sexta-feira, 10 de junho de 2011

Cardeal Scola em Veneza (?)

A sucessão ao trono de Santo Ambrósio, na nobre arquidiocese de Milão, está praticamente completa, segundo informam algumas fontes virtuais (especialmente o Il Sole 24hore).

Pelo oque reportam os jornalistas e alguns vaticanistas menos conhecidos no Brasil, o trabalho da Congregação para os Bispos foi concluído e a lista já estás nas mãos de Bento XVI. O nome do candidato preferido pela Congregação e, aparentemente, por uma parcela generosa dos bispos italianos é o do cardeal patriarca de Veneza, Angelo Scola.

O nome de Scola, que já havia circulado entre os periódicos, ganhou força após a visita do Papa à Veneza, onde o cardeal pode mostrar ao pontífice sua habilidade episcopal. Normalmente o Papa fica inclinado a promover arcebispos que hospedam grandes eventos, como foi o caso do arcebispo de Aparecida que recebeu Bento XVI em 2007 e foi criado cardeal alguns anos depois, ou o cardeal Wuerl quando recebeu Bento XVI em Washington, criado cardeal no mesmo consistório.

O atual arcebispo de Milão, Dom Tettamanzzi, já tingiu o limite canônico para a renúncia. Sua aposentadoria demorou um pouco mais do que o tempo normal por se tratar de uma Sé importantíssima, simbólica e concretamente.

Conforme reportam, o prefeito dos bispos encontrará nos próximos dias ao Papa e a substituição de Tettamanzzi por Scola parece ser o único assunto da pauta. O nome, se realmente for escolhido, será público somente depois do dia 29 do corrente.

Scola compartilha com Bento XVI uma visão teológica centrada nas duas hermenêuticas, tido muitas vezes como "conservador" ou moderado por seus admiradores e também por aqueles nos quais não suscita tanto afeto. Será uma sucessão de transição para um nome, ainda por vir, mais afeiçoado ao programa político do Papa, uma vez que Scola já conta com 70 anos.

Sua especialização em teológica matrimonial e sua proximidade com o movimento "Comunhão e Libertação" são conhecidos no mundo todo. Scola não é um cardeal polêmico, governando com relativa tranquilidade o Patriarcado (menor) de Veneza.

Sua mudança ao trono de Santo Ambrósio poderá ajudar a acalmar o ânimo de alguns tradicionalistas, incluindo alguns seminaristas, já que Dom Scola tolera com prazer a presença da missa tradicional e aplica, como manda a lei, o Motu Proprio Summorum Pontificum.

3 comentários:

Junior Castro disse...

Depois de um histórico bem trágico de arcebispos (D. Carlo Maria Martini seguido de D. Dionigi Tettamanzi) D. Angelo Scola daria uma melhorada na Sé de Milão, seria uma guinada e tanto de Bento XVI.

Bruno Luís Santana disse...

Caso D. Scola seja enviado a Milão, que é uma das maiores arquidioceses do mundo, isso será ao mesmo tempo um golpe duro na ala progressista italiana e européia. Trocando em miúdos: não trará prejuizo ou lucro para a Tradição, mas retirará um importante posto das mãos dos hereges progressistas.
Los Angeles, Bruxelas... Milão?

Danilo Augusto disse...

Bruno,
Não podemos esquecer de outras dioceses onde o papa colocou pessoas muito mais alinhadas com ele: Westminster, Nova York, Valencia, Toledo, Genova, Colombo, Santiago do Chile, etc. Sem contar a Cúria Romana que, agora, é praticamente beneditina em seus postos de comando.
Penso que, depois de Milao e Lisboa, será a vez das dioceses menores receberem atenção.

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