediu perdão num contexto geral de qualquer tipo de discriminação que a comunidade homossexual possa ter sentido por parte da Igreja Católica.
Quem sou eu para julgar!?

O que separa os católicos conservadores ou neo-conservadores, como queira rotular, dos católicos tradicionais é, entre outras coisas, uma sensível noção ao perigo das palavras. O efeito das palavras de Francisco naquele avião de volta do Rio de Janeiro é real e concreto, além de desastroso.

Quem sou eu para julgar? soou como um toque de trombeta, reunindo em torno daquilo que poderia significar uma legião de demônios: mídia anti-católica, associações pró-aborto, a milícia do gênero. O dano causado por essas quatro palavras está além da conta e ainda para ser visto!

No Uruguai, com a posse do progressista Sturla, veremos o que se passará mais tarde em várias dioceses do país e do orbe católico como um todo.  A contraposição entre o misericordioso Sturla e seu antecessor rigorista e moralista é, como já dito acima, uma reprodução nacional da visão Bergoglio e Ratzinger.

Também destaco, no trecho da matéria que reproduzi acima, o impressionante pedido de perdão do arcebispo. Sturla coloca a Igreja que representa - e jurou defender - em posição submissa às associações gayzistas. Ao dizer que "pediu perdão num contexto geral de qualquer tipo de discriminação que a comunidade homossexual possa ter sentido por parte da Igreja Católica", sobretudo no "possa ter sentido", o arcebispo endossa todo tipo de ataque que a gaystapo possa vir a realizar. A única referência aqui é o subjetivo "sentimento" dessas verdadeiras milícias anti-católicas.

Um longo calvário para a Igreja Uruguaia

Mons. Sturla tem apenas 54 anos. É um bispo jovem e inexperiente, mas considerando a linha que vem adotando e o caminho que escolheu trilhar, vemos que a Igreja nessa pequeno país viverá um grande sofrimento.

Rezemos!

terça-feira, 1 de abril de 2014

Gayzismo na TV Aparecida. Ou "Quem sou eu para julgar?" e seus efeitos práticos



Peço aos amigos leitores que assistam a este vídeo. O programa "Em Frente" da TV Aparecida - até onde se sabe é um canal católico - se propõe a responder questões enviadas pelos telespectadores. Questões de fé, moral, sentimental, etc., tudo isso passa pelas mãos dos três apresentadores, um padre em manga de camisa e dois leigos.

Nunca gostei do programa e confesso que não o assistia há algum tempo, para não dizer anos. Não sei em que horário é transmitido, mas isso não vem ao caso porque vários vídeos estão disponíveis no Youtube.

Nunca pensei no que pastoral significava até a eleição de Francisco. Neste vídeo, como vocês podem ver, a "pastoral" toma forma. Aquela palavra amórfica e com pouco significado prático vem com força assumindo feições que nos assustam.  Seria essa a intenção do Papa? Pouco importa na prática, porque os katólicos estão interessados em dar a esse novo bezerro de ouro - a Pastoral - as suas próprias feições e dançam em torno dele.

Focando no assunto da pergunta, certamente que um homossexual não pode ser privado da comunhão se - e somente SE - vive uma vida de castidade de acordo com a doutrina católica. Sem dúvida que, na vivência pastoral, verificar tal condição de observância é praticamente impossível e o sacerdote deve confiar, na medida do possível, no comungante. Para isso as admoestações pré-comunhão são muito bem-vindas, uma vez que, ecoando ao apóstolo São Paulo, alertam para o perigo do sacrilégio daqueles que comungam em pecado mortal ou sem a reta intenção.

É possível que o sacerdote tenha se expressado de forma incompleta ou, pela simplicidade da pergunta, não tenhamos alcançado todo o contexto. Interpretarei as ações do pároco da consulente da melhor maneira possível, como pede a caridade.

Algo bem distinto fazem os apresentadores do programa que, numa tentativa repleta de incorreções pastorais, vilipendiam a doutrina, chegando ao cúmulo de se afirmar (transcrevo) "se você quer ensinar para as pessoas o que a Igreja pensa sobre a prática da vivência da homossexualidade, você como padre pode responder, se ninguém perguntar você nem deveria falar porque senão é desnecessário".
Do ponto de vista meramente didático isso provocaria risos em qualquer estudante mediano de pedagogia. "Se ninguém perguntar você nem deveria falar"? Que magistério é esse que não ensina, que se cala frente à ignorância? Que prática pastoral é essa que não pastoreia?

E o teólogo continua:

(...) na hora da comunhão é um erro gravíssimo [referindo-se as admoestações do sacerdote] porque a própria liturgia da Igreja diz: felizes os convidados para a Ceia do Senhor [tradução brasileira do Ecce Agnus Dei, com fidelidade absoluta ao latim], não é para dizer outra coisa além do que a própria Igreja na liturgia diz. E ofender a consciência das pessoas é um pecado mais grave do qualquer outro.

Ora! Eu mesmo subscreveria a zelosa observação do "teólogo" Rodolfo! Sim, não devemos acrescentar uma vírgula ao rito romano. O estranho é que o próprio "felizes os convidados para a Ceia do Senhor" é um acréscimo criminoso ao missal romano.

O vídeo não requer maiores comentários. É todo ele uma obra nojenta - usemos sim essa palavra - de falsa piedade, falso amor ao próximo, falsa doutrina e falsa pastoral.
Aos 10 minutos o padre "apresentador" já chegar a ameaçar, em consonância com a pastoral política gayzista, o padre em questão de crime civil! E a apresentadora leiga incita indiretamente aos telespectadores a processarem seus padres! Num canal católico!

Peço apenas aos leitores, se possível, que comentem e negativem o vídeo. É preciso dar mostras, ainda que pequenas, de desaprovação. Aos amigos blogueiros, peço que comentem com mais profundidade sobre o assunto em seus respectivos blogs (podem me mandar o link que publico aqui), porque me falta ânimo para tal. A desolação dos padres pastorais é tamanha que me falta estômago para encarar uma postagem mais longa.

domingo, 9 de março de 2014

O Novo Arcebispo Liberal do Uruguai

Assume hoje (09/03) como arcebispo de Montevidéu Dom Daniel Fernando Sturla Berhouet, S.D.B. O novo arcebispo, embalado pelos ventos de mudança que sopram de Roma, assume um discurso desconcertante e subserviente ao governo socialista de Jose Mujica e ao pecado.

(Subrayado  20/02/14 | Tradução blogonicus)

Surpreendente mudança de discurso do novo arcebispo de Montevidéu 


Alinhado com o papa e o discurso progressista, Monsenhor Sturla proporciona forte contraste com as opiniões do seu antecessor Nicholas Cotugno sobre a maconha e homossexualidade.

Um reconhecimento expresso da homossexualidade como uma orientação sexual, uma tolerância maior ao uso de preservativos nas relações sexuais e a crença de que "moralização" da Igreja Católica, por vezes, "cobre o Evangelho" são alguns dos slogans que colocou sobre a mesa Daniel Sturla ao assumir como novo arcebispo de Montevidéu.

Daniel Fernando Sturla Berhouet, SDB, é um sacerdote salesiano que acaba de suceder a Mons. Nicolás Cotugno, que em setembro de 2013 se retirou ao cumprir 75 anos.

Ordenado sacerdote em 1987, o novo encarregado da diocese de Montevidéu assumiu o cargo com claros indícios de mudança na estratégia e no discurso, claramente em sintonia com as coordenadas do novo Papa Francisco I.

A história de vida do novo líder da grei católica da capital indica que vem de uma família com interesse na política. Seu irmão foi um legislador destacado do herrerismo (Partido Nacional). Se trata de Héctor Martín Sturla, que faleceu em 1991 aos 37 anos.

As primeiras declarações de Mons. Sturla mostram uma mudança radical a respeito das posições públicas adotada por Cotugno nos assuntos como o aborto, o matrimônio igualitário e a regularização da maconha, todas iniciativas votadas durante a "década progressista" do [partido] Frente Amplio no poder.

Nesse sentido, Sturla mostrou palavras de elogio ao presidente José Mujica: "O exemplo de austeridade" do presidente "é estupendo", disse numa entrevista que publicou hoje o periódico Busqueda.

"Eu tenho amigos homossexuais. Tive conversas com crianças sobre o tema, lhes assegurei que Deus as ama profundamente. Deus te ama por aquilo que você é não porque você se orienta de um lado ou de outro do ponto de vista sexual", afirmou.

Ainda que tenha esclarecido que, de acordo com o dogma católico, ter relações sexuais fora do matrimônio seja pecado. Inclusive o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo aproxima essas pessoas dos postulados religiosos.

Seu antecessor, por sua vez, se referia à homossexualidade como "uma enfermidade", de acordo com o tom dos pronunciamentos anteriores do Vaticano.

A chegada de Francisco ao Vaticano marcou um antes e um depois ao emitir uma frase que resultou numa mensagem para católicos e não-católicos: "quem sou eu para julgar um homossexual", assinalou e de algum modo arrumou o campo para todos os sacerdotes sob seu comando.

Sturla admitiu que se um casal homossexual se apresenta com seu filho na Igreja matriz este será batizado seguindo o rito católico.

"Ninguém pode negar (a uma criança) o batismo porque tem dois pais ou duas mães", comentou.

O arcebispo disse que este princípio está acima da posição contrária dos católicos sobre a adoção de filhos por homossexuais.

Exemplo de Sociedade Evoluída
"Não quero contrapor o que o arcebispo anterior declarou", esclareceu Sturla. "Mas todos nós evoluímos sobre o tema da homossexualidade (...) Uma coisa era há 20 anos quando num colégio havia um menino que era rotulado com um apelido por sua preferência, outra coisa é hoje. Nesse sentido a sociedade evoluiu positivamente porque se compreende que há pessoas que por razões distintas têm características pessoais ou gostos e orientação sexual diversa da maioria".

Mons. Sturla reconheceu que tanto esse assunto como o da regularização da maconha não atingiu unanimidade na Igreja uruguaia. O bispo de Minas, Jaime Fuentes, próximo ao Opus Dei, se manifestou contrário ao pacote de leis de corte moral e comportamental que aprovou o governo de Mujica. Sobre o aborto, outro assunto ao qual os católicos impuseram grande resistência, o arcebispo deu um giro notável nas diretivas da cúpula Nesse sentido, declarou ao diário El País: "A aprovação do aborto está aí, agora precisamos curar as feridas da sociedade"

O bispo Fuentes afirmou a agência católica Zenit que as mudanças que essas leis trarão - que afetam a órbita dos valores - "empurrarão o Uruguai ao abismo".

Sturla afirmou que tem dúvidas sobre a eficácia da regularização da maconha para combater o narcotráfico, um dos argumentos principais do governo para aprovar a lei.

"Está claro que o fracasso do que se faz atualmente é muito grande e algo precisa ser feito a esse respeito", acrescentou.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Papa Francisco sobre a missa antiga: Uma modinha

O então-arcebispo de Buenos Aires rezando a missa nova
Por que preferimos a missa antiga? A foto acima nos responde.


O blog "Rorate Caeli" nos apresenta a tradução (para o inglês) de uma página da rádio Vaticano em checo. Nesta página o arcebispo Jan Graubner, recordando a sua recente visita Ad Limina ao Vaticano, nos apresentou algumas palavras sobre a missa tradicional que foram pronunciadas pelo Papa Francisco no encontro com os bispos desse país.

[Dom Jan Graubner] Quando estávamos discutindo sobre aqueles que apreciam a antiga liturgia e desejam retornar para ela, ficou evidente que o Papa falava com grande afeição, atenção e sensibilidade com todos para magoar ninguém. Entretanto, ele se pronunciou de forma muito forte quando disse que ele compreendia quando a geração mais antiga retornava ao que havia experimentado, mas que ele não podia compreender a geração mais nova desejando retornar a isto. "Quando eu pesquiso mais profundamente - disse o Papa - eu descubro que é mais um tipo de moda. E se é uma moda, portanto é uma matéria que não precisa de muita atenção. É preciso mostrar apenas alguma paciência e bondade para com as pessoas que estão viciadas numa certa moda. Mas eu considero de grande importância ir a fundo nas coisas, porque se não nos aprofundamos nenhuma forma litúrgica, essa ou aquela, pode nos salvar".

Assumo o relato de Dom Jan Graubner como autêntico e digno de crédito. É um bispo falando a uma rádio católica oficial (Radio Vaticano). Seria impensável que o bispo inventasse a história como forma de atingir o mundo tradicionalista ou de colocar os fiéis (e sacerdotes) ligados ao antigo rito contra o Papa.

De qualquer forma, essa é a declaração mais direta sobre o que pensa Francisco sobre a missa antiga. Antes tínamos apenas ataques velados, contra os católicos "pelagianos" ou reacionários. Agora temos algo concreto e direto, uma mensagem com destinatário certo.

Fico pensando - e creio que você também está pensando da mesma forma - como se sentirão os milhares de jovens seminaristas da Fraternidade São Pedro, IBP, Administração Apostólica, Inst. Cristo Rei e das pequenas comunidades religiosas tradicionais quando passarem os olhos nessas declarações. Será que o Papa pensa que empenharam sua vocação em algo tão tolo quanto uma modinha?

Francisco demonstra, como todo bispo latino-americano, um total desconhecimento do mundo católico para o qual Deus, por sua insondável providência, o chamou para ser Vigário. Francisco parte de um princípio muito simples - não compreendo, logo ignoro. Essa não é uma boa atitude pastoral, já que a moda agora, com Francisco, é ser pastoral.

A própria declaração - que a adesão à missa antiga é uma moda - é estúpida em si mesma. Moda é algo tão passageiro e efêmero que não se compatibiliza com o "fenômeno" da missa tradicional que dura mais de 40 anos. Alguém conhece alguma moda com quatro décadas de duração?

Bento XVI, esse professor e teólogo alemão com uma visão muito sim e não do mundo, para parafrasear o atual Vice-papa Cardeal Maradiaga, conseguiu compreender com muita clareza as intenções que conduziam jovens e velhos ao rito antigo. Não era um costume enraizado nos mais velhos ou uma moda nos mais jovens, mas uma verdadeira busca pelo sagrado que ultrapassa gerações e é, por natureza, universal (católico). Francisco, por sua vez, é minimalista até na compreensão, como são os bispos brasileiros, por exemplo. Eles perderam quase que por completo qualquer referência ao sagrado; para eles o rito da missa é só um rito, uma forma ou normativa que deve ser seguida. Não há uma realidade transcendente para eles, há apenas a lei.

Penso que agora a guerra contra a missa tradicional está (novamente) deflagrada. Os tradicionalistas tiveram 6 anos de relativa paz, mas agora é possível que suas capelas lhes sejam retiradas, que seus padres sejam transferidos e que suas reuniões proibidas.

Como eu já havia dito numa outra postagem, tentar unir Francisco com Bento XVI, demonstrando alguma "continuidade" entre os dois, é absurdo. Francisco foi eleito para revolucionar a Igreja e está fazendo exatamente isso com suas alocuções confusas, suas doutrinas econômicas cripto-marxistas, com a perseguição aos franciscanos da Imaculada, com o desdém pela missa antiga e pelos leigos a ela ligados, pelo enfraquecimento da cúria, etc.

Rezemos pela Igreja!

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Para Braz de Aviz o passado da Igreja vai até o Vaticano II e só.

Durante uma conferência de imprensa para a apresentação do Ano da Vida Consagrada, a ser comemorado em 2015, o cardeal brasileiro - orgulho desta pátria verde e amarela - apresentou suas reflexões sobre o evento.


"Religiosas" americanas pró-aborto.
Braz de Aviz não se importa. Sejamos gratos.
"Esse Ano da Vida Consagrada foi pensado no contexto do 50º aniversário do concílio Vaticano II, e , em especial, por ocasião dos 50 anos de publicação do decreto conciliar ‘Perfectae Caritatis’, sobre a renovação da vida consagrada", explicou o cardeal Braz de Aviz.

"Acreditamos que o concílio tem sido um sopro do Espírito, não só para toda a Igreja, mas, talvez principalmente, para a vida consagrada. Estamos também convencidos de que, nestes 50 anos de vida consagrada empreendeu uma viagem frutífera de renovação - não livre, certamente, de dificuldades e sofrimentos - no compromisso de seguir o que o concílio solicitou dos consagrados: fidelidade ao Senhor, à Igreja , ao próprio carisma e as pessoas de hoje", prosseguiu o purpurado.

"Por esta razão", disse ele, "o primeiro objetivo do Ano da Vida Consagrada seria fazer uma recordação grata do passado recente ".

Barbara Marx Hubbard, evolucionista gnóstica e feminista
sendo idolatrada por "religiosas" nos EUA durante assembléia anual.
"Apenas diálogo, sem punição", pediu Braz de Aviz
Braz de Aviz, que não é e nem nunca foi um padre religioso ou um monge, tem uma receita infalível para conter a crise da vida consagrada - dar-lhe mais do mesmo! Não vou me deter demoradamente no tópico, mas é de conhecimento inegável que a vida consagrada entrou em crise, ou melhor, está em colapso justamente devido ao espírito que o cardeal enaltece e aponta como solução para a mesma derrocada. Em muitas partes do mundo, em várias dioceses, os religiosos estão velhos ou já não existem mais; o vigor do corpo lhes abandonou.

O que realmente desejo focar nesta pequena postagem, além do já destacado acima, seria a necessidade quase obrigatória, quando se fala de Vaticano II, de limitar a vida da Igreja a um período que vai da década de 60 até hoje. Nada mais (de bom) existe antes disso.

Braz de Aviz e Carballo, seu secretário, querem recordar com "gratidão" o passado. Mas atenção! É o passado recente! Ou seja, não se aventuram a regredir um pouco mais os ponteiros do relógio, voltando para as décadas de 30 ou 40, quando o termo "vida religiosa" encontrava sentido nos milhares de monges e monjas, frades e freiras espalhados por inúmeras comunidades, casas, monastérios, conventos, etc. Hoje não mais "vida", temos um "cadáver" religioso.

O Jesuíta Espanhol, Juan  Masiá Clavel,
pró-aborto. O secretário espanhol Carballo
não irá intervir? Nenhuma palavra até hoje...
É importante que tenhamos essa ilusão do "passado recente" e Braz de Aviz faz questão de mantê-la. O passado não tão recente nos envergonha porque mostra que a experiência desse "sopro do espírito" não deu muito certo.

O cardeal também afirmou que o ano da vida consagrada, com sua consequente recordação do passado recente, irá ajudar as congregações a superar "fragilidades e infidelidades". Voltamos nossa atenção para os Franciscanos da Imaculada, fortes e fiéis à Igreja, que estão sendo massacrados - fragilizados - por Braz de Aviz e forçados a uma postura infiel ao carisma da Ordem. O cardeal se contradiz no verbo e na práxis.

Resta saber quantas comunidades a menos a igreja terá até outubro de 2015. Seria interessante se a congregação comanda pelo brasileiro pudesse apresentar esses números no encerramento do evento. Vários blogs acompanham de perto o fechamento de conventos, a transferência de religiosos, o agrupamento de províncias, etc. e poderiam fornecer dados mais precisos e concretos do que este otimismo parvo que se apresenta nas conferências de imprensa.

As comunidades religiosas que ainda possuem membros ou estão envelhecidas, na casa dos 60 ou 70 anos, sem qualquer vocação significante ou se rebelam a olhos vistos contra a doutrina da Igreja e a autoridade do Papa e dos bispos. Não raramente é uma mistura dos dois cenários. Entretanto, quando alguma comunidade escapa a esta regra nefasta, encontramos uma fidelidade ao passado de sempre, à doutrina de sempre, ao Evangelho de sempre, enfim, uma comunidade radicada na fé, que gosta do hábito da ordem, da missa tradicional e do catecismo. Estas comunidades são vistas com desconfiança por Braz de Aviz e Carballo, que soltam-lhes os cães (Volpi).

Sejamos gratos, isso sim, ao heroísmo de alguns religiosos e religiosas que, por fidelidade ao carisma original da sua ordem ou instituto, sofrem perseguição. Esses religiosos, que usam o hábito e rezam de verdade, são mártires morais nas mãos da atual liderança misericordiosa. Rezemos por eles, que são um verdadeiro sinal do sopro do Espírito Santo, e por todos os outros que não cultivam essa verdadeira fidelidade!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Vamos falar de política. Ou: Dilma enterrando 1.2 Bilhão em Cuba

"É tudo dinheiro de trouxa... mas não espalha"
Dilma e Raúl Castro

Explicação tem, só não vê quem não quer.

A PresidentE Dilma esteve em Cuba - antes deu uma passadinha nazoropa para ladrar em Davós e se hospedar no Ritz em Portugal - onde orgulhosamente anunciou os investimentos brasileiros, via BNDES, num porto cubano. Vejamos:

A presidente Dilma Rousseff e o presidente de Cuba, Raúl Castro, inauguraram nesta segunda-feira a primeira fase do porto de Mariel, oeste da ilha, que contou com financiamento brasileiro.
O terminal, construído pela Odebrecht e com um investimento total previsto de US$ 957 milhões, contou com um financiamento de US$ 682 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O projeto de modernização do porto de Mariel, situado a 45 quilômetros a oeste de Havana, é o "coração" da primeira Zona Especial de Desenvolvimento criada em Cuba, dentro do plano de reformas econômicas empreendido no mandato de Raúl Castro.
Pelo menos 400 empresas brasileiras participaram das obras dessa infraestrutura portuária, que contará com uma contribuição de outros US$ 290 milhões do Brasil em uma segunda etapa.
A conclusão do terminal inclui um píer linear de 702 metros equipado com quatro guindastes e um terminal de contênieres.
"O Brasil acredita e aposta no potencial humano e econômico de Cuba", disse Dilma em discurso no ato de inauguração, ao qual também foram os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro; Bolívia, Evo Morales, e Haiti, Michel Martelly, que se encontram em Cuba por ocasião da II Cúpula da Celac.
A presidente afirmou que o Brasil "quer se transformar em um colaborador econômico de primeira ordem" para a ilha.
Por sua vez, Raúl Castro ressaltou as "condições vantajosas" do financiamento brasileiro às obras de Mariel e agradeceu ao país sul-americano sua "colaboração solidária" no que considerou um "projeto transcendental para a economia cubana".
"Esse terminal de contêineres e a poderosa infraestrutura que o acompanha são uma amostra concreta do otimismo e a confiança com que os cubanos olhamos para o futuro socialista e próspero da pátria", disse Raúl.

Sim caro leitor, o seu dinheiro (e o meu) financia o fortalecimento da ditadura comunista em Cuba.
É evidente que uma explicação lógica, do ponto de vista econômico, é impossível. Cuba não tem indústria, seu comércio rasteja entre o mercado negro, controlado por bandidos declarados, e o mercado vermelho, controlado por bandidos de farda, ou seja, o governo Castro. Não há retorno para o Brasil, portanto o aporte financeiro realizado não se caracteriza como investimento econômico.

Foi sim um investimento político, para fortalecer uma ditadura capenga. A Venezuela já não consegue sustentar o voraz e parasitário Regime Castro. Por anos o finado caudilho venezuelano enviou milhares e milhares de dólares à ilha prisão, sustentando os irmãos Castro e privando a Venezuela de investimentos importantes e de papel higiênico. A fonte bolivariana, contudo, secou e Cuba olha agora para o Brasil. É Dilma e o PT que financiarão, com a nossa ajuda, é claro, o regime que desejam ver implantado aqui.

Em novembro a prodigiosa presidente anunciou, no seu tradicional programa de rádio, que o seu governo investiu singelos R$ 40 milhões no porto de Aratu (Bahia). O porto de Aratu " é responsável por 60% de toda a carga movimentada em modal marítimo na Bahia, portanto possui grande importância para a economia da Bahia, pois serve como meio de escoamento da produção e da entrada de produtos para o Pólo Petroquímico de Camaçari, o Centro Industrial de Aratu (CIA) e o Complexo da Ford de Camaçari" [Wikipedia].

Para Cuba, entretanto, Dilma se mostra mais generosa, mais "mãe". Talvez não goste de axé, dendê ou de Ivete, preferindo enterrar dinheiro público num porto que ninguém sabe pra quê irá servir.

Estamos em ano eleitoral e Dilma será reeleita. A proeza eleitoral do poste presidencial, que vem fazendo a nossa economia patinar, não será mérito do povo cubano, mas sim do baiano. A Bahia e todo o nordeste estão com Dilma, como estiveram com Lulla por 8 anos. Cuba agradece.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Rolezinho abençoado por Frade Carmelita

Abaixo coloco um texto do excelente blog LIBERTATUM. Não preciso acrescentar nada, apenas subscrevo. É claro que a esta congregação religiosa do Frei Petrônio não cabe enviar o Pe. Volpi nem fechar seus monastérios... é claro!

***

Padre Carmelita abençoa o rolezinho!


Meus caros,

Apresento a vocês no vídeo abaixo a benção leviana e  irresponsável que o Frei Petrônio de Miranda, da Ordem do Carmo, do Convento do Carmo de São Paulo, concede ao chamado "rolezinho", com meus comentários logo abaixo:



O Padre alega que dá as bençãos ao rolezinho porque lê a Bíblia, a mesma Bíblia que o Papa Francisco lê. Tenho lá minhas dúvidas, porque no Brasil rola uma Bíblia herege , a Edição Pastoral, repleta de introduções e notas-de-rodapé escritas à luz de Karl Marx, que nada mais era que um cultor do satanismo.

A fala do frei Petrônio é eivada de empulhações. Primeiramente, como já foi muito demonstrado por vários articulistas liberais e conservadores, os Shopping Centers são a maior manifestação de pluralidade e acesso jamais vista em nossa sociedade.

Não há que se dizer que existem shoppings centers para ricos e para pobres; alguns voltam-se para um público de renda mais elevada, mas nenhuma pessoa com menos posses está impedida de entrar, fazer compras e utilizar serviços.

Jamais qualquer tipo de pessoa foi discriminada em um estabelecimento desses. Pelo contrário, o que se tem visto é um movimento contínuo de avanço de tais empreendimentos em direção aos bairros mais populares, com absorção preferencial da mão-de-obra local.  Em Belém, o maior shopping center está localizado em uma área popular, tendo outro concorrente que adentrou mais ainda nos bairros, e pelo menos mais três estão em construção, todos distantes do centro da cidade e das localidades mais nobres. Além disso, têm proliferado no subúrbio os hipermercados, eles mesmos com características semelhantes aos shopping centers, com dezenas de lojas e prestadores de serviços.

Isto tem uma razão óbvia: os ricos costumam ir aos shoppings somente para fazer compras - quando não usam Miami para tal fim - porque, ora bolas, possuem à disposição outras opções de lazer; portanto, são as pessoas de classe média e pobre os clientes mais fiéis, que os usam como supermercado e centro de lazer. Diferentemente do que têm apregoado alguns sedizentes intelectuais, que não passam de militantes comunistas enferrujados, por esses locais passa a cultura, sim, pois são frequentes os shows teatrais, de dança e de música totalmente gratuitos, além dos cinemas e parques de diversão.

São raros, raríssimos, os aparelhos públicos que em conjunto ofereçam tantos benefícios à população com tanta segurança, limpeza, banheiros bonitos e limpos e olhem só...ar condicionado! Ainda mais: os shopping centers são instalações que economizam espaço e retiram automóveis de circulação!

Não há coisa mais comum em shopping centers do que grupos de jovens, brancos e pretos, ricos e pobres, muitas vezes numerosos, brincando, conversando e até namorando em paz e sem exageros indecorosos, claro. Então, o que pode ter o rolezinho de diferente? Respondo: o tumulto, os assaltos, o uso de drogas, o vandalismo, o assédio violento contra outras pessoas. Isto sim é proibido! E aqui faço minha contraposição lançando uma pergunta ao Frei Petrônio: Onde está na Bíblia tudo isto, seu padre de boca-mole safado e sem-vergonha?

Diz um ditado que praga de urubu magro não mata cavalo gordo. Eis aí  um urubu da revolução, a querer vender a ideia da segregação racial e social justamente onde ela não existe.

O Frei comunista em vários momentos faz questão de frisar que não gosta de shopping center e de Mac Donald's. Não sei  por que ele citou o Mac Donald's, que em relação ao caso, "rolezinho", especificamente, está fora de contexto. Mentira, sei sim: é que o frei carmelita tem o seu hábito impregnado de anti-capitalismo e anti-americanismo. Seria tão melhor que as pessoas pobres tivessem o seu fim de semana preenchido por um discurso de mais de sete horas, como fazem os grandes guias geniais dos países socialistas, a ouvir de pé, contentando-se ao final com um Mac Lula Feliz, composto de um pão dormido, uma rapadura, algum refresco aguado e muito doce e como surpresinha, uma figurinha de um grande herói, como o próprio Lula, Dilma, Dirceu, Genoíno ou Delúbio Soares...!

Está mais do que na hora da população católica perguntar diretamente a esses clérigos: - Qual é o teu negócio? É Jesus Cristo ou é Karl Marx?

Padre Petrônio de Miranda: você chamou a população trabalhadora e ordeira de farisaica! Pois eu digo: Você, sim é que é um fariseu!

Maradiaga mostra suas garras contra Müller.

O Vice-Papa, SS Cardeal Maradiaga

Desde a eleição de Francisco a tônica na Igreja mudou. Duvido que alguém negue isso. O que causa discussão é saber exatamente o que o Papa argentino trouxe de novo e o que ele mantém.

Existe um espírito "pastoral" que se apoderou da Igreja nos últimos meses. Toda e qualquer ação deve ser eminentemente pastoral, o que quer que isso signifique. Ninguém até hoje soube me dizer o que significa "agir pastoralmente", "pensar pastoralmente", etc. Pastoral é um termo amórfico e tudo aquilo que não tem uma forma clara e definida, dentro da Igreja, torna-se perigoso.

A esquerda eclesial - ela existe! - está usando o contexto da eleição de Francisco, sua origem e seus hábitos, para justificar uma nova empreitada contra o que eles chamam de 'dogmatismo', que seria por natureza oposto ao 'pastoral'.

Também duvido que alguém consiga negar que a esquerda eclesial, ou seja, a trupe que comandava a Igreja em 1968, não venha ditando as regras novamente e, muitas vezes, com anuência do Papa Francisco. Bergoglio tem - e não podemos negar - uma inclinação para a esquerda, como tinha Paulo VI. É um modernista? Aqui cabe uma análise profunda que não é objetivo deste texto ou deste blog, pois excede as capacidades deste blogueiro.

A esquerda vem se preparando para sua primeira grande batalha em anos - o Sínodo dos Bispos para a Família. É nele que veremos bispo contra bispo, cardeal contra cardeal. E espero sinceramente que vejamos isso, porque se houver apenas consenso, bispo com bispo e cardeal com cardeal, então a Igreja de fato deixou de existir. Digo isso porque pelo que vemos, o consenso seria pelo abandono da doutrina tradicional em relação ao matrimônio indissolúvel com a adoção de uma "atitude pastoral" de cuidado com os divorciados que, na prática, permitiria que estes pudessem comungar e receber os demais sacramentos sem qualquer reserva. É importante, portanto, ver no sínodo bispos e cardeais capazes de defender a doutrina católica frente a um levante esquerdista majoritário que deseja um relaxamento da mesma.

E o tema dos divorciados, que será a pauta do Sínodo, vem alimentando a imprensa. O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Müller, vem sendo atacado com frequência por sua defesa "dogmática" do matrimônio em detrimento de uma atitude mais misericordiosa e pastoral. Vários bispos alemães, incluindo o cardeal Marx que integra o conselho particular do Papa Francisco, já o atacaram publicamente por sua postura, desqualificando o prefeito em si, mas não ousando contestar-lhe os argumentos teológicos.

Agora outro cardeal vem com ferocidade sobre Müller. É ninguém menos que o arcebispo hondurenho Oscar Rodriguez Maradiaga, presidente do mesmo conselho particular nomeado pelo Papa Francisco para reformar a Cúria. Maradiaga já ganhou a alcunha de "vice-papa" e se comporta como tal.

Maradiaga, gozando da proteção de Francisco, ataca Müller dentro do seu próprio país, declarando seu descontentamento com o Prefeito da Doutrina da Fé a dois jornais alemães. Ao jornal Frankfurter Rundschau, como reporta do Fr. Z, Maradiaga disse que "[para Müller] só existe o certo e o errado, só isso.  Mas eu digo: "O mundo, meu irmão, o mundo não é assim. Você deve ser um pouco flexível para ouvir outras vozes, para que você não diga apenas 'aqui está a parede'".

Segundo Maradiaga, Müller não tem uma compreensão completa do mundo real porque para ele só existe o certo e o errado, o preto e o branco. Essa deficiência de Müller, segundo Maradiaga, se deve a sua origem como teólogo alemão e professor. O que podemos concluir que Müller não é "pastoral", mas dogmático e a moda agora dentro da Igreja é ser pastoral.



Fr. Z lembra que até pouco tempo atrás outro bispo alemão e professor de teologia esteve no Vaticano. Bento XVI tem um passado quase idêntico ao de Müller, como teólogo e professor universitário antes de ser chamado ao episcopado e ao trabalho na Cúria. Será que Maradiaga ousaria repetir semelhante declaração se o Papa fosse Ratzinger?

Me espanta o grande "conhecimento de mundo" que o cardeal Maradiaga tem. Honduras tem 7 milhões de habitantes, sendo um país com uma área total menor que a do estado do Ceará e com uma economia insignificante. O cargo mais elevado que o cardeal ocupou até a chegada de Francisco foi o de presidente da Cáritas. Já que os argumentos nessa discussão são exclusivamente ad hominem, Maradiaga já começa em flagrante desvantagem.

Me espanta também como o Papa Francisco vem escolhendo mal os seus colaboradores. Uma escolha pior do que a outra e isso não se deve a posição ideológica dos escolhidos, mas às suas capacidades e experiências precedentes. Se é para escolher um progressista, pelo menos escolha um com um bom currículo.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Comissão de Investigação sobre Medjugorje conclui seus trabalhos

(Vatican Insider | Tradução Blogonicus) Um veredito sobre as aparições de Medjugorje não está muito longe. A comissão de inquérito sobre Mejugorje que foi criada em Março de 2010 e é presidida pelo Cardeal Camillo Ruini concluiu seu trabalho. Padre Federico Lombardi confirmou que a comissão realizou a sua última reunião na sexta-feira e os resultados do inquérito serão agora examinados pela Congregação para a Doutrina da Fé, liderada pelo prefeito Gerhard Müller.

Todo o material recolhido, as entrevistas com os videntes e muitas outras testemunhas, as histórias contadas pelas diversas pessoas envolvidas, relatórios de peritos e reflexões teológicas sobre as mensagens, foi resumido em um relatório final e repassado para a Congregação para a Doutrina da Fé para uma avaliação cuidadosa. O relatório será estudado juntamente com outros documentos que a Congregação reuniu ao longo dos anos.

Vatican Insider soube que a Comissão centrou-se principalmente na primeira fase das aparições. Não há aparentemente nenhuma prova de quaisquer truques, fraudes ou abuso da credulidade popular. No entanto, é bastante difícil para a Igreja formar um veredito definitivo sobre a natureza sobrenatural de um fenômeno que está em curso.

Dos seis videntes que relataram aparições em junho de 1981, quando eles ainda eram crianças ou em seus adolescentes, três afirmam que ainda vêem aparições diárias da "Rainha da Paz", ao mesmo tempo, todas as tardes, onde quer que estejam no nessa hora. Esses videntes são: Vicka (que vive em Medjugorje), Marija (que vive em Monza) e Ivan (que mora em os EUA, mas retorna à sua terra natal frequentemente) Uma quarta vidente Mirjana, vê uma aparição no segundo dia de cada mês.

O grande volume de mensagens circulando representa um problema para a Comissão. Da mesma forma a previsão de sinais sobrenaturais e segredos que os videntes se recusaram a partilhar, mesmo com as autoridades da Igreja.

Alguns dos membros da Comissão sublinharam a necessidade de uma mudança de ritmo na prestação de cuidados pastorais para milhões de fiéis que vêm a Medjugorje de todo o mundo. A Comissão e o próprio cardeal Ruini, graças à visitas de pessoas próximas a ele, têm notado que as pessoas realmente estão se convertendo à fé ou voltando para os sacramentos - o que a Igreja se refere  como frutos espirituais - de uma forma significativa.

Mas isso sozinho não faz uma decisão por parte da Igreja no que diz respeito à natureza sobrenatural das aparições. Na verdade, ao longo dos últimos meses, o Prefeito Müller advertiu os bispos dos EUA para manter um olhar atento sobre as reuniões realizadas por videntes de Medjugorje. Estas são muitas vezes reuniões públicas com muitas aparições na agenda. Durante a missa no último 14 de novembro, na Casa Santa Marta, o Papa muito eloquentemente disse que Maria é Mãe e "não é um agente postal dos correios enviando mensagens todos os dias". Estas palavras foram dirigidas a pessoas que se comunicam continuamente mensagens e profecias sobre o futuro.

O Bispo de Mostar, Ratko Peric, que também atende Medjugorje, é notoriamente cético sobre o fenômeno, como era seu predecessor. Depois, há o problema secular das relações entre o clero diocesano e os frades franciscanos da Herzegovinana época das aparições. Algumas soluções propostas no passado recente foram para restaurar a antiga diocese de Trebinje, de modo a remover Medjugorje do território da diocese de Mostar ou criar um santuário mariano, que seria gerido por um reitor de uma outra diocese.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Curtas & Rápidas


 Cardeal Burke - Único Bispo Pró-família em Roma

(Rorate Caeli) Vários italianos se reuniram na Piazza Santi Apostoli para manifestar seu repúdio a um projeto de lei sobre a homofobia (com certeza deve ser um daqueles projetos que criminaliza qualquer um que não concorda com a gaystapo). Várias famílias, jovens e até alguns sacerdotes estavam na Piazza. E o[s] bispo[s] de Roma? Nenhum, exceto o valente cardeal (americano) Raymond Leo Burke! O Cardeal Burke, como bem notou o repórter Marco Tosatte do periódico La Stampa, foi o único sucessor dos apóstolos presente na manifestação pró-família.


Cardeal Müller, um novo Ottaviani (sério?).

(kath.net) De acordo com o "Passau Neue Presse" alguns bispos alemães tentaram dissuadir o Papa Francisco da nomeação de Müller como cardeal. Segundo a matéria, ao Papa Francisco teriam sido apresentados pelo menos dois jornais (alemães) onde Müller seria avaliado negativamente. Um dos jornais seria o "Die Zeit", onde Müller foi chamado de o "adversário mais obstinado do Papa Francisco". Curiosamente, uma contribuição de SS Hans Küng I ao "Passau Neue Presse" dava conta que Müller seria um novo Ottaviani, "impondo sua visão conservadora sobre o Papa, o Concílio e toda a Igreja". Esperamos sinceramente que algum anjo passe ao lado de Küng e diga amém!



Bertone e Scherer fora do IOR

(InfoVaticana) O Papa Francisco realizou algumas mudanças na comissão de reforma do IOR, o banco do Vaticano. Fez uma renovação da comissão, por mais 5 anos, e redesenhou o quadro de cardeais que servem na mesma . A comissão de reforma foi convocada por Bento XVI e, depois de meros 11 meses de trabalho, que deveriam durar 5 anos, o seu sucessor remove todos os cardeais envolvidos. A comissão agora conta com os nomes (preparem-se) Schonborn, Collins, Tauran, Parolin e Santos Abril. Saíram os cardeais Scherer, Toppo, Bertone e Calcagno. A reforma do IOR e a reforma da Cúria foram pontos decisivos para a eleição de Bergoglio como Papa, em Março passado.


Um Secretário Curto e Grosso

Almodovar aprovaria a foto
(Fratres In Unum) O blog brasileiro nos trouxe a figura de Fabiàn Pedacchio Leaniz, sacerdote argentino e secretário pessoal de Francisco. Segundo o blog (e isso já circulava antes da eleição de Bergoglio), Dom Pedacchio é uma das pessoas, ou mesmo A pessoa, com maior influência sobre o Papa do fim do mundo, tido como um papa ininfluenciável.
Pedacchio já foi denunciado pelo blog espanhol  La cigüeña de la torre em 2012 (traduzimos o texto como "A Máfia Argentina do Cardeal Bergoglio") como um informante de Bergoglio na Congregação para os Bispos, onde trabalhava. Seu alvo principal seria o bispo conservador de Ciudad del Este, no Paraguai. Pedacchio estaria desviando informações que estavam sob segredo pontifício e passando documentos confidenciais da Congregação Vaticana diretamente para o fim do mundo, ou seja, Buenos Aires.
Segundo o Fratres, "diz-se que Pedacchio, antigo oficial da Congregação para os Bispos, seria o artífice da ascensão meteórica de um antigo companheiro seu de dicastério, também oficial, o brasileiro Dom Ilson Montanari. Conta-se também que Pedacchio teria repreendido rude e publicamente o Cardeal Mauro Piacenza por ter ousado genuflectir em uma Missa concelebrada com o Papa, na Casa Santa Marta. O secretário do Papa avisara a todos das dificuldades do Pontífice para se ajoelhar e que, portanto, ninguém deveria fazê-lo ao longo da celebração".
Ah sim! Ele ama os livros de Gabriel Garcia Marquez, e ele é um fã de Pedro Almodovar. Mesmo não podendo comprovar a autenticidade, não seria menos interessante destacar que Dom Pedacchio tem (?) um perfil na rede social Badoo, onde não aparece exatamente como sacerdote católico.

[UPDATE 15:10]
Cardeal Cipriani confirmado na Comissão para Am. Latina

Para eterno desgosto do site Religión Digital, o Papa Francisco confirmou o cardeal arcebispo de Lima como membro da Pontifícia Comissão para a América Latina, ligada à Congregação para os Bispos. Como já escrevemos aqui, Religión Digital encontra-se em campanha quase cotidiana de difamação do Cardeal Arcebispo. Estranhamente o site jornalístico não publicou a confirmação do cardeal...
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