quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Dilma é Lênin revisitado: PROMOVAMOS A CORRUPÇÃO, PARA DEPOIS DENUNCIÁ-LA.


do blog Construindo Pensamentos 

Eu custo um tantinho a entender certas nuances do Brasil…

Quando, exatamente, surgiu a fama de “implacável com a corrupção”, da presidente Dilma Rousseff? Em qual momento histórico a chefe de um governo que viu nada menos que seis ministros serem demitidos por denúncias graves de corrupção, passou a ser encarada como ícone do combate à… corrupção?! Me é realmente difícil compreender…

A celebrada “firmeza” com que Dilma estaria enfrentando os corruptos dentro do seu próprio (!!!) governo não apenas empolga esquerdistas – em geral – e petistas – em particular -, como também tem valido à presidente um crescente e importante apreço junto àquela fatia da classe média historicamente resistente ao PT. Ela está ganhando pontos por demitir os bandidos que ela mesma nomeou!

“Ah, mas ela está se livrando de pessoas (e problemas) herdados de Lula. Mostra que ninguém manda nela!”, dizem alguns neodilmistas. Trata-se de uma lógica assustadoramente pobre, afinal, se ela está se livrando de coisas herdadas de Lula, significa dizer que precisou engolir ministros indicados pelo ex-presidente. E, sendo assim, é balela esse papo de que ninguém tem ingerência sobre o governo da “primeira mulher presidente”.

Quem vê em Dilma uma “administradora forte e independente”, e acredita que ela vem tocando o governo por conta própria desde o início, também não encontra argumentos mais sólidos para defender a “caçada aos corruptos”. Ora, se ela é a única dona do governo e responsável por todas as decisões, os mesmos empolgadinhos que festejam o ato de demitir ministros suspeitos de corrupção, ficam também obrigados a reconhecer que… bem… foi dela a decisão de nomeá-los, on the first place. Em outras palavras, Dilma não precisaria ser “implacável com os malfeitores”, caso não os tivesse colocado lá ela mesma.

Se, por um lado, vemos um governo com menos de um ano de vida completamente atolado em escândalos de corrupção, a ponto de seis ministros já terem ido pro olho da rua (e mais um estar pela bola sete…), por outro é importante ter em mente que 2011 é o nono ano do governo petista, iniciado por Lula. E, sim! As duas gestões devem ser analisadas em conjunto, como partes de um processo continuado. Afinal, foi o próprio Lula a dizer que Dilma deveria ser levada à Presidência para dar prosseguimento ao que ele começou…

O fato é que de onde quer que se olhe, Dilma parece liderar uma gestão catastrófica, repleta de bandidos os mais diversos. A “gerentona”, a “executiva muito preparada” que nos foi vendida durante a eleição passada,na melhor das hipóteses, é uma marionete completamente controlada pelo antecessor, que foi obrigada a engolir todas as vontades do ex-chefe, inclusive no concernente a empregar corruptos. Na pior, é uma inepta que não sabe escolher seus mais diretos assessores, afinal – repise-se – foram seis (quase sete…) ministros demitidos em menos de um ano!

Dilma me remete cada vez mais a Lênin: “Promovamos a corrupção, para depois denunciá-la.” O mais trágico, porém, é ver grande parte do país aplaudindo a tal política de tolerância zero da presidente, que não poupa nenhum ministro apanhado em corrupção. Premiam a decisão de Dilma de assinar as demissões, mas esquecem que a mesma mão assinou, também, as nomeações.

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