quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Foto do dia

 Gravidez na adolescência é difícil? É quando é que ela é fácil? O importante não são as pedras no caminho, mas o caminho em si. Pró-vida sempre!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Nomeações de Fim de Ano

O Papa Bento XVI nomeou os novos cardeais para alguns dicastérios da Cúria Romana. Novamente vemos a presença forte dos mais conservadores em congregações e conselhos de relevância (alguns vitais, eu diria) para a Igreja.

Os cardeais Burke, Ranjith e Piacenza (a trinca de ouro) estão na Congregação para o Culto Divino, onde também foi nomeado o ex-braço direito do Papa, cardeal Angelo Amato. O cardeal Amato foi nomeado membro da Doutrina da Fé.

O cardeal Burke foi (re)nomeado membro da Congregação para os Bispos, mas ele já fazia parte da congregação antes do cardinalato.

Para o clero, comandado pelo Cardeal Piacenza, foram incluidos os cardeais Wuerl (Washington, EUA) e Kazimierz Nycz (Varsóvia, Polônia).

Mantendo a linha do diálogo ecumênico num nível teológico, o Papa faz o atual presidente do Conselho para Unidade dos Cristãos membro da Doutrina da Fé. Isso é mais um sinal claro do Papa sobre a grande (e silenciosa)  mudança que é feita no ecumenismo católico. "Ecumenismo 2.0 - edição revista, corrigida e ampliada".

Para fazer companhia a Dom Burke, no Supremo Tribunal Pontifício, o atual prefeito dos assuntos econômicos da Santa Sé e supervisor dos Legionários de Cristo, cardeal De Paolis. Os dois cardeais farão parte também do Conselho para Interpretação dos Textos Legislativos.

O único cardeal brasileiro criado no último consistório ficou com o Conselho para as Comunicações Sociais. A missão, eu imagino, será levar toda a experiência da TV Aparecida e tentar aplica-la no mundo todo! (miserere!!!). Ou tentar fazer o Pe. Lombardi se comportar como os assessores de comunicação da CNBB - "Motu Proprio? Eu não vi, eu não sei, não me pergunte".

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O que espera o cardeal Sodano?

O poderoso Sodano
Quem tem coragem de tira-lo dai?
Estava pensando agora, cá com meus botões: o cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado Emérito, tem 83 anos e, mesmo gozando de uma saúde de ferro, simplesmente não renuncia ao cargo de Decano do Colégio Cardinalício.
Sim, eu sei que a função de decano não tem, como poderíamos pensar, um limite de idade para renúncia, mas o bom senso sempre foi uma qualidade presente nos decanos. O cardeal Gantin renunciou aos 80 anos, o cardeal Agnelo Rossi também o fez aos 80. Um caso excepcional e que parece incentivar Sodano a persistir foi o do cardeal Confalonieri, prefeito para os bispos e decano até a sua morte aos 93 anos.
Conforme conta a Wikipedia, Confalonieri teve alguma influência discreta no conclave que elegeu Albino Luciani como Papa João Paulo I. Será que é essa influência em potencial que Sodano não quer perder?
Não estou julgando o íntimo do cardeal, mas é bem provável que Sodano esteja esperando presidir o próximo conclave, pois essa é a unica função de fato importante que um cardeal decano pode exercer. Seria o cardeal Leonardo Sandri o seu preferido? Vai saber...
Só um pensamento rápido que me ocorreu.

Pecador Arrependido ou um Eterno Progressista?

São Godfried Daneels 
Quando era dono da Bélgica ajudou a destruir a 
credibilidade  da Igreja. Agora, quer ensinar 
como fazer a coisa certa.
Acho interessante ver como alguns bispos ganham ou perdem a autoridade conforme a necessidade. As recentes declaraçoes do cardeal Daneels, primaz emérito da Bélgica, nos fazem pensar como a conveniência aliada a tradicional irresponsabilidade progressista podem chocar o mais otimista dos católicos.

O cardeal, acusado de encobrir casos de abusos sexuais de padres e até de um bispo, afirmou que não tem qualquer poder sobre outros bispos ou qualquer autoridade fora da sua propria diocese. Afirmou ainda que a Igreja precisa deixar sua mentalidade auto-centrada para poder lidar melhor com os casos de abuso.

Humm interessante. Parece que o cardeal quer socializar os prejuízo e, de alguma forma, limpar seu nome. Contudo essa estratégia parece não ter funcionado. Ah sr cardeal, essa não colou...

O que muitos católicos estão percebendo é que a nomeação de um bispo ortodoxo para a diocese mais progressista da europa irritou e muito o antigo "dono" - para usar o termo mais apropriado. O cardeal Daneels e o então Núncio para a Bélgica nunca engoliram a nomeação de Dom Leonard e estão dispostos a atrapalhar, de todas as maneiras possíveis, o trabalho de reconstrução da Igreja belga.

Contudo, os belgas têm muito claramente os nomes dos culpados e não estão dispostos a comprar o peixe vendido pelo arcebispo emérito. Ele tinha sim instrumentos muito eficazes para barrar padres e até bispos se preciso, mas preferiu seguir a linha do corporativismo episcopal.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Músicas proibidas

Interessantíssimo ver a lista apresentada abaixo, retirada do excelente blog "São Pio V". É de cair o queixo como o crivo musical num passado não tão distante, mas saudoso, era exigente.
O que diria S. Pio X se ouvisse "Como Zaqueu" de Regis Danese tocada como música de comunhão?
"Ah, mas os tempos mudam, agora a Igreja se abriu, se escancarou para o mundo e tudo e todos são acolhidos, blábláblá". É verdade, mas isso não é necessariamente uma coisa boa. É como uma casa aberta num grande centro urbano; vem o ladrão, leva tudo e sobra apenas o eco de um local vazio. Hoje a música litúrgica é um eco sem Graça do que foi um dia, cheia de melodias melosas e toscas e com vários "compositores profissionais".

***

Lista Negra: Músicas desaprovadas para serem tocadas na Igreja

Prezados leitores, Salve Maria!

Trago aqui algo interessante sobre músicas a serem tocadas na Igreja, que quase ninguém tem conhecimento. Eu mesma fui ter conhecimento sobre isso somente este ano por meio de um leitor que, depois de visitar meu website pessoal e ao ver algumas músicas que eu mesma tinha listado lá sem ter ciência de que eram proibidas, entrou em contato comigo e me alertou.

A maioria das pessoas não sabem, mas várias músicas não podem ser tocadas na Igreja. Várias delas são muito conhecidas e são frequentemente tocadas em casamento, como, por exemplo, as Marchas Nupciais de Mendelsohn, Wagner, e, pasmem, até mesmo as Ave Marias de Bach-Gounod e de Schubert, entre outros compositores. O motivo da desaprovação dessas músicas - e tantas outras - é muito simples e totalmente plausível: as músicas não foram feitas para serem tocadas na igreja, primeiramente porque fogem ao estilo sacro claramente explicado por São Pio X em seu Motu Proprio sobre a Música Sacra Tra Le Sollicitude, e em segundo lugar porque essas músicas foram compostas sobre estilos profanos, sobre melodias operísticas e de ballets. Como disse São Pio X: “o canto gregoriano foi sempre considerado como o modelo supremo da música sacra, podendo com razão estabelecer-se a seguinte lei geral: uma composição religiosa será tanto mais sacra e litúrgica quanto mais se aproxima no andamento, inspiração e sabor da melodia gregoriana, e será tanto menos digna do templo quanto mais se afastar daquele modelo supremo”. Essa é a regra para QUALQUER música tocada dentro da Igreja!

Segue abaixo o documento que eu traduzi. Perdoem-me por algum eventural erro de tradução. Caso alguém os detecte, por favor, não hesite em me avisar!

==*=*==

LISTA NEGRA: MÚSICAS DESAPROVADAS

Na Convenção da Sociedade de São Gregório da América, acontecida em Rochester, Nova York, de 4 a 6 de Maio de 1922, foi autorizada a publicação de uma lista de músicas em desacordo com o Motu Proprio. Os trabalhos dos seguintes compositores e das particulares composições listadas abaixo são claramente contrárias aos princípios enunciados nos documentos publicados pelo Papa Pio X e pelo Papa Pio XI.

Ao preparar esta seção foi considerado suficiente mencionar os títulos de apenas alguns dos Hinários, Livros de Coro, etc. censuráveis “mais populares” ainda encontrados em muitas galerias de coros de Igrejas.

Seria manifestamente impossível imprimir uma lista completa de todos os trabalhos que se enquadram nesta categoria. O propósito da Sociedade é chamar a atenção para o tipo de composição que é claramente oposta aos princípios do Motu Proprio.

Todas as Missas dos seguintes compositores:

- Ashmall
- Battmann
- Bordese
- Brown (Will. M. S.)
- Concone
- Corini
- Durand
- Farmer
- Ganss
- Giorza
- Generali
- Kalliwoda
- Lambillotte
- La Hache
- Lejeal
- Leonard
- Loesch
- Leprevost
- Marzo
- Mercadante
- Merlier
- Millard
- Poniatowski
- RoSewig
- Silas
- Stearns
- Turner
- Wiegand

De Charles Gounod, as seguintes Missas são desaprovadas:

- St. Cecilia
- Sacred Heart (Sagrado Coração)
- De Paques (No. 3)

O valor musical das composições religiosas de Mozart, Joseph Haydn, Schubert, G. Rossini, C. M. von Weber não entram na questão. A exceção tomada é puramente sua inconveniência litúrgica de acordo com os princípios descritos no Motu Proprio de Pio X, e na Constituição Apostólica de Pio XI.

Todas as Vésperas e Salmos de:

- Aldega
- Brizzi
- Capocci
- Cerruti
- Corini
- Generali
- Giorza
- Lejeal
- Marzo
- McCabe
- Mercadante
- Millard
- Moderati
- Stearns
- Wiegand
- Zingarelli

As Missas de Réquiem de:

- Cherubini
- Madonna
- Giorza
- Ohnewald
- Wiegand

Hinos e Livro de Coros:

- Hinário de São Basílio (St. Basil’s Hymnal) (todas as edições, desde dezembro 1946)
- Hinários Berge (Berge Hymanls)
- Cantica Puerorum, Eduardo Marzo
- Laus et Preces, Eduardo Marzo
- Collections for Sodalists, A. H. RoSewig
- Concentus Sacri, A. H. RoSewig
- Catholic Choir Book, P. Giorza
- Catholic Choir Manual, G. M. Wynne
- Salve, Volume I, P. Giorza
- Gloria, Volume II, P. Giorza
- Laus Deo, Volume III, P. Giorza

Hinários de Capela:

- Catholic Youth’s Hymn Book, Christian Brothers
- May Chimes, Srs. Notre Dame
- Peter’s Class Book
- Peter’s Catholic Harmonist
- Peter’s Catholic Harp
- Peter’s Sodality Hymn Book
- Sunday School Hymn Book
- Vade Mecum, Kelly
- Werner’s Collection of Seven Pieces
- Wreath of Mary

Músicas diversas desaprovadas

Stabat Mater – Rossini: Todas as composições de Rossini deveriam ser excluídas do coro Católico. Estas obras são excomungáveis, no mínimo. O “Stabat Mater” é a mais repreensível do ponto de vista litúrgico.

Regina Coeli – P. Giorza: Todas as composições de P. Giorza deveriam ser eliminadas do repertório dos coros Católicos. O compositor escreveu quaisquer números de “Ballets”. Ele não mudou absolutamente nada deste estilo quando ele colocou palavras sagradas nestas melodias seculares. O pior exemplo deste estilo “Ballet” na igreja é o acompanhamento musical de “Regina Coeli”, o qual, triste em relatar, é ainda cantado em muitas de nossas igrejas.

Jesu Dei Vivi – G. Verdi: Tirada da ópera “Átila”, este número é outro favorito entre os coros Católicos. Verdi não o escreveu para ser usado na igreja, mas para uma de suas óperas. Ele seria o primeiro a objetar seu uso nesta presente forma, uma vez que não é conveniente, nem adequado.

As Ave Marias de:
- Luzzi
- Millard
- Verdi
- Bach-Gounod
- Mascagni
- RoSewig
- Lambillotte
- Schubert
- Kahn, etc.

Todos os arranjos musicais e adaptações de Melodias Operísticas, tal como o Sexteto de “Lucia de Lammermoor”, Quarteto do “Rigoletto”, árias do “Tannhauser”, “Lohengrin”, “Othello”, etc.

Salve Regina, C. Henshaw-Dana

Todas as composições de Bordese

Canções em inglês:
- “At Dawning”
- “The End of a Perfect Day”
- “Face to Face”
- “Beautiful Isle of  Somewhere”
- “O Promise Me”
- “I Love You Truly”
- “There’s a Beautiful Lang on High”
- “Like a Strong and Raging Fire”
(Vacant Chair – Cátedra Vacante)
- “Juanita”

Hinos:
- “Good Night, Sweet Jesus”
- “Mother Dearest, Mother Fairest”
- “Mother dear, O pray for me”
- “Mother at your feet is Kneeling”

Marchas Nupciais:
- De “Lohengrin” – R. Wagner
- De “Midsummer Night’s Dream” (Sonho de uma noite de verão) – F. Medelssohn

Nota: a Sociedade de São Gregório, nesta convenção acontecida em Rochester, Nova York, de 4 a 6 de Maio de 1922, registrou um enfático protesto contra os esforços feitos por certos editores de Música da Igreja Católica para criar a impressão de que “edições revisadas” de Missas de Mozart, Haydn, Schubert, Weber, Gounod, Millard, Giorza, Farmer, Kalliwoda e outros compositores de escolas operísticas foram editados em conformidade com as exigências do Motu Proprio.

Porque um certo número de repetições foram eliminadas a partir destes trabalhos inaceitáveis não significa que eles são modificados, através deste processo, em composições litúrgicas. Nenhuma quantidade de revisão, edição ou corte pode criar uma composição devocional de um trabalho que é intrinsecamente de caráter secular. O Papa Pio X, em seu Motu Proprio, fez uma clara distinção entre o estilo sacro e o estilo secular.

A tentativa de certos editores de “enganarem” um público crédulo, utilizando de forma indiscriminada a legenda “Em conformidade com o Motu Proprio”, merece a condenação de todos os amigos da arte litúrgica. Um exemplo flagrante desta tentativa de enganar os inocentes é encontrada na publicação da canção popular “Silver Threads Among the Gold (Entre os Fios de Prata e Ouro) assim como em “Ave Maris Stella”, sob a legenda de “Em conformidade com o Motu Proprio”.

O que a Sociedade de São Gregório condenou em matéria de música anti-litúrgica aplica-se aos hinários chamados Hinários Revisados, que mereceram a desaprovação das autoridades simplesmente porque os compiladores e editores optaram por ignorar as claras recomendações contidas no Motu Proprio.

Publicado também no blog Mulher Católica
Extraído do blog "São Pio V"

sábado, 18 de dezembro de 2010

Interessante entrevista com o Metropolita Hilarion


O metropolita Hilarion é chefe do departamento de Relações Exteriores do Patriarcado Ortodoxo de Moscou e, por isso, o encarregado direto de representar a Igreja Ortodoxa da Rússia em diversos eventos e organismos internacionais, religiosos ou laicos.

Suas posições são, para os ortodoxos, bem avançadas, mas não modernistas. Esta entrevista é muito interessante, especialmente quando o metropolita fala brevemente sobre a superioridade do rito ortodoxo russo quando comparado ao romano ordinário "que sofreu muitas simplificações e reduções". Infelizmente, é verdade. O único rito latino que pode competir de igual para igual com o rito ortodoxo russo ou grego é sim o tridentino.

O metropolita explica como ele, sendo primeiramente um profissional de música, procura transmitir através das suas composições os sentimentos contidos nos textos litúrgicos ortodoxos. Isso é muito interessante, porque o Metropolita faz justamente o caminho inverso dos musicistas católicos. A música católica se empobreceu muito com a entrada da musica secular que, de uma maneira ou de outra, passou a dominar o cenário.

Hoje não é incomum ver músicas profanas ou mesmo heréticas "animando" as liturgias latinas. O metropolita leva a música sacra para ambientes profanos, sacralizando-os.

Uma prática interessante que acho muito benéfica e que ajudou a Igreja Ortodoxa como um todo a manter-se literalmente estática desde o século X é a escolha de bispos entre os monges. Se há um bispo ortodoxo, então é certeza que ele foi um monge antes de ser chamado ao episcopado. Acho isso muito positivo porque os monges trazem aquele ambiente de contemplação e oração constantes para o meio diocesano. Na Igreja latina a esmagadora maioria dos bispos é oriunda do clero secular, ou seja, dos padres diocesanos.

É claro que "monge" na ortodoxia deve ser compreendido de uma forma bem diferente do monge católico. O monge ortodoxo é o padre celibatário, diferente do padre casado. Mas o padre celibatário goza sim de um ambiente monástico semelhante ao beneditino latino.

Há diferenças grandes entre católicos e ortodoxos, mas é visível que o Metropolita é mais "católico" que muito bispo que nós temos "em comunhão plena" com o Papa. Isso é estranho.

Conhecer um pouco mais sobre a Igreja Ortodoxa não é pecado e, pelo contrário, nos ajuda a ver como um país onde a fé foi oficialmente banida, renasce cristão. É como ver um ramo verde embaixo do gelo de um longo inverno. Isso enche o católico, envolvido numa terrível crise, de esperanças.

É interessante ver os diferentes costumes, as diferentes opiniões e como eles conseguem fazer aquelas velinhas fininhas ou catedrais sem bancos pra se sentar numa liturgia que pode levar mais de 3 horas...

A entrevista é em espanhol, mas a RT (rede russa de TV) consegue uma pronúncia tão lenta e clara que fica bem fácil para quem não domina a língua entender.

Infectologia teológica

"Infectologia é a especialidade médica que se ocupa do estudo das doenças causada por diversos patógenos como príons, vírus, bactérias, protozoários, fungos e animais."

Vocês sabem como a célebre frase de João XXIII nos primórdios do Concílio Vaticano II -  "Abri as janelas para que os ventos da História soprassem a poeira do Trono de Pedro" - parece ter criado uma nova especialidade de teólogos, os infectologistas.

O que sobrou da reforma litúrgica
conduzida por agentes sanitários - igrejas vazias
A sua função era não só remover a poeira, sinal de tudo aquilo que é antigo, mas remover todos "germes" do passado eclesial, tornando-a um novo organismo purificado dessas contaminações.

A reforma litúrgica, sinal claro do domínio desses infectologistas teológicos, procurou sem pudor remover tudo aquilo que era "anacrônico". Resultado? Poderíamos dizer que eles realmente esterilizaram a Igreja.

Jovens infectados pelo bacilo lefebvre ganham
a capacidade de se ajoelhar
quando um sacerdote
lhes abençoa.
Um ambiente esterilizado é um ambiente literalmente morto. Nada cresce, nada se reproduz.

Mas agora parece que estes infectologistas estão perdendo a luta contra um novo tipo de bactéria, mais forte e resistente a todos os antibióticos conhecidos (Bugninol, Beatricil, Kasperol, etc).

Desde 2005 essa bactéria está deixando os infectologistas alarmados porque, diferentemente do que eles sempre haviam pensado, a bactéria não só é resistente aos antibióticos já mencionados, como provoca um claro aumento da vitalidade da Igreja, contrariando o senso comum.

Onde essa bactéria se introduziu, a prática cristão aumentou exponencialmente, a frequencia aos sacramentos e a oração são favorecidas por ela.

Cardeal num estágio avançado de contaminação
pelo estafilococos beneditinus.
Desde o final do Vaticano II os especialistas encastelados em Roma sempre lutaram contra uma única bactéria que julgavam ser perigosa e extremamente resistente - o bacilo lefebvre. Usaram de tudo para eliminar a bactéria, excomunhão, repressão, difamação e nada.

Outra bactéria parece ter surgido no cenário, a estafilococos beneditinus, que parece contaminar com mais força os jovens que, segundo os infectologistas, não têm as defesas (preconceitos) contra sua infecção.

Os infectologistas estão em pânico! A Cúria Romana, hoje, parece estar muito mais contaminada do que antes. Pelo menos três chefes de dicastérios foram identificados num estágio avançado de contaminação (Burke, Cañizares e Piacenza).

Será que você está contaminado? Os infectologistas indicaram os seguintes sintomas:

  1. Acredita firmemente na presença real, mesmo quando pároco local diz que isso "é lenda".
  2. Acredita que o inferno existe de fato
  3. Simpatia anormal pelo latim
  4. Desconforto quando ouve "Ele está no meio de nós"
  5. Pânico ao ver a dança litúrgica
  6. Tontura ao ouvir expressões como "opção preferencial pelos pobres" ou "justiça social"
  7. Contração muscular quando pensa na Comissão Pastoral da Terra ou no Conselho Indigenista Missionário
  8. Encefalite na época da quaresma quando lhe convidam para participar da Campanha da Fraternidade
  9. Forte diarréia ao ver o trabalho das "católicas" pelo direito de decidir
  10. Tem calafrios quando ouve um padre ou bispo defendendo o PT.

Se você apresenta algum destes sintomas, procure imediatamente um padre que ainda lê Frei Betto e peça urgentemente um soro a base de Bofferol e repouse por um mês num retiro lá na Prelazia de São Felix do Araguia. Se os sintomas persistirem, encomende um missal tradicional porque você já é mais um caso perdido.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Novo Cardeal em Potencial

A capital chilena recebeu a notícia de um novo arcebispo. Substituindo o cardeal Francisco Javier Errázuriz Ossa, o Papa nomeou Dom Ricardo Ezzati, atual arcebispo de Concepcion e presidente da Conferência de Bispos do Chile.

A nomeação de dom Ricardo segue uma linha interessante do Papa para as Sés cardinalícias da América Latina - homens de influência na Cúria Romana, administradores e alinhados com o Papa.

Dom Ricardo também foi um dos "sentinelas" no processo de visitação apostólica dos Legionários de Cristo que, como soubemos recentemente, emitiu duras normas sobre a memória do seu fundador, o nada reverendíssimo Pe. Maciel. Coube a Dom Ezzati supervisionar as casas e movimentos dos Legionários em toda América do Sul.

Mas vamos ao que interessa. O que pensa Dom Ricardo sobre o Motu Proprio Summorum Pontificum? Essa é uma pergunta que, embora eu não queira generalizar, indica praticamente tudo sobre um bispo. É impressionante como essa perguntinha é reveladora.

Dom Ricardo concedeu, a época da publicação do documento, uma entrevista a Rádio Vaticano:


Concepción, 18 jul (RV) - O Arcebispo de Concepción, no Chile, Dom Ricardo Ezzati Andrello (salesiano), assinalou que a motivação de fundo do Motu Proprio Summorum Pontificum de Bento XVI, que liberaliza o Missal de 1962, aprovado pelo então papa João XXIII, não é uma "nostalgia de museu" de tipo arqueológico litúrgico, mas sim um autêntico zelo pastoral que busca a comunhão na Igreja.
Ao refletir sobre as motivações de fundo do documento pontifício, o arcebispo assinalou que esse Motu Proprio deve ser entendendido como "abertura da Igreja Católica a grupos mais tradicionalistas que se haviam separado dela", e destacou que "a grande finalidade do papa é a comunhão".
Do mesmo modo, Dom Ricardo pediu para esse documento não ser interpretado como a volta das missas em latim, porque isso seria ficar só no lingüístico. Nesse sentido esclareceu que a Eucaristia _ segundo o Missal de uso comum antes da reforma litúrgica _ é celebrada nessa língua, mas implica, além disso, uma estrutura distinta da contemplada no Missal aprovado por Paulo VI.
Dom Ricardo afirmou ainda que a missa em latim segundo o Missal de Pio V _ reformado por João XXIII em 1962 _ nunca foi juridicamente suspensa, e sempre esteve permitida depois do Concílio Vaticano II. Entretanto, até agora era necessária a autorização expressa do bispo para utilizá-lo em uma cerimônia.
Por último, o arcebispo chileno assinalou que Bento XVI, ao promulgar esse documento, insistiu que o retorno a usos tradicionais não implicava nenhuma negação às determinações do Concílio Vaticano II, nem a "uma de suas reformas essenciais, ou seja, a reforma litúrgica", e que o uso da língua vernácula na missa, em nosso caso o espanhol _ frisou ele _, seguia sendo "o normal", e o latim, "o extraordinário". (JD)

Que podemos concluir? É uma entrevista bem simples, curta e direta. Dom Ricardo não transpira entusiamos, mas não demonstra qualquer desaprovação. Coloca o gesto papal numa proporção bem interessante, embora não satisfaça os mais ávidos por posições absolutas. Mas não posso dizer que Dom Ricardo foi "morno", ele simplesmente foi prático.

Ele reconhece a validade da missa, nunca suspensa, e que sua estrutura é sim diferente do Missal reformado. Isso é bom porque vemos um bispo que reconhece uma real visão das coisas.
Bento XVI parece gostar de Dom Ricardo, já que sua nomeação como arcebispo de Concepcion veio do atual Papa em 2007.

A arquidiocese de Santiago vive praticamente em guerra discreta com as comunidades tradicionais e com as missas tradicionais. O atual cardeal arcebispo já teve sérias dificuldades com o Instituto Bom Pastor, inclusive expulsou formalmente o IBP.

Dom Ricardo é membro da nova força da Igreja - os salesianos
Isso só reforça a influência absurda que o atual secretário de
Estado tem nas nomeações atuais.
A nomeação de um bispo que entende como o Motu Proprio funciona e que, embora aparentemente não morra de amores pelo documento, ao menos tolera a missa sem problemas, é uma boa coisa para o pequeno Chile.
Mas como é praxe, desde janeiro deste ano, os progressistas estavam preocupados com a escolha do novo arcebispo, reclamando publicamente (do jeito que todo progressista adora fazer) que o novo pastor não poderia ser "surdo aos problemas do povo sofrido" ou "comprometido demais com os projetos romanos". Os mesmos progressistas se irritaram com o avanço constante do Opus Dei no país, afirmando que o movimento provavelmente definiria o futuro da arquidiocese. Parece que não foi exatamente o caso, infelizmente.
Façamos votos e rezemos para que novo cardeal em potencial do Chile seja mesmo o que promete - um fiel colaborador do Papa.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

CNBB se reune pra traduzir

Do site da CNBB:

CETEL se reúne para dar continuidade à revisão das traduções litúrgicas


Nesta terça-feira, 14, teve início a reunião da Comissão Episcopal de Textos Litúrgicos (CETEL) para dar prosseguimento à revisão da tradução da 3ª Edição Típica do Missal Romano. Neste ano, outras duas reuniões tiveram o mesmo objetivo.

Vocês não estão sentindo o entusiasmo deles? Hã, hã, hã??? A foto transpira animação, não é mesmo?
Só pela foto dá pra ter uma "sutil" impressão que uma tradução não vem antes de 2015!
Por que demoram tanto?

Eco-padres coreanos da terceira idade

A "Associação de Padres Católicos pela Justiça" (bonito nome) pediu publicamente a renúncia do cardeal arcebispo de Seul, Dom Nicholas Cheong Jin-suk, que renuncie imediatamente. E por quê?

Bom, se você acha que o arcebispo, criado cardeal por Bento XVI em 2006, deve renunciar por ter acobertado casos de pedofilia no clero, engana-se. Talvez o arcebispo tenha sido contra o Motu Proprio Summorum Pontificum e os padres, enfurecidos, tenham pedido sua cabeça publicamente... Ah, você realmente acredita que isso é possível? Ou quem sabe o bispo tenha implantado o Motu Proprio, provocando a ira do clero local! É mais provável, mas não foi esse o caso. Então, o que aconteceu?

Bom, essa tal "Associação", formada por: padres-coreanos-aposentados-que-deveriam-estar-rezando (mente ociosa, casa do diabo) é contrária ao projeto de revitalização de quatro rios da Coréia do Sul e acusa o arcebispo de "dividir" a Igreja por sua posição, segundo eles, pró-projeto.

O "The Four Major Rivers Restoration Project" prevê a restauração, redistribuição e uma completa revolução no sistema hídrico sul-coreano. Prevê solucionar problemas de abastecimento da população da península e a restauração do ecossistema local.

Mas, sabe como é, os padres velhinhos são contra!
A fúria dos prelados da terceira idade se tornou palpável depois que o cardeal disse que os cientistas e não os padres deveriam cuidar do projeto. Ora, vejam!

Isso me lembra o projeto de transposição do rio São Francisco, com todo o drama do bispo em greve de fome.

O cardeal foi absolutamente sensato no que disse. O projeto envolve uma competência técnica que os padres e bispos não possuem. Ou será que um dos pré-requisitos para se entrar no seminário na Coréia do Sul era possuir algum conhecimento de engenharia hídrica ou algo parecido...

Quando os bispos palpitam em algo absolutamente técnico, como sistema cambial ou reforma tributária, por exemplo, raramente a coisa dá certo.

Você pode dizer: Ah, mas o projeto vai secar os rios, vai destruir a vegetação, a "garça do penacho dourado" vai ser extinta porque vai ficar sem alimento, blábláblá.
Pensa direito! Se o projeto fosse feito no Brasil, daria até pra desconfiar que uma verdadeira burrada ambiental pudesse ser feita, mas é na Córeia do Sul! O país é do tamanho do Rio Grande do Sul, alguém acha, sinceramente, que eles iriam sabotar o próprio abastecimento de água? Aparentemente os desconfiados clérigos (e você) acreditam que sim.
Pobre cardeal!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Cardeal Burke em sua 1ª diocese


Só uma rápida postagem para mostrar a foto acima. O Cardeal Burke retorna ao primeiro local que o acolheu como bispo, La Crosse. Achei a foto mais interessante e bonita de todas aquelas que já vi de Dom Burke, porque transmite muita humildade e afeição.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Nova série: The Borgias


Se teve uma série de TV que eu realmente gostei, essa séria foi The Tudors. A apresentação da séria, da perspectiva técnica, foi impecável e a sua qualidade magnífica.

The Tudors, baseado na época da reforma protestante inglesa, revela personagens apaixonados, para o bem e para o mal, e conflitos emocionantes. É claro que a série não foi um documentário, por isso não espere 100% de precisão histórica no roteiro.

O que me fascinou na montagem de The Tudors foi uma coerência positiva com a história real. Mesmo não sendo completamente fiel aos acontecimentos, como já avisei acima, a série captou o clima da época. O impressionante, entretanto, é a sua simpatia com o catolicismo.

Diferentemente do que acontece em filmes ou shows sobre o terrível período da reforma protestante, The Tudors foi bem fiel ao sentimento inglês da época e mostrou um Henrique VIII que dificilmente seria representado em filmes do tipo Elizabeth (I e II) ou Lutero. Nestes últimos, a Igreja Católica é mostrada como uma dominadora sanguinária e seus padres e bispos como corruptos exploradores do povo ignorante.

Nenhuma série ou filme sobre a reforma inglesa, acredito, mostrou o levante da "Peregrinação da Graça" contra a dissolução dos monastérios. E nessa questão a série é magnífica ao mostrar o real motivo do assalto de Henrique VIII aos monastérios e abadias católicas: ganância. Não havia, no povo inglês, qualquer sentimento de repulsa contra os padres-monges católicos e a peregrinação mostra justamente o contrário, mostra um povo apaixonado pela sua fé.

A sinistra figura de Thomas Cromwell emerge como um verdadeiro fanático. Sua execução é mostrada como um alívio para o povo, que não demonstra qualquer comoção, bem diferente das lágrimas derramadas quando o carrasco corta a cabeça de Thomas More e do cardeal John Fisher, os únicos que se atreveram a manter a unidade com a Santa Sé e questionaram a tentativa de anular o casamento com Catarina de Aragão

O mérito de The Tudors foi mostrar os motivos mesquinhos e libidinosos que motivaram a reforma inglesa e o cisma. Henrique VIII, brilhantemente interpretado, é um torturador de esposas, um romântico inconseqüente e um político de temperamento imprevisível. Catarina de Aragão, a primeira esposa/vítima, é mostrada com a palidez de uma santa, sofrendo por toda a primeira temporada sem nunca abjurar a sua fé. Ana Bolena, a amante, aparece ao telespectador como uma interesseira e gananciosa prostituta.

Posso dizer que The Tudors é a muito católico (até a 3ª temporada, ainda não assisti a 4ª e última...). Até mesmo o Papa, interpretado por Peter O'toole, é encarado sem os tradicionais preconceitos. Lembro de uma frase do Papa "O'toole" na 2ª temporada da série: O imperador tem navios e exércitos e o que temos nós além da beleza e da verdade?.
Contudo...

Jeremy Irons será o Papa Alexandre VI
em nova série da ShowTime
A nova empreitada da ShowTime, produtora de The Tudors, parece ir numa linha um pouco diferente. Agora são os Borgia que figurarão como personagens principais de uma nova série que, sinceramente, promete ser bem menos católica, mesmo se tratando da vida de um Papa. A vida do Papa Alexandre VI, um pontífice no mínimo controverso, seria mostrada com toda a licença que se viu em The Tudors e um pouco mais.
Espero que, pelo menos, a qualidade técnica seja tão boa quanto em The Tudors.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Tablet com Android Honeycomb



Vocês sabem, nós amamos tecnologia e essas novidades nos dão coceira nas mãos de vontade!

Católicos, caiam fora!

Dear brothers and sisters, Get Out!

O bispo anglicano de Londres, Rev. Richard Chartres, afirmou que não permitirá que anglicanos que se juntem ao ordinariato católico permaneçam com suas propriedades.

A questão territorial é a única arma que a igreja anglicana parece ter nas situações de cisma interno. Nos EUA, graças a política ultra-mega-progressista adotada pela igreja oficial, milhares de anglicanos simplesmente debandaram, incluindo dioceses inteiras. A cúpula da igreja episcopal, usando de um velho artifício, começou a processar os "cismáticos" e a pedir judicialmente a reintegração da posse dos templos e prédios.

Há casos nos EUA onde a diocese inteira se vai, mas suas igrejas ficaram nas mãos da igreja episcopal, mesmo sem fiéis ou com um número tão mínimo que não é capaz de encher uma capela.

No Reino Unido estima-se que mais de 30% dos templos anglicanos esteja ocioso, alguns até foram vendidos pelas autoridades eclesiásticas ou municipais, conforme o caso. Ou seja, hoje a Igreja Anglicana em 10 templos, 3 estão fechados. E com a aplicação do Anglicanorum Coetibus esse número parece que vai aumentar com o passar dos anos.

O bispo Chartres alegou que mesmo o compartilhamento dos templos entre anglicanos e católicos-do-ordinariato não é desejável, causando um comprometimento nas relações ecumênicas e "muito rancor". Sem dúvida expulsar as pessoas que, por anos, rezaram sob aquele teto não vai gerar qualquer tipo de "rancor".
Essa postura serve unicamente para fazer pressão nos anglicanos que ainda estão indecisos. Já há muita propaganda produzida pelos bispos anglicanos da Inglaterra contra o Ordinariato e a situação, num nível local, pode ser realmente muito conflituosa.

Quando o bispo anglicano de Pittsburgh, Robert Duncan, foi deposto pela igreja anglicana americana, o bispo católico da mesma cidade lhe disse (e isso é o próprio bispo Robert quem diz) "você nunca ficará sem um lugar para rezar", oferecendo algumas igrejas aos anglicanos conservadores que deixavam a igreja oficial junto com Duncan. Mas o bispo de Londres mostra que não existe esse negócio de "reciprocidade ecumênica".

Mas com a aplicação da Constituição Apostólica, com o tempo, tenho certeza que os novos católicos ficarão muito bem acomodados em templos católicos.

Mais detalhes em: HolySmoke

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Blasfêmia espanhola

O governo espanhol, um dos governos europeus que mais combate a Igreja, decidiu lançar uma nova campanha favorecendo o uso do preservativo. Não surpreendemente, ele conseguiu atacar a Igreja ao associar a figura do dito cujo a da Santa Hóstia.
Horrível, mas previsível, infelizmente. Esse tipo de propaganda só me faz lamentar a cultura que se instala na Europa. Mas não pensem os brasileiros que por aqui é muito melhor, porque não é.
Pessoalmente eu gosto muito de acompanhar campanhas publicitárias sobre qualquer tema. Elas são naturalmente criativas e usam de um bom humor e de alguma chamada emotiva para nos convencer a adotar esse ou aquele produto, essa ou aquela ideia. Publicidade é divertida quando é criativa, quando sensasionalista então ela se torna, bom... isso que vimos na Espanha.
Não pensem que o ato não foi milimetricamente calculado! O governo, de qualquer país, sabe muito bem o passo que dá. Esta aí o Wikileaks para não nos deixar mentir. A Espanha está em guerra aberta contra a família, contra a moral cristã que por séculos moldou e construiu esse grande país.
Segundo o G1, a campanha foi orquestrada pelos jovens do partido socialista e possui um áudio direcionado ao público católico. Do ponto de vista puramente propagandológico (essa palavra existe?) a campanha é sem graça, previsível e chata. Foi-se o tempo onde os jovens produziam coisas realmente impressionantes, mas que esperar de jovens socialistas?...
Mas é claro que a questão não é apenas estética. Não mesmo!
A questão é da ameaça aos valores cristãos na Europa, onde um governo publicamente ataca uma instituição.  A história mostra que o domínio socialista, mesmo esse neo-socialismo de hoje, é sempre um período de confronto com a Igreja. Não há socialismo autêntico se este não busca com todas as suas forças destruir a Igreja.
Estranho é que campanhas pró-vida, por exemplo, onde se tenta usar imagens de fetos abortados são proibidas com a desculpa sem vergonha de "ofender a sensibilidade do público". E olha que as campanhas pró-vida, novamente do ponto de vista puramente propagandológico, são várias e várias vezes superiores a este tipo de lixo.

***
Campanha espanhola cria polêmica ao relacionar camisinha à hóstia
Grupos católicos acusaram a iniciativa do governo de basfêmia; campanha questiona posição da Igreja em relação aos preservativos.


Uma campanha do governo espanhol para incentivar o uso de preservativos vem causando polêmica no país ao relacionar as imagens de camisinha com as de uma hóstia.
Divulgada em cartazes, vídeos e outdoors, a campanha repete uma mesma foto de um sacerdote segurando primeiro uma hóstia e depois uma camisinha.
A iniciativa do setor jovem do partido socialista que governa o país foi lançada durante a semana internacional de luta contra a aids.
Mas as peças foram acusadas de ser um ataque contra os cristãos
'Bendita camisinha que tira a Aids do mundo' é o título oficial da campanha.


Blasfêmia


Diversas associações religiosas consideraram a campanha 'blasfema'.
A propaganda vai de encontro às recomendações do Vaticano que não aprova o uso de camisinhas.
O vídeo diz que 'a Igreja nos diz que os preservativos, em vez de combater a doença, ajudam a expandi-la'.
O anúncio cita que mais de 25 milhões de pessoas já morreram vítimas da Aids até 2009.
A campanha confronta as orientações da Igreja colocando a pergunta, 'são estes realmente os que dizem que nos amam? Que não te enganem', prossegue o audio da peça.
Para Rafael Lozano, porta-voz do grupo católico Forum da Família, o objetivo 'é aproveitar a ocasião para atacar toda a comunidade cristã'.
'Uma grande ofensa aos sentimentos religiosos de quem professa esta fé', disse ele.
O porta-voz das Juventudes Socialistas Juan Carlos Ruiz explicou no site do partido que 'a Igreja Católica insiste em confundir os cidadãos' e 'que a campanha pretende apenas reafirmar o compromisso com a luta contra a Aids'.


Fonte: G1
enviado por: @nacaofidelis http://saudedalma.blogspot.com

Ann Ward e o Bullying

Ann Ward numa das suas fotos.
Precisou escrever no próprio corpo a
palavra que mais a machucou na
vida: Gigante
Muito se falou nas últimas semanas sobre o bullying, uma prática de intimidação e perseguição frequentemente associada ao universo juvenil.

Sabe aquela pessoa que não se encaixa, que é alta ou baixa demais, que é gordinha ou magra, que se veste diferente, que fala engraçado, etc? Então, ela é a principal vítima do bullying, mas não a única. Podemos dizer que a prática do bullying não escolhe com 100% de precisão seus alvos, podendo ser qualquer um.

Sinceramente, não acredito nas práticas pedagógicas de conscientização. Que jovem briguento vai dar ouvido a elas? Tantos livros já foram lançados, tantas palestras e a prática continua presente no cotidiano das escolas.

Acredito na força do exemplo, na superação pessoal. O universo escolar pode ser um verdadeiro purgatório e só há duas saídas para os jovem vítima de bullying: se afogar no inferno do desespero ou subir ao céu da autoconfiança. Entendo que a primeira opção é a mais fácil, porque a vítima de bullying tem pouca ou nenhuma auto-estima.

O caso que trago nesta última semana é o de superação e que pode ser exemplo para milhares de pessoas, especialmente garotas.

Ann Ward, 19 anos. Extremamente alta e naturalmente magra, Ann foi vítima de bullying durante os anos de escola. Chamada de monstro, aberração e coisas piores, Ann foi se fechando cada vez mais.

Então a garota de Dallas, Texas, resolve se inscrever num reallity-show, mas não um qualquer; Ann resolve embarcar no America's Next Top Model, um programa dedicado a transformar garotas normais em modelos.
A garota que foi a vida toda chamada de feia resolve entrar numa espécie de concurso de beleza nacional.
Em sua primeira entrevista, Ann afirma que havia tentado algumas agências de modelos e que os bookers (pessoas encarregadas de escolher as modelos para determinadas campanhas ou desfiles) "não olhavam duas vezes para mim".

Durante o programa, Ann foi adquirindo auto-confiança, aprendendo e levou para casa, na última quarta-feira, o título e os prêmios do programa. A vitória de Ann poderia ser mais um golpe publicitário do mundo "politicamente correto", mas acho que esse não foi o caso. Ann é ótima e suas fotos mostram isso; ela foi feita na "medida certa" para o mundo da Haute Couture, o mais cobiçado espaço das modelos. Ela nunca será uma angel da Victoria Secret, já que a grife de peças íntimas é muito mais erotismo que moda.

É impressionante como essa garota é excelente no ângulo da câmera. A máquina, diferente dos seus colegas de escola, a adora e sabe valorizar cada centímetro do seu longo corpo.











Ann será capa da edição de março ou abril da Vogue Italia. Para quem não sabe, essa é a única revista da família Vogue onde as fotos assumem um caráter de arte. Essa garota é a prova que a superação de uma suposta inaptidão só depende de encontrarmos o lugar certo e aproveitarmos as chances corretas. Ann podia ser muito alta para a sua escola em Dallas, no Texas, mas é perfeita para um mundo onde a beleza foge do convencional e um vestido pode custar 100 mil dólares. Quantas Ann's não existem por ai?

domingo, 5 de dezembro de 2010

Julie & Julia - blogueiros que amam o que fazem

Ontem tive a oportunidade de assistir a um filme que entrou sem pedir licença para minha lista de preferidos: Julie & Julia.
Eis a sinopse:

Em 1948, Julia Child mudou-se para Paris na companhia do marido, nomeado adido cultural dos EUA. Apaixonada pela cultura francesa, ingressou em uma famosa escola de gastronomia e lançou o livro Mastering the Art of French Cooking, tornando-se extremamente popular nos EUA. Décadas mais tarde, em Nova York, Julie Powell acaba de fazer 30 anos e vive frustrada com sua vida de funcionária pública. Com o apoio do marido, resolve que testará todas as receitas do livro de Child por um ano e publicará os resultados em um blogue.

O que chama a atenção neste filme é que ele é um dos poucos filmes da atualidade que você pode colocar no seu DVD e assistir com toda a família. Todos gostam, todos se divertem. Bem diferente do que vemos na maior parte das prateleiras de locadoras: mortos que voltam pra te matar, robôs que querem te matar, vampiras que querem te matar, etc.
E, como um blogueiro, o filme é especialmente querido, porque retrata o universo de uma pessoa apaixonada por dividir suas ideias pelo mundo através de um simples botão de "publicar".
Julie Powell me deu uma ideia que quero colocar aqui neste blogue. Ah! não se preocupe porque não vou fazer as receitas do livro de Child, mesmo porque não conseguiria desossar um pato ou matar a lagosta :)
Quero compartilhar com os meus leitores algo mais que opiniões e textos escritos na terceira pessoa. Creio que isso falta aos blogues da minha atual blogosfera: personalidade.
Falta imprimir mais de nós nos nossos textos, expressar o que realmente sentimos. Até mesmo expressar as coisas mais ordinárias e cotidianas.
Parace soar como um insulto expressar suas opiniões dentro da blogosfera cat-tradi sem as referências teológicas pesas, sem as notas, citações, etc. Quer saber, estou um pouco farto disso! Isso é extremamente frustrante, precisar se expressar dentro dessas limitações.
Um blog precisa ser algo fácil, divertido e não um fardo. Isso foi Julie Powell quem me ensinou. A vida precisa ser divertida, isso é Julia Child quem ensina.
O filme mostra como um casal pode ser amoroso na década de 50 e no século XXI, bem diferente do discurso atual que diz que um casamento para sempre era coisa para a sua avó. Mostra duas mulheres fortes, autenticamente feministas num sentido totalmente ótimo.
Sem falar que Maryl Streep é uma excelente atriz, em qualquer papel.
Resumindo, assistam ao filme com a família. Assistam com a sua "tia Neide" que não entende como você consegue ficar duas horas lendo e escrevendo na frente do computador. Enfim, assista Julie & Julia, porque vale muito a pena.

"Hummes" voltando à Cúria

Ele iria para a congregação para
os religiosos ou para a Capela
Sistina?
O vaticanista italiano Andrea Tornielli apontou recentemente a possibilidade do Cardeal Oscar R. Maradiaga ser nomeado Prefeito para os religiosos. A preocupação no Vaticano, segundo Tornielli, seria com a vida do purpurado hondurenho que enfrenta diversas ameças depois do golpe-não-tão-golpe-assim dado em Honduras e que despachou o então presidente filobolivariano Zelaya.

Tornielli também aponta que a igreja na América Latina ficou sem um representante em Roma depois da aposentadoria amplamente esperada e felizmente efetivada do cardeal brasileiro Claudio Hummes. Como assim Tornielli? A Santa Sé não é a ONU que precisa ter TODOS os continentes representados na Cúria.

O movimento de internacionalização da Cúria tomou impulso com Paulo VI, a época do Vaticano II, sendo um instrumento de colegialidade discreta. A Cúria puramente italiana foi gradativamente substituída por uma Cúria mais cosmopolita, internacional e plural.

Sandri, bispo latino como prefeito
dos orientais. Isso é liturgicamente
confuso!
A América latina tem sim um cardeal como chefe de dicastério: Leonardo Sandri, argentino e prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais. Sandri é discreto, nem um pouco marxista, bem diferente de Maradiaga que é uma versão jovem de Hummes. O único defeito de Sandri é ter vindo da Secretaria de Estado da época Sodano (ele inclusive lembra o cardeal Sodano fisicamente) . A vantagem de Maradiaga é ser salesiano, ou seja,  assinar com ",SDB" (Sócio De Bertone).

Por que não levam para a Cúria o cardeal Cipriani Thorne, de Lima? Membro do Opus Dei, não tem cardeal latino-americano mais afinado com o Papa que ele.

Espero que o critério para o Papa escolher alguém para trabalhar em Roma seja competência e fidelidade e não nacionalidade ou ameaças políticas.

B16 e Ratzinger - Explicando o problema

Senti que minha última postagem sobre o problema do Papa Bento XVI pronunciar-se como uma pessoa ordinária - como Joseph Ratzinger - em determinados assuntos não foi completamente compreendida. Por isso decido explica-la novamente.

Creio que o problema da incompreensão foi o seguinte: não sou absolutamente contrário ao Papa pronunciar-se de forma informal, não-magisterial ou de qualquer outra maneira. É evidente que, se desejasse, o papa poderia escrever sobre qualquer tema, teológico ou não, e poderia fazê-lo de forma não-magisterial, ou seja, esses escritos seriam contados como obras separadas.

Contudo, não estamos em tempos normais. A autoridade pontifícia é diariamente ameaçada pelo autoritarismo das conferências de bispos e por alguns prelados, ciosos demais da sua própria autoridade, que não conseguem aderir ao "cum Petro et Sub Petro".

Mas o que acontece quando um papa escreve algo que DIVERGE daquilo que ele sempre vinha afirmando? Caos!

Um dos vários livros não-magisteriais que
João Paulo II escreveu
Aqui vem meu exemplo prático para que vocês entendam o problema que quis expressar.
Imaginemos que o Papa João Paulo II, um papa mariano por excelência, também tivesse lançado um livro com Peter Seewald. O Papa polonês escreveu muitos livros fora do pontificado, lançou até mesmo um cd com orações e músicas. Algum problema com isso? Não, nenhum!

Prosseguindo, imaginemos que nesse livro fictício com Seewald o jornalista indagasse ao Papa: Você acha possível que Maria tenha sido concebida sem pecado? E a resposta do Papa, ou melhor, de Karol Wojtyla fosse: é possível que ela tenha sido concebida como uma pessoa ordinária, inclusive no pecado, o dogma da  imaculada conceição seria apenas algo abstrato para reforçar a natureza divina e redentora de Cristo...


Ah! Eis o meu problema. Karol estaria contradizendo João Paulo II e todos os outros papas que o antecederam. O mesmo aconteceu com Bento XVI e o livro Luz do Mundo. Ele simplesmente contradisse, ou pelo menos relativizou, o que disse poucos meses antes, na África. Isso nunca aconteceu na história das Publicações Papais Fora do Contexto Magisterial.

Dom Rino enfrentou a fúria de
conservadores e trad's por
ter relativizado o ensinamento
moral da Igreja
Um caso análogo pode ser o da menina de 9 anos de Recife e Dom Rino Fisichella. O então presidente da Academia para a Vida, através de um meio totalmente informal e não-magisterial (o jornal) se coloca ao lado dos médicos abortistas e contra o ensinamento claro e objetivo da Igreja sobre o aborto (aborto nunca, jamais é razoável ou justo). Estranho que com Dom Rino a cólera tradicionalista foi somada ao ataque furioso dos conservadores. No caso do livro "Luz do Mundo" a coisa dividiu esses dois grupos justamente por envolver o Papa. Honestamente, para mim, os dois casos são do mesmo quilate. Dom Rino legitimou o aborto num caso específico e Ratzinger afirmou que o uso dos preservativos pode também ser considerado legítimo em alguns casos.

Há a disputa virtual, agora já acalmada, sobre o que o Papa quis realmente dizer, sobre o contexto de suas palavras, etc. A mesma disputa, contudo muito menos equilibrada, se levantou no caso de Dom Rino, que alegou escrever a pedido da Secretaria de Estado. Contudo, não pretendo levantar todo o mérito da questão novamente. Simplesmente assino embaixo do recente pronunciamento feito pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X que, para meu espanto, foi muito equilibrado. Normalmente a FSSPX faria um grande barulho e bradaria aos céus por justiça, mas dessa vez eles preferiram ser cirurgicamente precisos e, particularmente, é disso que eu gosto. Especialmente o item 3 da nota oficial da FSSPX sobre o assunto, mostra como a posição de Ratzinger relativisa, para dizer o mínimo, ensinamento da Igreja sobre o assunto.

Obras teológicas não magisteriais nos dias de hoje
deixam o católico ordinário confuso. Quando o Papa está falando
como sucessor de Pedro? A mídia sabe e se aproveita disso.
Penso que não foi intenção do Papa diminuir o sólido ensinamento moral da Igreja, mas é claro que Joseph Ratzinger, através do livro de Seewald, deu uma pequena martelada na parede, provocando uma rachadura. É só o que os progressistas precisam, diga-se de passagem. Afinal de contas, a fumaça de Satanás entrou na igreja por uma pequena fresta!

A questão tem uma carga emocional muito forte, por isso divide tradicionalistas e conservadores que, como prova o caso de Dom Rino, se unem com muita facilidade para defender ferozmente a moral católica. Bento XVI é o Papa que mais restaurou a fé da Igreja nos últimos 50 anos, é o Papa dos Motus Proprios, que fez dom Burke cardeal, etc, por isso é tão querido, mas isso infelizmente não lhe dá um bônus para declarar o que está contido no "Luz do Mundo". É precisamente ai que se dividem as opiniões porque os tradicionalistas sabem disso, os conservadores preferem a visão mais "Poliana" das declarações, buscando contextos, momentos, etc.

Já que o livro é uma obra não-magisterial (graças a Deus!) podemos dizer sem qualquer dor na consciência: Bento XVI (ou Joseph Ratzinger, como eu prefiro nesse caso) errou e errou feio!

Já temos pelo mundo todo inúmeros organismos "católicos" que apóiam e distribuem preservativos. A própria "Pastoral da AIDS" brasileira é uma delas. Resta saber quem terá mais peso na formação da opinião moderna sobre o assunto: o Bento XVI da condenação explícita na África e atual guardião da Humanae Vitae ou Joseph Ratzinger do "o uso do preservativo pode ser considerado legítimo" em alguns casos?

Acredito que agora eu expliquei o queria dizer.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sarah Palin em evento pró-vida

(Por Peter J. Smith) — Sarah Palin, ex-governadora do Alaska, disse para uma enorme multidão de ativistas pró-vida num evento para levantar fundos em Dallas que a nova lei de saúde pública [de Obama] aprovada pelo Congresso em março levará a uma expansão sem precedentes do aborto.

O maior avanço da indústria do aborto nos EUA foi a aprovação do Obamacare [sistema de saúde pública do governo de Obama]”, Palin disse no Teatro Majestic para uma multidão de 800 pessoas.

É ainda pior do que havíamos imaginado. As consequências dessa legislação são horrendas”.

Palin estava falando num evento de levantamento de fundos para Heroic Media (Mídia Heroica), uma organização que está buscando reduzir os índices de aborto de Dallas ao conectar as mulheres em crises com mensagens e recursos pró-vida de esperança mediante os meios de comunicação.

O jornal Dallas Observer diz, em sua reportagem, que tem a intenção de lançar uma campanha de 632 mil dólares nos meios de comunicação na área na primavera de 2011.

Heroic Media afirma que em mercados anteriores onde haviam lançado suas campanhas de anúncios pró-vida o índice de aborto havia caído até 24 por cento.

Palin, ícone politico do Partido Republicano admirada por muitos conservadores do Tea Party, disse que a ordem executiva do presidente Obama foi insuficiente para deter a expansão da lei da indústria do aborto. Ela citou os mandatos de aborto descobertos pelo Comitê Nacional do Direito à Vida em alguns planos estaduais para o fundo comum de seguro de alto risco como exemplo.

Palin também incentivou o novo Congresso a revogar ou parar o financiamento da lei de reforma do sistema nacional de saúde, a Lei de Assistência a Preço Acessível, que ela chamou de “a mãe de todos os mandatos não financiados”*.

A ex-governadora também disse para a audiência acerca de suas próprias convicções pró-vida pessoais, e se descreveu como “pró-vida sem a necessidade de pedir desculpas por isso”. Ela também disse que as experiências de dar a luz um bebê com a síndrome de Down e de ter uma filha solteira de 17 anos grávida realmente reforçaram essas convicções.

* Nota do tradutor: No direito e políticas dos Estados Unidos, “mandatos não financiados” (cujo original é “unfunded mandates”) são regulamentos e condições para receber verbas que impõem custos nos governos estaduais e locais ou entidades privadas, onde os custos não são reembolsados pelo governo federal.

Fonte: www.juliosevero.com
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