quarta-feira, 15 de junho de 2011

Senhora Dona Lucilia


Depois de dar uma lidinha numa rápida postagem do Luciano Beckman, me lembrei de uma dúvida que sempre me vem à mente e nunca tive a oportunidade de coloca-la ao público.

Há na TFP, segundo as acusações do falecido professor Fedeli, uma espécie de culto ao fundador da própria e também um culto a sua mãe, dona Lucilia. Ao finado fundador da TFP, Dr. Plínio, até se entende, uma vez que ele foi o fundador e já temos na Igreja vários exemplos (embora bem menos entusiasmados que os tfpistas) de veneração ao fundador, vide, por exemplo, os Legionários, a Canção Nova e o próprio Opus Dei.

Deixo claro que quando escrevo acima "até se entende", é do ponto de vista puramente prático. Não estou justificando qualquer culto de latria ou super-hiper-mega-dulia. Nem estou colocando no mesmo balaio todos os fundadores, porque seria muita falta de respeito ao padre Jonas e, principalmente, ao fundador do Opus Deis, mons. Escrivá associa-los ao nefasto Pe. Maciel. Só citei porque é comum que os fundadores sejam modelo, exaltados e amados, afinal de contas, eles são os fundadores!

Então, continuando, ao fundador da TFP se entende certa admiração (supondo que ela pare por ai, é claro...). Mas à mãe dele? O que ela fez de tão importante? Sinceramente eu nunca soube de nada tão interessante sobre Dona Lucilia que pudesse fazer com que ela competisse, quase de igual para igual, com a Virgem Maria! Estão propondo, por acaso, uma espécie de releitura da Sagrada Família?

Dona Lucilia deve ter, no mínimo, realizado algum milagre em vida! O que essa senhora fez??? Dar a luz ao Dr. Plínio não conta, na minha modesta opinião, como algo tão fantástico assim (salvo alguma doença, toda mulher pode ser mãe), ou precisaríamos canonizar (ou deificar, segundo alguns) o pai do Dr. Plínio, o qual por sinal nunca ouvi falar também. E beatificaríamos os avôs, e por ai vai.

Eu sou, como diriam alguns adolescentes, um newbie, um principiante na história da TFP. Honestamente, como não sou nem pretendo fazer parte da TFP, isso nunca me preocupou, mas a dúvida persiste e espero que alguém possa me responder.

2 comentários:

Bruno Luís Santana disse...

Danilo, pra que você foi dar a idéia? Foi falar no pai do Dr. Plínio... Agora, São José que se cuide!
Por causa de sua impertinência em tratar de tais temas, não se espante se alguém aqui lhe chamar de Fumaça-preta, ploc ploc ou sabugo. Você não podia questionar a utilidade de D. Lucília, isso destroi a Inocência Primeva dos leitores. Dessa forma, você não poderá chegar à transesfera... Exceto se, como penitência, recitar a Ladainha de D. Lucília. Isso a angelizará!

A Montfort tem por hobby descer a lenha na TFP, porque macaco não costuma olhar por próprio rabo, mas convenhamos, essas gírias atribuidas (verdadeira ou falsamente) à TFP são de rachar... Eles agora estão publicando mais um livro, para manter essa questão SEMPRE VIVA!
Depois disso... Só mesmo... La Bagarre...

P.P.P. disse...

Caro sr. Danilo,
salve Maria !
Admiro a sinceridade em querer saber mais, vi esse artigo só hoje, não sei se pensa ainda no assunto.

"O que essa senhora fez???"

As mães dos santos muitas vezes foram tomadas como motivo da santidade dos filhos. Pergunto: o que Santa Mônica fez ? A maioria lembra dela somente como mãe de S. Agostinho. No entanto, quem procura saber mais fica sabendo que ela é santa, talvez nem tanto como o filho. Dona Lucilia criou o filho na tradição católica, é uma mulher aristocrata e de alta espiritualidade. Existe um livro sobre ela que o Pe.Royo Marín, teólogo famoso, que disse tratar-se de uma hagiografia. O único problema é que foi escrito por um traidor (João Clá) e hoje o livro só existe em nova edição onde muita coisa boa foi suprimida.
Os que conheceram D.Lucilia constataram a santidade dela, não precisava de milagre algum. São João Batista nunca fez milagre em vida, e todos acreditavam no seu batismo. Nosso Senhor veio e o confirmou como tinha feito quando estava na barriga da mãe.
Pode-se sim venerar alguém sem milagre privadamente, é culto lícito.

Na época das acusações (anos 80) Fedeli saiu de fininho dizendo na FSP "não sou teólogo" em resposta ao desafio de Dr.Plinio para responder o livro que refutava as cartas dele. Foi se juntar ao frequentador de prostíbulos ex-membro também Giulio Folena para começar sua campanha de difamação.

Foi 30 anos "sendo enganado" para o Fedeli. Quem lê os artigos dele na Revista Catolicismo dos anos 50 vê a referência ao luminoso livro de Dr.Plinio (R e C-R). Este mesmo que ele descobriu estar todo errado décadas depois. Risível e um pouco triste a história do homem. Nunca haveria Montfort se não fosse Plinio, que converteu o Fedeli. Mais aqui:
http://www.oprincipedoscruzados.com.br/p/defesa-da-tfp-e-da-santa-tradicao.html#fedeli

A gracinha do comentário acima é típico fedelismo, pouca doutrina católica e muito mofo. A Escritura bem condena os mofadores. Veja as inúmeras profecias de santos sobre a bagarre ou castigo mundial que o Fedeli negava porque Plinio insistia:
http://www.oprincipedoscruzados.com.br/p/profecias-diversas.html#Bagarre

Negava, é claro, porque odiava os santos profetas, a começar por Plinio Corrêa de Oliveira
http://www.oprincipedoscruzados.com.br/p/plinio-correa-de-oliveira-e-suas.html

In Jesu et Maria,
P.P.P. + O.Carm +

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