terça-feira, 29 de julho de 2014

A Liderança absoluta nos Franciscanos da Imaculada. Questione e eles te processam.

Fr Bruno durante a JMJ Rio.
A proteção ao frei não está no "nome do Senhor",
mas das forças da lei mesmo...
A nova cúpula que comanda os Franciscanos da Imaculada dá a cada dia os sinais mais evidentes de um totalitarismo naturalmente incompatível com a fé católica e com as palavras do Evangelho.

Hoje no blog de Marco Tosatti lemos que um blogueiro foi processado por Frei Alfonso Bruno por dois textos que o questionavam e questionavam a intervenção nos Franciscanos da Imaculada. O blogueiro Francesco Colafemmina relata que foi convocado, juntamente com sua esposa, a prestar depoimento à polícia e, em meio às diversas perguntas sobre as condições da internet em sua residência, foi questionado se conhecia Frei Bruno. Depois foi informado que o religioso registrou uma queixa contra o blogueiro.
O blogueiro criminoso

Mas quem é Alfonso Bruno? Bom, no momento é o braço direito do inquisidor Fr. Volpi e o segundo em comando na Congregação dos Franciscanos da Imaculada. Alfonso Bruno foi o líder dos rebeldes dentro da Ordem e a cabeça do movimento que culminou com a remoção de todos os superiores da Ordem e o degredo do fundador. Clique aqui para saber mais.

Alfonso Bruno, conhecendo por dentro a estrutura e o funcionamento da ordem, facilitou enormemente o trabalho de neutralização comandado por Fr Volpi. Fr Bruno sabia quem deveria cair e quem deveria subir para facilitar a destruição, ou como gostam de chamar, reorganização da Ordem. Antes da intervenção Fr Bruno já controlava os meios de comunicação da ordem, sobretudo aqueles em mídia digital, e mais do que depressa silenciou as redes sociais da ordem, impedindo qualquer informação desde dentro.

E como não poderia ser diferente, enquanto os verdadeiros filhos da Imaculada sofrem a perseguição e a difamação como Pe Pio, Fr Bruno, que não é santo nem nada, recorre aos advogados e aos poderes seculares. Bem se vê a diferença...

A Ordem encontra-se numa situação absolutamente terrível, uma intervenção sem motivos claros, conduzida por estratagemas de traição interna e ganância externa. Depois de silenciar os frades e freiras, Fr Bruno quer calar os leigos inconformados com a sua intervenção.

A atitude de Fr Bruno só nos convence que a intervenção não tem qualquer motivo doutrinal, pastoral ou administrativo real. Um grupinho de meia dúzia de frades incapazes de viver dentro do dom da obediência e nos espírito da ordem, capitaneados por Bruno, reclamou ao "cara" certo, no caso Braz de Aviz, que por sua vez aproveitou o Papa "certo" para conduzir a destruição da ordem. Simples assim.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A Luta da Conferência Episcopal do Chile Contra o Aborto

Bispos do Chile
Ao assumir o comando do país, Michelle Bachelet, do partido socialista do Chile, está fazendo cumprir aquilo que prometera durante a campanha - aprovar uma lei pró-aborto imediatamente. A eleição que a conduziu ao governo teve um número recorde de abstenções (50% no primeiro turno e 58% no segundo), o que facilitou a vitória da socialista que precisou de um número menor de votos válidos para se eleger porque, diferentemente de conservadores e direitistas, que existem no Chile, a esquerda comparece em massa ao pleito não obrigatório.

O Chile é um dos países mais desenvolvidos da América Latina, tem um padrão de vida muito bom, com elevados índices de desenvolvimento humano e liberdade econômica. Como todo país latino-americano, o Chile é formado por uma população conservadora que nunca aprovou o aborto. As legislações pró-aborto na América Latina nunca são aplicadas depois de consulta popular, mas são remetidas com força da lei desde o gabinete dos políticos, por imposição internacional das grandes fundações e, sobretudo, da ONU/OMS.

A Conferência Episcopal do Chile (CEC), diferentemente da sua homóloga brasileira, decidiu iniciar uma forte campanha contra a nova legislação pró-aborto. Em uníssono os bispos estão trabalhando em suas dioceses, usando dos diversos meios de comunicação que dispõem para alertar a população e defender a vida desde a sua concepção até a morte natural.

No Chile a Igreja goza de uma grande confiança e influência junto ao povo e também junto aos políticos. A Igreja Católica é chamada - e com alguma razão - de o "quarto poder da república".

Tal como acontece com a política secular dos dois países, Brasil e Chile, as suas respectivas conferências episcopais são tão distintas que, se não nos dissessem, seria possível afirmar que fazem parte de dois corpos eclesiais distintos.

Navegando pelo site da duas conferências, sobretudo nas páginas de declarações oficiais, se vê o quão podre e secularizada está a CNBB, com declarações sobre todas as bobagens que não lhe dizem respeito e o silêncio obsequioso aos assuntos importantes de fé e moral. O inverso se vê na CEC, com documentos e declarações oficiais de grande relevância e, pasmem, com identidade católica objetiva.

Quando se trata do tema pró-vida, a CNBB não se posiciona, enquanto grupo, mas deixa que os bispos se virem em suas dioceses como bem entenderem. Agora em relação á Amazônia, à reforma política ou agrária, à redução da maioridade penal, ao uso da água, etc. a CNBB sempre tem uma forte declaração e um posicionamento preciso (e sempre do lado errado) sobre o assunto. Até sobre a Copa do mundo a CNBB se posiciona oficialmente!

Como não lembrar, na última eleição presidencial, da coragem solitária de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini alertando sobre o grave erro de se votar em Dilma e no PT ou da sua vigília solitária, junto a um grupo de leigos desassistidos pelos seus respectivos pastores, quando se discutia (?) o aborto em Brasília? Ou ainda, o caso de Dom Sobrinho que foi praticamente jogado na fogueira pela CNBB? Só para citar casos mais recentes, onde a omissão da CNBB foi flagrante e um escândalo.

No Chile isso não acontece, pelo menos não quando a questão é a proteção ao direito inviolável à vida. Os bispos, como escrevi, estão caminhando unidos e sem questionamentos. São contra o aborto e estão deixando isso muito claro aos leigos e aos legisladores. Não estão tentando compatibilizar a defesa da vida com alguma lei dúbia, negociando valores em nome de alguma falsa noção de misericórdia, como se tornou moda ultimamente. No Chile não há bispos pró-vida, há a Conferência Episcopal pró-vida, há a Igreja pró-vida! Uma mensagem forte que, infelizmente, não conseguimos transmitir por aqui.

Só nos cabe rezar pelo Chile! Pedir a Deus que, na Sua infinita misericórdia, fortaleça os bispos chilenos na luta contra o demônio e suas artimanhas.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Neste domingo, a 10ª Entrevista de Francisco

Nova entrevista do Papa Francisco aparecerá no domingo

(Edward Pentin para National Catholic Register | Tradução Blogonicus) - A entrevista mais recente com o Santo Padre será publicada numa revista argentina.
Conforme divulgado por ZENIT:

Uma nova entrevista com o Papa Francisco deverá aparecer neste domingo numa das revistas argentinas de grande circulação.
A publicação "Viva", um suplemento dominical do jornal Clarin, trará a entrevista feita para coincidir com o 500º dia do pontificado de Francisco, que acontecerá amanhã.
De acordo com as informações, o Santo Padre irá discutir a recente insurgência de violência no Oriente Médio, preocupações com o desemprego juvenil e sua próxima encíclica sobre a proteção ao meio ambiente. Ele também compartilhará detalhes da sua vida no Vaticano.

Esta será a décima entrevista papal com a mídia secular, incluindo as suas conferências nos voos.
Embora as entrevistas tenham ajudado de muitas formas a levar a mensagem do Papa e do Evangelho para as pessoas que, de outra forma, não dariam muita atenção à Igreja ou ao papado, algumas causaram problemas e foram criticadas por causar controvérsia desnecessária e confusão.
Diferentemente da sua recente conversa com Eugenio Scalfari, esta [entrevista] definitivamente foi gravada.

***

Eu discordo das conclusões do jornalista do Register. As inúmeras entrevistas dadas pelo Papa - essa será a décima em pouco mais de um ano! - não ajudam a levar a mensagem, seja ela do Evangelho ou do Papa (afinal, deveria haver uma diferença entre as duas?...), às pessoas. Pelo contrário, um Papa que fala tanto e a todo o momento acaba não sendo ouvido.

Reparem. Os pronunciamentos dos papas, antes de Francisco, é claro, eram sempre carregados de alguma solenidade, mesmo os mais ordinários e simples. Os discursos dos Papas eram ouvidos com atenção porque eram raros ou, pelo menos, pouco frequentes. Francisco mudou isso e a cada semana, praticamente, temos uma entrevista ou um vazamento de uma conversa.

A abundância de entrevistas torna a palavra do Papa comum como a de qualquer líder, religioso ou não. Os meios de comunicação deixaram de dar atenção a Francisco, exceto, é claro, as revistas de fofoca e os jornais de ateístas. Nem Ilze Scamparini, a correspondente da Globo em Roma, é vista no Jornal Nacional anunciando que o Papa disse isso ou aquilo. Simplesmente o ignoram.

Até mesmo as homilias diárias da Casa Santa Marta pararam de ser reproduzidas por muitos veículos de informação ligados à igreja. Caíram no lugar comum, no banal e ordinário.

Repito. Um Papa que fala muito acaba sendo pouco ouvido, muito menos compreendido.

Vândalo Gay profana Catedral de São Paulo

(Ancoradouro) - O baiano Yuri Tripodi escolheu a catedral de São Paulo, a maior arquidiocese do país para fazer um ato de profanação definido por ele como performance, na última sexta-feira, dia 18.


Envolvido em um tecido preto deixando à mostra suas partes íntimas, o vândalo posicionou-se nas calçadas da catedral e no corredor principal ultrajando a fé dos frequentadores do espaço sagrado e da população católica de um modo geral.

Yuri se disse surpreso com a reação de indignação das pessoas que usaram o facebook para manifestar sua insatisfação.

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Eis como a lógica dos ditos "progressistas" e tolerantes funciona. Eles profanam e, numa inversão doentia, se dizem ofendidos. Algo similar aconteceu em La Plata, como reportamos aqui, e estão se tornando comum em todo o mundo.

No perfil desse "artista", se lê os comentários:



A estratégia de ataque é essa: eles atacam e, quando são criticados por pessoas de bom senso, se dizem vítimas de homofobia, de perseguição sexual e, então, apelam aos "poderes que valem", leia-se a imprensa pró-gay.

As fotos do "artista" foram denunciadas pelo Facebook e os seus "seguidores" já estão falando em censura. Esquecem-se que existe crime contra a liberdade religiosa, contra profanação de culto, etc. Recomendo que os leitores também se posicionem e denunciem a imagem. É claro que ela não vai sair de circulação, nem sumir da rede, mas é uma mensagem clara aos seus autores. Clique aqui.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Oração pelos cristãos perseguidos

Como é de conhecimento de todos, a perseguição aos cristãos encontra-se cada vez maior e mais cruel, sobretudo no oriente (Iraque, Síria) onde impera o caos e o nascimento de novos governos islâmicos que não tem outro objetivo a não ser destruir o cristianismo e matar cristãos. O número de mártires é enorme, como nunca antes na história do cristianismo.

A Fraternidade Sacerdotal São Pedro pede - e fazemos eco a este pedido - que seus apostolados se unam em oração no próximo dia 1 de agosto. O pedido foi recebido pelos católicos em todo mundo, inclusive por aqueles fiéis que, como a maioria dos brasileiros, não participam diretamente do apostolado da FSSP.

Na primeira sexta-feira do mês de agosto devemos nos unir em oração pelos cristãos perseguidos, suplicando em frente a Jesus Sacramentado por esses nossos irmãos na fé.

É um momento de oração e de unidade entre os católicos! Dia 1 de agosto, em qualquer igreja, sozinho ou acompanhado, ajoelhe-se em frente ao sacrário onde está realmente presente Jesus Cristo e a Ele confie o futuro dos nossos irmãos, implorando misericórdia e paz em todo o Oriente Médio, sobretudo no Iraque e na Síria!

Se você é blogueiro não deixe de transmitir esse pedido aos seus leitores.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Recoletas, pero no mucho!

Irmãs agostinianas recoletas venezuelanas com seu "ministério de dança". Alguém ai tá sentindo cheiro de visitação apostólica, porque eu não estou?












terça-feira, 22 de julho de 2014

Foto do dia - Cardeal Santos Abril, enviado para investigar a diocese de Ciudad del Este, concelebrando "ad orientem".


O Cardeal Santos Abril, arcipreste da basílica de Santa Maria Maior e delegado do Papa Francisco para investigar "tudo sobre a diocese de Ciudad del Este", concelebra missa na capela pessoal do bispo Rogelio Livieres. O cardeal celebra a missa "ad orientem", como normalmente se faz na forma extraordinária que, por sinal, ele proibiu que fosse celebrada em Santa Maria Maior. Rezemos pela visita, para que os bons frutos de Mons Livieres sejam, enfim, reconhecidos pela Igreja universal.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Outras intervenções na Argentina. Mais cabeças rolarão?

Lá vou eu de novo, fazendo análises com a minha tradicional paranoia...

A eleição de um pontífice argentino colocou os bispos do país numa situação muito complicada. Ninguém nega que este país é o que vem sofrendo mais com o novo estilo de gestão adotada pelo Papa Francisco e não poderia ser diferente. Jorge Mario Bergoglio, antes de ser Francisco, foi arcebispo e cardeal da maior e mais importante arquidiocese do país, onde se localiza a sede do governo e da nunciatura apostólica e foi presidente por anos da Conferência Episcopal.

Se no âmbito internacional já possível visualizar alguma mudança de rumo nas nomeações, sobretudo na Cúria Romana e na Conferência Episcopal Italiana, com a instalação de prelados "mais pastorais", o que quer que isso signifique, é na Argentina que isso se nota de forma clara, concreta e violenta. Muitos vaticanistas afirmam que Francisco faz nomeações para seu país natal sem consultar a Congregação para os Bispos ou qualquer outro dicastério, dada a velocidade anormal no processo.

A mão de Bergoglio pode ser sentida de uma forma dupla pairando sobre a cabeça dos bispos e sacerdotes argentinos. De forma carinhosa, ele afaga alguns mais alinhados ao bergoglianismo praticado por anos em Buenos Aires. Foi o caso de Marco Aurelio Poli, hoje cardeal da capital, e de Víctor Manuel Fernández, a quem o então arcebispo Jorge Mario Bergoglio tentou por anos fazer bispo, mas seu nome era sempre rejeitado pelo Vaticano; Francisco o fez arcebispo (titular) em alguns dias depois de eleito Papa.

Mas se aqueles que professam o bergoglianismo estão "sentados à direita do Papa", os que lhe oferecem resistência encontram a sua outra mão - a mão de ferro.

Recentemente se viu a remoção do arcebispo de Rosário, baseada em motivos até o momento tão esdrúxulos e sem o menor cabimento que beiram o ridículo. Agora é a vez de mais duas dioceses - Zárate-Campana e Puerto Iguazu.

Em Zárate-Campana...

A acusação contra o bispo de Zárate-Campana, Dom Oscar Domingo Sarlinga, é a mesma feita ao arcebispo de Rosário - mau uso do dinheiro e abuso de poder. Só que em Zárate-Campana se fala de somas mais vultuosas de pesos, com acusações de desvio de fundos de origem pública destinados às cantinas escolares administradas pela diocese. Outra acusação é a de lavagem de dinheiro (!) no seminário São Pedro e São Paulo.

Contra o bispo de Sarlinga, segundo os periódicos argentinos, pesa a demissão sem justa causa da diretora da Cáritas na diocese, Sra. Silvana Betancourt. Segundo a ex-diretora, a sua demissão se deu por ela se negar a ser "cúmplice de situações indecentes e imorais e fora dos sacramentos da nossa fé que comecei a viver cotidianamente no meu âmbito de trabalho".

Aqui é importante destacar como a Cáritas Argentina parece estar no meio de todos os escândalos envolvendo bispos - o ex-bispo de Merlo-Moreno, então presidente nacional da Cáritas, foi removido por Bento XVI depois de ser flagrado num luxuoso resort no Caribe com uma mulher casada que mais tarde confessou ser sua amante há anos (e o então Cardeal Bergoglio o defendeu com todas as forças! Como Papa deu o título de emérito ao bispo prevaricador); o arcebispo de Rosário, como disse, foi removido por problemas financeiros que foram causados pelo mau uso de dinheiro numa rádio diocesana administrada pelo padre da Cáritas de Rosário. E agora temos também problemas em Zárate-Campana envolvendo de alguma forma a Cáritas. Não seria hora de se investigar a Cáritas? Só uma sugestão...

Em Puerto Iguazu...

A remoção de Dom Marcelo Raúl Martorell, bispo de Puerto Iguazú, é dada como iminente pelos periódicos argentinos.

O crime de dom Marcelo seriam supostos "erros e desvios doutrinais internos", segundo informações do DyN, periódico de notícias argentino reproduzido pelo blog espanhol Secretum Meu Mihi e por vários outros jornais de Buenos Aires. O desvios se dariam no recebimento de alguns jovens no seminário e na ordenação desses jovens ao sacerdócio.

O periódico DyN traz um relato do livro biográfico oficial de Jorge Mario Bergoglio (título: El Jesuita), onde o então cardeal alertava para um controle dos candidatos ao ingresso no seminário, sobretudo porque alguns clérigos escondem no celibato suas perversões prévias. Bergoglio pedia que se fizesse um pente fino nos candidatos para evitar os pervertidos, mas estranhamente não aplicava essa regra ao seu próprio seminário arquidiocesano, com muitos candidatos fugindo escandalizados dessa casa de formação...

Segundo o DyN, foram fontes eclesiásticas internas da própria diocese que afirmaram que os problemas na diocese, e que estão sendo investigados ainda informalmente pelo Vaticano, são de ordem doutrinal. A alusão ao livro de Bergoglio e a insinuação de "pervertidos" no seminário partem do próprio DyN.

Entretanto...

O que o DyN esqueceu de afirmar e que nós, partindo da nossa incessante paranoia, não nos furtamos em observar é que Puerto Iguazu não tem seminário!

Os candidatos à ordem não se formam em Puerto Iguazu, que é uma diocese muito pequena com aproximadamente 200 mil católicos. Os seminaristas de Puerto Iguazu recebem a sua formação no seminário São José da arquidiocese de La Plata.

E quem comanda a arquidiocese de La Plata é dom Héctor Rubén Aguer, um dos maiores oponentes de Bergoglio dentro da Argentina e um nome que vem circulando ha meses como um candidato a receber a mão e ferro de Francisco. Já falamos disso neste blog, quando abordamos "paranoicamente", é claro, a situação e a remoção do arcebispo de Rosário.

Se o problema está realmente nos candidatos e nos neo-sacerdotes ordenados por Dom Marcelo Raúl Martorell, nada mais natural do que investigar o seminário, afinal de contas é dever dos formadores perceber os desvios e a inaptidão dos candidatos.

O seminário São José oferece formação mais, digamos, conservadora do que outras casas de formação na Argentina. Para se ter uma ideia, a diocese de Gregorio de Laferrere, que faz parte da província metropolitana de Buenos Aires e fica a poucos km da capital, envia seus seminaristas para estudarem em La Plata. Puerto Iguazu fica a 1396 km de La Plata.

Pelo que pesquisei, não encontrei nenhuma notícia ou relato sobre padres pedófilos na diocese de Puerto Iguazu, portanto não creio que a diocese seja afetada por pervertidos. Mas é bom lembrar que 2% do clero é composto por pedófilos, segundo o Papa, então todo cuidado é pouco!

Dom Marcelo Raúl Martorell, entretanto, faz parte daqueles bispos nomeados sem o beneplácito de Jorge Mario Bergoglio, que inclui o próprio Dom Héctor Aguer e o já removido José Luis Mollaghan. Esses bispos foram nomeados pelo Núncio da época, Dom Adriano Bernardini, e pela Secretaria de Estado, então comandada por Sodano. Eram e são bispos de linha claramente conservadora, que agora são caçados.

Então...

A cada nova notícia vemos ser fiável aquilo que os vaticanistas, mesmo aqueles mais entusiasmados com esse pontificado, vem constatando e que se traduz muito bem pelo título dado a um recente artigo de Tosatti ao jornal La Stampa - Aberta a temporada de caça aos conservadores. Alguns blogueiros brasileiros podem achar Tosatti um paranoico e, além dos vários anos e da seriedade do jornalista, podem considerá-lo um mau comentarista.

O caso que mais chama a atenção aqui não é de Zárate-Campana, que se trata apenas de problemas administrativos, mas o de Puerto Iguazu. A diocese de Puerto Iguazu faz divisa com a cidade paraguaia de Ciudad del Este que, a partir de hoje, encontra-se oficialmente em visitação apostólica por dois prelados enviados especialmente por Francisco para investigar o seminário diocesano que mais vocações tem na América do Sul, proporcionalmente falando. Alie-se a isso a intervenção direta aos Franciscanos e Franciscanas da Imaculada.

Parece que hoje a fofoca dentro da Igreja - aquela que Francisco condenou de forma tão categórica nos primeiros meses do pontificado - ganhou alguma cidadania e se transformou em "instrumentum laboris" do Vaticano franciscano. Tudo vem sendo feito de forma oficiosa, nas sombras, com acusações anônimas e informais levadas a consequências reais.

O que vemos - e somos obrigados a comentar - são bispos e padres conservadores caindo como moscas. Outros tantos, que despontavam publicamente na época de Bento XVI, se encolhem e rogam aos céus para que passem despercebidos. Bispos, padres e religiosos, que até fevereiro de 2013 escreviam publicamente sobre tudo, colocando-se contra a heterodoxia e a favor da ortodoxia, hoje são mais comedidos, falam e escrevem menos, muito menos. Alguns até pararam de escrever ou falar.

Com alguns Francisco beija as mãos ou acaricia as bochechas, para outros, entretanto, o pontífice se reserva o direito a dar umas boas palmadas. É a Igreja da Misericórdia!

Oração pela paz...ou talvez nem tanto.



Imediatamente depois da sua viagem à Terra Santa, realizada de 24 a 26 de maio, o Papa Francisco fez um convite aos respectivos chefes de governo de Israel e da tal "autoridade" Palestina. O convite incluía uma recepção do Papa aos líderes no Vaticano e uma oração pela paz na Terra Santa. Constrangidos e pegos de surpresa pelo pontífice estranho aos protocolos mais elementares de uma visita de Estado, os dois aceitaram.

Francisco já realizou algo semelhante antes, com uma convocação de orações pela paz na Síria, em 2013, na iminência de uma invasão do país que se encontra mergulhado numa guerra civil entre o governo de Bashar  al-Assad e insurgentes fundamentalistas islâmicos - o que torna muito difícil intuir quem é o mocinho, se é que há algum, nesse conflito. A oração de paz pela Síria foi uma das (poucas) boas iniciativas deste pontificado e parece ter surtido algum efeito, refreando os EUA de uma invasão direta no país.

Mas a recepção no Vaticano foi diferente. Foi um evento inter-religioso, marcado por orações de judeus e muçulmanos a poucos metros da Basílica de São Pedro, construída sobre o túmulo do príncipe dos Apóstolos que foi martirizado em Roma por pregar que somente Jesus Cristo era o caminho, a verdade e a vida. É verdade, São Pedro não era muito dado ao diálogo... se vivo estivesse, seria enclausurado e investigado pelo Fr. Volpi.

Segundo as palavras do próprio Papa argentino, "aqui no Vaticano, 99% afirmaram que não deveríamos fazê-lo, mas depois esse 1% começou a crescer". Ou seja, a Cúria romana (=Vaticano) se posicionou, pelo menos num primeiro momento, de forma contrária aos intentos do Papa. Seguramente as palavras do pontífice ao periódico espanhol "La Vanguardia" servem apenas para demonstrar o apreço do papa reinante pela opinião da cúria e destacar "quem é que manda" no enclave pontifício.

Mas não é que a Cúria tinha razão...!

Diferentemente do que aconteceu com as orações pela Síria, o Vaticano passou por maus bocados - mais um! - ao ver em seus jardins um imã (sacerdote do islão) pedindo ao seu deus "Alá" a vitória sobre os infiéis, leia-se os judeus, cristãos e todos aqueles que não são muçulmanos.

Cada líder religioso realizou alguma oração e leitura dos seus respectivos textos sagrados. O problema foi quando o imã, ao concluir a sua oração, recitou trechos da sura (versículo do Al Corão) número 2 que pedia que Alá garantisse a vitória (dos muçulmanos) sobre os infiéis.

A rádio Vaticano e os organismos de telecomunicações católicos minimizaram, afirmando que o imã não tinha recitado a Sura 2. Chegaram a editar o vídeo, mas que quando comparado com o vídeo integral da cerimônia, mostra claramente que houve a abdução de um trecho das palavras do religioso, que seriam a tal da Sura 2. A rádio Vaticano contou com a ignorância maciça dos presentes sobre a língua árabe. Entretanto ontem, como bem notou o sacerdote americano John Zuhlsdorf, fazendo eco ao publicado no Il Giornale, se confirmou que o imã realmente proferiu as palavras.

Depois dos jardins, o terror!

Parece que as orações feitas nos jardins do Vaticano não foram ouvidas. Pelo contrário, um acordo mais ou menos formal entre palestinos e israelenses foi imediatamente rompido e um novo conflito foi deflagrado na região. O que se seguiu às orações à Alá nos jardins vaticanos foi exatamente o inverso do que vimos no caso da Síria e o novo conflito parece que será muito pior do que já vimos em tempos recentes, sobretudo pelos nervos à flor da pele no cenário internacional com problemas na Ucrânia e na Rússia, a Coréia do Norte que ainda não sossegou, o Iraque em plena tomada islâmica, etc. Enfim, um cenário muito complicado.

Ter a humildade para ouvir

Como o papa falou, em entrevista, a Cúria foi contra, unanimemente contra. Nem para afirmar que o céu é azul a Cúria conta com 99% de adesão. Qualquer papa anterior respeitaria a opinião da Cúria, já que como dito a unidade de opiniões dentro dos corredores vaticanos é muito rara.

A humildade verdadeira escuta, respeita a opinião, mesmo daquela que vem de baixo, hierarquicamente falando. Mas Francisco decidiu escutar unicamente a sua própria opinião, como vem fazendo desde sempre com "muito" sucesso, enfatize-se. "às favas com a Cúria!", o que poderia dar errado, não é mesmo?

E o que resta?

Agora temos um papa que, sozinho no balção do apartamento apostólico, lança um "apelo a continuar a rezar com insistência pela paz na Terra Santa à luz dos trágicos eventos dos últimos dias".

Sozinho... como deveria ter feito desde o começo.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

CIMI informa recorde de mortes entre índios. E a culpa não é das estrelas, mas da própria CNBB

Abaixo reproduzo uma reportagem do Jornal do Povo, de Três Lagoas (MS). Volto com as minhas considerações depois do texto.

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Em 2013, MS registrou um suicídio de índio a cada cinco dias
Edmir Conceição

O Conselho Missionário Indigenista (CIMI) divulgou nessa manhã, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, relatório sobre a violência contra os povos indígenas, com ênfase para o que classifica de “omissão” em relação à saúde indígena e os casos de suicídios de guarani-kaiowás na Reserva Indígena de Dourados.

De acordo com o relatório, em relação à saúde indígena, a situação “é de total omissão. A constatação de que a cada 100 indígenas que morrem no Brasil 40 são crianças torna inegável o fato de que está em curso uma política indigenista genocida”, diz Dom Erwin Kräutler, bispo da Prelazia do Xingu e presidente do CIMI.

Sobre a ocorrência de suicídios, dados oficiais da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), divulgados em maio deste ano pelo CIMI, mostram 73 casos em 2013, uma média de um suicídio a cada cinco dias. Este índice configura-se como o maior em 28 anos, de acordo com os registros do Conselho Indigenista. Dos 73 indígenas mortos, 72 eram do povo Guarani-Kaiowá, a maioria com idade entre 15 e 30 anos.

Segundo o relatório do CIMI, no período de 1986 a 1997, foram registradas 244 mortes por suicídio entre os Guarani-Kaiowá em Mato Grosso do Sul. O número praticamente triplicou na última década. De 2000 a 2013 foram 684 casos.

Dividida em quatro partes, o relatório divulgado hoje traz no primeiro capítulo as seguintes categorias: omissão e morosidade na regularização das terras indígenas; conflitos relativos a direitos territoriais; e invasões, exploração ilegal de recursos naturais e danos diversos ao patrimônio.

A segunda parte apresenta as violências cometidas “contra a pessoa”, dentre elas constam assassinato, ameaça de morte, abuso de poder, homicídio culposo, lesão corporal dolosa, racismo e discriminação e violência sexual, dentre outras.

Já o terceiro capítulo traz dados sobre as violências causadas por omissão do poder público, como desassistência geral e desassistência nas áreas de saúde e educação, morte por desassistência, mortalidade infantil e suicídio. E, por último, há informações sobre os povos indígenas que vivem em situação de isolamento ou de pouco contato no Brasil e as principais ameaças a que estão sujeitos.


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Antes de tudo é preciso saber quem ou o que é o CIMI. Nas palavras do próprio conselho, lemos:

O Cimi é um organismo vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que, em sua atuação missionária, conferiu um novo sentido ao trabalho da igreja católica junto aos povos indígenas.Criado em 1972, quando o Estado brasileiro assumia abertamente a integração dos povos indígenas à sociedade majoritária como única perspectiva, o Cimi procurou favorecer a articulação entre aldeias e povos, promovendo as grandes assembleias indígenas, onde se desenharam os primeiros contornos da luta pela garantia do direito à diversidade cultural.

Então vemos que em nenhum momento o CIMI, embora diga-se "missionário", fala em missão no sentido daquelas "atividades características com que os pregoeiros do Evangelho, indo pelo mundo inteiro enviados pela Igreja, realizam o encargo de pregar o Evangelho e de implantar a mesma Igreja entre os povos ou grupos que ainda não creem em Cristo" (cf Decreto AD GENTES, 6). Não! O CIMI é um órgão criado para preservar a "alteridade indígena em sua pluralidade étnico-cultural e histórica e a valorização dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas", inclua-se ai a sua religião pagã.

Todas as nações do novo mundo (América) e do novíssimo mundo (Austrália) tiveram problemas em lidar com as comunidades nativas, sobretudo no período de colonização e posterior industrialização. Os povos nativos sempre foram colocados à margem do processo e isso não é novidade ou um produto exclusivo da sociedade brasileira.

Entretanto, o que nos afeta - e isso sim parece uma jabuticaba antropológica, ou seja, só existe aqui - e a insistência do governo e de órgãos não governamentais (ONGs) ou para-governamentais, como o CIMI, em ampliar e institucionalizar a marginalização dos povos indígenas, deslocando essa parcela da população da esfera normal da sociedade. Os povos indígenas brasileiros, hoje, são uma espécie de "canário humano", vivendo enjaulados em suas reservas imensas, à margem da sociedade e alienados das obrigações a que todos nós, meros mortais não-indígenas, estamos submetidos.

Os índios brasileiros sãos um dos maiores possuidores de terras do país. Suas reservas são vastíssimas e não podem ser fiscalizadas pelo poder público, constituindo um refúgio - eu prefiro o termo "gaiola" - para as comunidades que lá habitam, para grileiros e traficantes internacionais de drogas e armas. Para se ter uma ideia, o estado de Roraima conta com 46% do seu território formado por terras indígenas que, em extensão, são maiores do que Portugal.

O CIMI garante que a cultura desses povos permaneça intacta. E agora apresenta um relatório culpando o poder público pela mortandade de índios. A primeira culpada é a própria CNBB e os seus padrecos de passeata e seus missionários políticos.

Claro que o poder público também tem culpa, mas essa culpa se origina da mesma fonte onde bebem os ideólogos do CIMI e os antropólogos da FUNAI - a estúpida necessidade de preservar a cultura indígena em todo o seu aspecto, inclusive aquele que é claramente primitivo e violento.

Muitos índios, sobretudo os mais jovens e recém-nascidos, morrem não por falta de atendimento, mas por culpa da própria cultura indígena que o CIMI tenta a todo custo manter intacta. Eis um relato que julgo muito interessante:

O jornalista australiano Paul Raffaele manifestou indignação, em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH) em 29/11/2012, com o que chamou de tolerância do governo brasileiro à prática do infanticídio em tribos indígenas isoladas.Durante cerca de duas semanas de convivência com os índios Suruwahás, no Sudoeste do Amazonas, para produzir o documentário Amazon's Ancient Tribe - First Contact, Paul constatou que o grupo incentiva o assassinato de recém-nascidos deficientes ou filhos de mães solteiras, por acreditarem que são maus espíritos.O jornalista afirmou que a Funai, e consequentemente o governo brasileiro, faz vista grossa à prática e que essa tolerância escapa de sua compreensão.- Acredito que a Funai seja o órgão errado para administrar os territórios indígenas. O departamento está cheio de antropólogos que querem proteger a pureza cultural dos índios, mesmo quando isso envolve enterrar bebês vivos ou abandoná-los na floresta para serem comidos vivos por onças e outras feras - destacou.Paul Raffaele disse discordar da política da Funai e do governo brasileiro de tentar manter tribos indígenas isoladas do resto da sociedade. Segundo ele, ao agirem assim, concordam e aprovam com uma das piores violações aos direitos humanos em todo o mundo.- Não consigo entender por que não há, no Brasil, uma grande discussão a respeito do assunto. Como o povo brasileiro aceita as regras desses antropólogos? Não conheço nenhum outro país no mundo que aceite crianças enterradas vivas - ressaltou.O jornalista, que trabalha há cerca de 50 anos visitando tribos isoladas, disse que, na maioria dos locais em que esteve, os jovens queriam ter contato com o mundo externo para buscar formação educacional e conhecimento. Raffaele afirmou que a Funai desencoraja esse tipo de atitude e incentiva os índios a permanecer na "Idade da Pedra".- Eles não perguntam o que os índios, principalmente os jovens, querem. Eles dizem a esses jovens o que devem fazer. Fecham as tribos no que eu chamo de museu antropológico vivo - disse.


Não só a FUNAI, mas o CIMI e a CNBB desejam que os índios continuem na idade da pedra.

Mas também precisamos ter um cuidado com os números divulgados pelo CIMI. Quando se lança um relatório como esse temos a impressão que os índios gozam de uma "primazia da dor". Enquanto em todo o ano de 2013, segundo o CIMI, 73 índios cometeram suicídio, 26 brasileiros não-índios se mataram por dia no mesmo ano.

Os índios, a margem da sociedade, são presas fáceis para o alcoolismo e a dependência de drogas. Não recebem estudo ou assistência médica adequadas, sobretudo pela grande dificuldade de encontrá-los em suas gaiolas reservas.

E alguns índios ainda desenvolvem uma gana pelo crime. Como recentemente se viu e foi reportado em vários lugares, índios cobrando pedágio para que motoristas pudessem passar. Ou ainda índios acertando policiais com flechas e não sendo punidos, afina é uma "manifestação da cultura indígena que deve ser respeitada, não é mesmo?". São uma categoria paradoxalmente acima e abaixo dos cidadãos comuns. São imunes ao código penal, mas não tem os mesmos direitos que lhes garante a constituição nacional, exceto a posse obscena de vastos territórios. E tudo isso sob os aplausos coniventes de Dom Erwin Krautler, da CNBB, do CIMI e da FUNAI.

Sim, existe violência contra os povos indígenas, isso não se nega. Mas a violência maior vem daqueles que julgam proteger os índios - é uma violência institucionalizada por uma antropologia rasteira e sádica. Dom Erwin Krautler alerta exageradamente e de forma sensacionalista para "uma política indigenista genocida", mas não percebe que a única política genocida é aquela praticada pelos seus compadres do CIMI.

As comunidades indígenas de outros países se comportam de forma diferente, como salientou o jornalista australiano. Preservam suas tradições e costumes, mas não estão alienadas do convívio social ou tratadas de forma especial. São cidadãos plenos dos seus respectivos países. No Brasil, por sua vez, há esse casamento tenebroso entre os antropólogos da FUNAI - que garantem que os índios vivam no paleolítico - e os progressistas do CIMI/CNBB que, traindo a sua missão evangelizadora, permitem que Tupã ainda reine na mata.

E depois se espantam quando o índio se mata! Num mundo sem uma Boa Nova ou uma mensagem de esperança, onde a vida não tem nenhum valor sagrado, é só isso que resta!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Paranoico, eu?

Por mero acaso recebi uma mensagem de um amigo atentando para o fato que o Sr. Jorge Ferraz, que administra o blog "Deus lo Vult!" citou meu post como "exemplo de mau comentário". Eis o que diz o blogueiro:

O terceiro [exemplo de mau comentário], por fim, Visitação Apostólica à diocese de Ciudad del Este [linkando para este blog], traz até uma informação relevante – o fato de que haverá uma Visitação Apostólica a Ciudad del Este; mas se perde em elucubrações e devaneios que raiam às teorias da conspiração. O único dado concreto e objetivo do qual dispomos é o de que, no final deste mês, haverá um Visitador Apostólico no Paraguai. Ponto. Daí a afirmar que isso seja porque, no atual pontificado, «[t]udo o que é tradicional deve ser neutralizado» é no mínimo paranóico.

Em primeiro lugar, eu não postei nada no blog do Sr Jorge Ferraz, como ele afirma no início da sua postagem. Se alguém o fez, fez por conta própria. Eu não leio o Deus lo Vult! nem comento em suas postagens, mas acredito que o site tenha seus méritos e faz bem para quem o lê. Há na internet, afinal, essa liberdade de escolha.

Em segundo lugar - e isso acho importante deixar registrado porque parece que muita gente não entende - este não é um blog jornalístico, muito menos imparcial. Este blog expõe as minhas opiniões e impressões, tal como o "Deus lo Vult!", creio eu, não fala pela igreja e expõe apenas as opiniões do seu respectivo autor.

Talvez - e só talvez - o sr Jorge Ferraz possa explicar a toda a blogosfera católica, nacional e internacional, que assiste aturdida a uma verdadeira avalanche de más notícias, o que, na sua opinião é claro, significam os gestos que viemos até o momento?

Ainda existem, vejam só, aquelas pessoas que gozam de uma visão polianesca das coisas. Sentem o cheiro de queimado, sentem o calor, mas se recusam a admitir o incêndio. Não sejamos paranoicos!

O sr Jorge Ferraz tem todo o direito de "me achar paranoico". Eu não acredito que sofro dessa patologia. Mas talvez seja o mau de todo paranoico se achar um pouco são. Talvez a verdadeira paranoia seja acreditar que tudo está bem... Vai saber.

Não gosto muito do "argumentum ad hominem", prefiro expor minhas considerações - somente minhas - sobre acontecimentos. E o leitor é livre, claro!, para concordar ou discordar. Se discorda, peço que comente, pois todo comentário construtivo é bem vindo. Eu não sou um blogueiro tiranete que lhe diz, caro leitor, o que é ou não um bom comentário ou como deve ser ou não o seu comentário. Me reservo, é claro, o direito de não publicar comentários de baixo calão.

Acontece que parece que não sou o único afetado pela "paranoia" ou agraciado com a habilidade de fazer "maus comentários". Vários blogueiros com muito mais experiência do que eu também sofrem do mesmo problema. Ah! Seus paranoicos!

Até o momento, entretanto, as minhas paranoias só foram confirmadas. Eu vejo que há um problema claro nas intervenções, por exemplo, nos Franciscanos da Imaculada e na Diocese de Ciudad del Este. Ou alguém acha normal duas comunidades, coloquemos dessa forma, com vocações abundantes e ortodoxia serem alvo de visitas, investigações, intervenções e tudo mais?

Em terceiro lugar, novamente afirmo que não faço críticas com sorriso nos lábios. Não! Eu sei o quanto é duro escrever sobre os graves problemas que a Igreja vem passando, sobretudo quando esses problemas vem de cima, se é que o leitor me entende. Não é prazeroso, não é bom. Mas se escrever sobre isso é ruim, manter o silêncio ou fingir que nada acontece é ainda pior.

Talvez eu precise ser mais otimista, quem sabe? Nunca deixei de acreditar na vitória da Igreja e ironicamente é o Papa Francisco que me dá mais fé nessa vitória.

Como disse, eu não leio o "Deus lo Vult!", mas não o considero um blog ruim ou um exemplo de "mau" qualquer coisa, nem acho que seu autor tenha algum tipo de patologia mental. Respeito as opiniões do sr Jorge Ferraz, embora não concorde com elas (sobretudo quando o assunto sou eu ou o que escrevo...).

Prefiro encerrar desta forma. O sr Jorge Ferraz é mais objetivo, vendo apenas o texto. Eu, por outro lado, sou mais subjetivo, prefiro ver o contexto. São duas abordagens diferentes para quem busca a Verdade e acredito que nós dois - o Sr Jorge Ferraz e eu - queremos encontrá-la.
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