sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012

Aos amigos e leitores eu desejo um ótimo 2012!

Quantas coisas 2011 reservou para mim, que eu nem ao menos esperava neste mesmo momento 365 dias antes. Acho que é sempre assim, mesmo com os anos mais ordinários, quando vistos no seu crepúsculo. É... 2011 se findou no horizonte e 2012 já rompe do outro lado.

É sempre bom aproveitar este momento para, longe de ficar fazendo resoluções tolas que não serão cumpridas ( eu vou parar de comer chocolate ou coisas estúpidas do tipo... porque eu não vou parar de comer chocolate!), agradecer. Sim! Agradecer por tudo o que se passou em 2011, pelos bons e pelos maus momentos que servirão para o nosso amadurecimento. Agradecer por Deus ter sido tão infinitamente bom conosco por 365 dias, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 30 dias por mês, 12 meses por ano!

Agradecer pelos amigos antigos - que ainda nos suportam - e os novos amigos - que vão aprender a nos suportar!

Quantas coisas, quantos momentos...

Espero que 2012 guarde, para você e para mim, momentos marcantes e alegrias inesquecíveis. E se algum momento desagradável se avizinhar neste ano nascente, encontre forças em Deus para suportar tudo com ainda mais alegria.

Brindando com um Dom Perignon White Gold Jeroboam ou com Cidra Cereser, não importa!

Feliz Ano Novo.

e nos vemos em 2012!

São os meus votos para todos os amigos - reais e virtuais - , para os blogueiros católicos e para os leitores desta mensagem.

Eu quero! - Ipad Extraordinário.


O produto acompanha:
Bateria de Plutônio com duração ilimitada;
Processador OctoCore (8 Núcleos de 20Ghz cada);
512 MB de memória RAM (nem tudo é perfeito!)
80 Tb de espaço de memória;
Som Surround 3D 1200Watts RMS;
Tela autolimpante - chega de marca de dedo!;
Câmera DSLR integrada com lentes Leica 2-700mm;
Wi-fi, 3G, 4G e qualquer outro G;
300g de peso

Tudo isso porque o Ipad Extraordinário é sempre melhor que o Ipad ordinário...


As Previsões dos Profetas de Desgraças

O texto abaixo circulou um pouco na internet durante o ano de 2008 quando o Motu Proprio Summorum Pontificum estava ainda fresco. Ele chegou até mim através de um blog de um aluno da Escola de Teologia para Leigos da minha diocese - escola esta que frequentei apenas por três aulas, depois desisti quando o professor ia analisar um "belíssimo" texto de Leornardo Boff...

Certamente este texto foi recomendado ao aluno que, para chegar ao curso de liturgia, precisa cursar 4 anos de teologia "para leigos". Ou seja, liturgia é a pós-graduação para os leigos daqui.

Reparem como o texto é repleto de absurdos, especulações tolas e conceitos preconcebidos intencionalmente para conduzir o leitor incauto a uma conclusão artificiosa. Hoje podemos perceber, através de uma análise das linhas abaixo, o verdadeiro pânico que o Motu Proprio provocou nos liturgistas de 'meia tigela'. Por isso mesmo, embora trágico, o texto assume certo traçado cômico, um verdadeiro gracejo que somente hoje pode ser tido como tal.

O texto procura exaltar, de forma séria e preocupada, a queda do poder (de restrição) dos bispos e vê na legislação romana uma ameaça não só ao bispo, grande liturgo da sua diocese, como a toda a Igreja Universal. Para o autor, a Igreja iria ruir desde a base com o Summorum Pontificum. De certo modo, tal previsão catastrófica se confirmou, ou melhor, se confirma a cada dia - a falsa igreja, construída pelo condenável espírito do Concílio Vaticano II, está ruindo.

Vamos ao texto. Os eventuais erros ortográficos são do original então acessado no blog do aluno, que já não se encontra disponível. Os negritos são meus.

***

A CONTROVÉRSIA DO RITO ROMANO - ( I ) -

O Missal de Pio V é rigorosamente individualista, em sintonia com o sentir de hoje, ao passo que o de Paulo VI tem uma abordagem comunitária e, por isso, é percebido como mais antigo em relação à cultura individualista atual.


Batina, raquete de tênis debaixo do braço, missa em latim na paróquia e, a seguir, “happy hour” com os amigos. É o retrato do padre novo, atraído pela liturgia pré-conciliar, que emerge da análise original de François Cassingena. O liturgista beneditino publicou o opúsculo “Te igitur - Le Missel de Saint Pie V. Hermeneutique et deontologie d'un attaehement” alguns meses antes da publicação do Summorum Pontificum, o motu proprio de Bento XVI sobre a liturgia, documento pontifício que amplia a possibilidade de celebrar com o Missal de 1962, anterior à reforma proposta pelo Concílio Vaticano II e levada a efeito por Paulo VI. O tempo transcorrido desde que o documento entrou em vigor permite traçar um primeiro balanço sobre sua aplicação e deixa intuir desenvolvimentos interessantes sobre o debate pastoral e teológico, mesmo para além do âmbito litúrgico.


É exatamente neste sentido que a análise de Cassingena é profícua: a vontade da volta à liturgia tridentina - que parece atrair mais padres novos e os leigos do que anciãos nostálgicos, que é pedida para crismas e funerais mais do que para a missa - seria expressão de uma cultura e de um modo de sentir a fé não pré-moderno, mas plenamente pós-moderno. Segundo o teólogo francês, o de Pio V “é um Missal rigorosamente individualista, em sintonia com o sentir de hoje, ao passo que o de Paulo VI tem uma abordagem comunitária e, por isso, é percebido como mais antigo em relação à cultura individualista atual", considera Andrea Grillo, docente de Liturgia no Pontifício Ateneu de Santo Anselmo. A simpatia pelo rito antigo seria, portanto, a expressão de uma forma nova de pertença e de identificação social: "Dá-se forma a percursos individualísticos ou privatísticos: o grupo se autoisola da comunidade porque celebra segundo um regime ritual diferente, renunciando a toda a riqueza bíblica do novo Lecionário, à oração universal cotidiana, à unidade das duas mesas, à concelebração, à comunhão sob as duas espécies". Em suma, diz Grillo, "há um problema para a pastoral da unidade. Poder-se-ia também dizer que os fiéis fazem parte da mesma Igreja, mas, na verdade são alfabetizados por liturgias que, de fato, estão numa relação de tensão entre si porque a segunda nasceu para corrigir a primeira" .


Um risco que Bento XVI já tinha bem presente quando, na carta aos bispos que acompanha o motu proprio,dizia estar seguro de não haver fundamento tanto em temer que as novas disposições sejam um ataque "à autoridade do Concílio Vaticano II quanto em pensar que se tenha chegado a uma "separação nas comunidades paroquiais". Pelo contrário, nas intenções do pontífice, a finalidade da iniciativa é "chegar a uma reconciliação interna no seio da Igreja", referindo-se à galáxia tradicionalista e aos que têm saudades do rito antigo, também por causa das "deformações da liturgia ao limite do suportável", das quais se foi ao encontro no pósconcílio. De todo modo, além das intenções, durante os meses que se passaram da introdução do regime duplo de celebração - o Missal em vigor, novus ordo, é considerado forma "ordinária" da liturgia, já o vetus ordus é considerado forma "extraordinária" -, foram enfrentadas algumas dificuldades na interpretação e na aplicação do motu proprio. A mais evidente, a qual se tentou remediar, foi a constatação de que o restabelecimento da liturgia antiga teria arruinado 40 anos de diálogo hebraico-cristão, ao repropor a oração universal da Sexta-feira Santa em que se rezava pela conversão dos hebreus. A solução encontrada, um terceiro caminho entre o velho e o novo rito, não satisfez nem a comunidade hebraica, segundo a qual se trata da substância da velha oração apresentada de forma diferente, nem os lefebvrianos, que tinham acolhido com simpatia a promulgação do motu proprio, mas, diante desse ajuste, sentiram-se traídos.


Além desse incidente, que teve ampla repercussão na imprensa, surgiram outros problemas, tanto que o secretário de Estado, o cardeal Tarcisio Bertone, teve de anunciar a publicação de uma "instrução" destinada a esclarecer os pontos obscuros da Summorum Pontificum. Instrução dirimente, porque deveria tratar daqueles parágrafos a respeito dos quais se estava consumando um desentendimento entre párocos, bispos e grupos de tradicionalistas nas Igrejas locais.


"Grupo estável", "conhecimento do latim", "autoridade do bispo" são alguns dos pontos sobre os quais se discutiu nesses meses. Os tons foram mantidos baixos, porque também de Roma chegaram intervenções muito duras contra os "dissidentes", como aquela do secretário da Congregação para o Culto Divino, monsenhor Albert Malcom Ranjith, o qual, entrevistado pelo diário on-line Petrus e pela agência Fides, acusou de desobediência ao pontífice aqueles "teólogos, liturgistas, sacerdotes, bispos e até cardeais" que expressaram críticas e contrariedade à iniciativa papal.


Que o novo regime causasse vivo debate era certamente de esperar. Os rumores que davam como iminente a publicação do motu proprio tinham feito chegar a Roma cartas de protesto por parte do episcopado de todo o mundo, sobretudo da França, onde a ferida cismática lefebvriana é muito aberta. O próprio cardeal Ratzinger, numa carta que está circulando na internet, datada de 23 de junho de 2003 e endereçada a Heinz-Lothar Barth, professor da Universidade de Bonn, que pedia uma acessibilidade maior ( ao rito antigo, escrevia que "a existência de ( dois ritos é uma prática de difícil gestão para r padres e bispos". Com efeito, enquanto até 14 de setembro de 2007 o uso do Missal antigo era concedido por indulto pontifício somente em casos excepcionais e sob a responsabilidade do bispo local, hoje, onde haja "estavelmente um grupo de fiéis que aderem à precedente tradição litúrgica", o pároco é convidado a acolher "de boa vontade o seu pedido". No caso de os paroquianos não estarem satisfeitos, podem reclamar ao bispo, "vivamente rogado a satisfazer o seu desejo", O último destinatário para as disputas que aparecerão em nível local é a Pontifícia Comissão" Ecclesia Dei", instituída em 1988 para reconstituir as relações com os lefebvrianos. Por isso, um dos pontos candentes sobre os quais haverá de intervir a próxima instrução é exatamente o parágrafo no qual se diz ser posssível celebrar a eucaristia e os sacramentos com o rito anterior à reforma litúrgica em todas as paróquias em que haja "um pedido motivado" e "um grupo estável". A falta de "estabilidade" - entendida como história preexistente e conhecimento mútuo entre os membros de uma mesma comunidade - fez que, em muitos casos, os padres, apoiados pelos bispos, recusassem a celebração extraordinária a grupos de pessoas provenientes de diversas paróquias, que se juntaram ad hoc na ocasião.
Também o não-conhecimento do latim foi motivo da recusa. Nos Estados Unidos, em julho, o então presidente da Comissão Litúrgica, dom Donald Trautman, afirmara que os padres desejosos de celebrar com o rito antigo "deverão submeter-se a um exame de latim", porque o próprio Bento XVI escreveu que "o uso do velho Missal pressupõe certo nível de formação litúrgica e de conhecimento da língua latina". A mesma atitude foi manifestada pelos bispos suíços. Do latim e, particularmente, do "direito dos candidatos ao sacerdócio de ser instruídos em ambas as formas do rito romano", dever-se-ia tratar na próxima instrução, como se lê numa carta de "Ecclesia Dei" de 9 de fevereiro de 2008, em circulação nos blogs tradicionalistas.


Os problemas, sejam quais forem, não são somente pastorais, mas também jurídicos. Entre os que se dedicam à questão, um dos pontos que causam perplexidade é o risco de conflitos de competência (pároco, reitor de igreja, superior religioso, bispo, Pontifícia Comissão" Ecclesia Dei"), no caso de contenciosos.
O equilíbrio estabelecido pelo Vaticano II, que dava ao bispo autoridade plena em matéria, parece ter se tornado precário pelas novas normas, que acabam de interferir em temas teológicos de amplo respiro como as relações entre Igreja universal e igrejas locais, entre unidade e pluralidade, entre uniformidade e diferenças legítimas, entre centro e periferia. É verdade, diz-se, que a "Ecclesia Dei", de alguma forma, assume sobre si as dificuldades que possam chegar aos bispos, no caso de contestações, mas pedir ao pastor da Igreja local que não se ocupe de tais argumentos não significa talvez esvaziar a sua autoridade?
"Não é somente uma questão de liberdade de escolha entre rito ordinário e extraordinário", diz Basilius Groen, holandês, diretor do Instituto para a Liturgia, a Arte Cristã e a Hinologia da Universidade de Graz, na Áustria. "O medo é nos encontrarmos diante de dois modelos eclesiológicos diversos: o primeiro é centrado sobre o padre, e para o outro é fundamental a participação da comunidade". Para sublinhar a diferença, Groen relembra o documento preparatório do Missal de Trento, que se inicia com a frase "Sacerdos paratus" ("quando o padre está pronto"), ao passo que o texto da liturgia de Paulo VI se inicia com "Populo congregato" ("quando a assembléia está reunida"). O que faz pensar que se trate de uma eclesiologia diversa, diz o liturgista holandês, é o fato de que muitos dos sustentadores do rito tridentino tenham problemas com textos como a Unitatis Redintegratio, a Dignitatis Humanae, a Nostra Aetate, isto é, com os temas do ecumenismo, da liberdade de consciência e de religião. Pelos blogs dos tradicionalistas emerge a compreensão de que eles olham para o Vaticano II como um incidente do caminho, uma doença da qual é preciso sarar. De um ponto de vista histórico,. não me surpreendem esses desenvolvimentos: também os Concílios de Nicéia, Calcedônia e Trento foram aceitos depois de várias lutas intestinas. Assim como não julgo que a reposição do rito tridentino possa ser a solução aos abusos litúrgicos.


Também na Itália, e não só nas aulas de Teologia, o motu proprio causou reflexões em cadeia. "Como liturgistas, até hoje tínhamos como consolidadas categorias como a Lex credendi e a Lex orandi: a primeira era o conteúdo da fé; a segunda, as formas concretas da celebração. Quando mudava uma, mudava também a outra, porque o modo de rezar é fundamental para o modo de viver a fé", afirma Grillo. Hoje se diz que existem dois usos diversos da mesma Lex orandi; diz-se que a fé é comum sobre bases dogmáticas e bíblicas, e depois, só haveria usos litúrgicos diversos. A reforma litúrgica tinha feito um caminho para encontrar um rito comum dentro do qual houvesse o pluralismo legítimo. Corre-se, porém, o risco de gerar uma espécie de self-service de ritos diversos. E, em uma sociedade tentada pelo "supermercado" das religiões, "a escolha do rito velho poderia tornar-se uma oferta a mais do sacro. Em outros país, como a França, a coisa mais evidente, porque a reforma litúrgica não teve a difusão e a popularidade que se verificaram na Itália" .


"O motu proprio nos deu matéria sobre a qual trabalhar", conclui Grillo. "E tudo isso é um estímulo a reler muitos conceitos dados por evidentes e relançar os motivos verdadeiros que tornam urgente e irreversível a reforma litúrgica". Por sua vez, o professor Groen ressalta a necessidade de preservar a missão dos teólogos, a quem cabe um trabalho sério: "Não somos infalíveis, mas temos o dever de exercer uma função profética de visão crítica a serviço da Igreja”.

Nota:
1. Artigo publicado na revista italiana Jesus (San Paolo,maio de 2008. Reproduzido com autorização do editor. Tradução: Pe. Lourenço Costa.
Fonte: Revista Vida Pastoral


***


A agudeza teológica se percebe praticamente nula desde as primeiras linhas. Primeiro, o rito de 1969 se torna mais antigo que o do século XVI através da mágica do aspecto sociológico. O que é isso? Como o autor espera ser levado a sério com um argumento de entrada tão estapafúrdio!?

Segundo o autor, é o desejo individualista do homem moderno que o conduz naturalmente ao rito tridentino, uma vez que ele é "rigorosamente individualista". E em que se baseia o autor par afirmar que o rito antigo é "rigorosamente individualista"? Já que o mesmo não nos diz, podemos deduzir que tal conclusão vem do fato do sacerdote celebrar sozinho, por não existir concelebração, muito menos diálogo entre o sacerdote e o povo. Tal argumentação carece de base na realidade, na história e no pensamento litúrgico da Igreja.

A liturgia tradicional não é individualista porque a essência do individualismo é a oposição a toda e qualquer forma de autoridade exterior, a toda forma de regulação. Onde vemos tal tendência com maior frequência? No antigo rito, totalmente regulado pelas leis da Igreja ou no novo rito, ditado pelas modas individuais de cada paróquia, ou mesmo, regulado única e exclusivamente pela vontade do padre (o indivíduo litúrgico)?

O autor afirma que os grupos ligados ao rito tradicional se isolam da Igreja e renunciam à oração cotidiana. Analisemos a primeira afirmação.

Sim, é verdade que muitos fiéis que estão ligados ao rito tradicional se isolam, mas não o fazem por causa da liturgia antiga, mas sobretudo por causa das "deformações da liturgia no limite do suportável", como reconheceu o Papa Bento XVI na sua carta aos bispos. É o individualismo presente na mentalidade dos liturgistas modernos e das suas equipes de pastoral que isola os fiéis "profundamente radicados na fé da Igreja", para usar outra expressão do Papa atual. Por isso mesmo existe o Motu Proprio, por isso mesmo Bento XVI comprou uma briga universal para defender essa pequena parcela do povo católico: porque o problema não está nos tradicionalistas, mas sim na Igreja individualista, ordinária e moderna.

A segunda afirmação refere-se à suposta renúncia à oração cotidiana. Nada mais ridículo quando analisamos onde está a presença de tal oração em nossas dioceses modernas. O breviário/liturgia das horas, única expressão institucional que poderíamos chamar de "oração cotidiana" além da missa em si, não existe nas nossas comunidades, nem é rezado pelos padres. São as comunidades tradicionais que estão trazendo o costume natural da oração cotidiana.

Depois o texto centra-se única e exclusivamente na competência jurídica e na autoridade do bispo. Na verdade, há dois termos que estão conflitantes na mesma frase e vamos isola-los:
O equilíbrio estabelecido pelo Vaticano II, que dava ao bispo autoridade plena em matéria, parece ter se tornado precário pelas novas normas
O equilíbrio pressupõe um balanço idêntico de forças. Para o autor o Vaticano II igualou os poderes do bispo local e do Papa. Ora, tal coisa só pode ser projetada por alguém que ignora a Nota Previa de Paulo VI sobre a colegialidade. A Igreja do Vaticano I e II (através da Nota Previa) não igualou o bispo ao Papa, ainda que a maioria do mundo pense diferente. O bispo tem sim grande autoridade, mas ela é dependente da autoridade do Papa, cum Petro e sub Petro.

Entretanto há no autor um conceito muito particular sobre o termo "equilíbrio". Que equilíbrio é este que dá a uma das partes "autoridade plena"? Se a uma das pontas é dada autoridade plena, a outra não resta autoridade alguma. E o autor dá à ponta errada a autoridade plena. Somente ao Sucessor de Pedro cabe a plena autoridade, a jurisdição universal e a primazia de honra e de fato. Ao bispo diocesano cabe sim alguma autoridade: a de governar em nome do Papa. 

Poderia tecer outros comentários, mas para nós creio que seria inútil. O autor do texto demonstra nenhuma experiência com a Igreja, mesmo sendo membro do clero. É alguém com uma agenda própria, diversa da agenda da Igreja.

Me pergunto o que este autor estaria pensando agora, 4 anos depois de escrever essa porcaria acima. São 4 anos de frutos positivos na aplicação do Motu Proprio e, agora, temos ainda uma instrução mais favorável, que era só especulada no texto acima.

Este texto, tão grosseiro, moldou muitos leigos na minha diocese. Foi dado como material para a aula de liturgia no curso de teologia para leigos! Reconheço nele a base do pensamento do clero local sobre a forma extraordinária da liturgia romana. Tal texto poderia ter sido escrito por qualquer padre da minha diocese, publicado no jornal diocesano, etc. sem qualquer estranheza.

É por isso que há, por aqui, um grande trabalho a ser feito, porque o estrago é grande e está em todas as partes! Só com muita oração (cotidiana!) que poderemos mudar essa triste realidade.

Meme - Quem é este pokomunista?


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A Máfia Argentina do Cardeal Bergoglio

Do blog La cigüeña de la torre chega a matéria muito interessante sobre o "modus operandi" de um dos mais importantes bispos da América Latina e, segundo algumas especulações passadas, o candidato anti-ratzinger no conclave de 2005.

Andares de Pedacchio no seu território de Paraguai

Cardeal Bergoglio
Expoente da Igreja Liberal na América Latina
Seria bom dar algum exemplo de como o Pe. Pedacchio, oficial da Congregação para os bispos, informa o Cardeal Bergoglio e manipula, segundo suas orientações, informação que é confidencial - além de, é claro, distorcer e criar evidências.

Segundo fontes fidedignas, algumas das mais recentes atividades do cardeal de Buenos Aires e dos seus minutantes1 na Cúria Romana se concentram sobre um bispo do Paraguai. Recordemos que o Paraguai é precisamente o país do qual se encarrega Pedacchio na Congregação para os Bispos.

Dom Rogelio Livieres
Seu único defeito é ser católico
No final do ano de 2008 se produzia uma curiosa filtragem de informação altamente confidencial. Um bispo do Paraguai, Dom Rogelio Livieres, havia entregado ao Papa uma carta pessoal e confidencial durante a visita ad limina em que destacava alguns dos problemas prementes na nomeação dos bispos deste país - um desses bispos acabava de se tornar presidente da República, contra toda a lei canônica e depois se tornou público o que os bispos paraguaios guardavam em segredo: havia tido alguns filhos 'segundo a carne', para usar uma expressão das Escrituras.

Esta carta, pessoal e confidencial, foi filtrada pela imprensa do Paraguai para atacar a este bispo que buscava uma melhora nas nomeações episcopais. Com grande prejuízo, é claro, para Mons. Livieres. Ninguém, salvo Livieres, conhecia o texto desta carta no Paraguai. E ele entregou apenas uma cópia ao Papa. Provavelmente foi o mesmo Pedacchio quem, como oficial encarregado do Paraguai na Congr. para os Bispos, 'filtrou' esta informação que estava sob segredo pontifício.

Até o momento, é o que nos informaram alguns amigos de Assunção sobre este tema. Contudo, segundo nos informamos desde Argentina e da Santa Sé, a atenção privilegiada do Cardeal Bergoglio sobre este bispo paraguaio não se desgastou com o tempo. Pelo contrário, cresceu.

Padres e seminaristas de Ciudad del Este
Visitando as ruínas das missões jesuítas no país
Para Bergoglio, do Paraguai, lhe importa sobretudo que não cresçam as vocações sacerdotais para o seminário de Ciudad del Este, que é uma verdadeira bofetada no progressismo reinante que alguns bispos paraguaios e também o mesmo Bergoglio incentivam. O que mais preocupa é que não triunfe a renovação eclesiástica e litúrgica que o Papa promove e que alguns chamam de 'reforma da reforma', ou seja, a vida litúrgica da Igreja conforme o estabelecido pelo Concílio Vaticano II, celebrada na dinâmica da 'hermenêutica da continuidade'. Ele se preocupa com a forma de tantos sacerdotes jovens num contato fluído e habitual com a forma ordinária e extraordinária, algo muito pouco comum na América Latina.

A estratégia geral de Bergoglio seria desacreditar a obra de renovação eclesial encarada por Mons. Livieres, não desde a doutrina ou liturgia, onde encontra muito eco em Roma do Papa Bento XVI, mas desde os  procedimentos de promoção vocacional.

Na verdade, durante a reunião geral da O.S.A.R (Organização dos Seminários da República Argentina), em 10 de novembro de 2011, no Seminário de La Plata  (província de Buenos Aires), surgiu o tema a partir de um dos superiores do Seminário de Buenos Aires - supostamente revelando um segredo pontifício - sobre uma legislação particular que estaria sendo preparada em Roma para restringir o "trânsito" de seminaristas de um seminário para outro. Foi mencionado como exemplo um caso do Seminário de Ciudad del Este, com nome e sobrenome. Foi dito nesta reunião que a Santa Sé 'processou' um bispo paraguaio - leia-se Mons. Livieres - por receber um seminarista proveniente de Buenos Aires, sem haver pedido as informações canônicas, e procedendo a ordenação como diácono, também segundo eles, sem os requisitos acadêmicos.

Dom Livieris com neo-sacerdotes
Seminário cheio incomoda muita gente
Sejamos honestos. Ainda que Bergoglio tivesse pedido sanções para Livieres, não era necessário ir até o Paraguai - a terra vigiada por Pedacchio - para encontrar supostos exemplos destes casos. Ocorrem, de fato, com muita frequência na mesma Argentina. E não são poucos os seminaristas que fogem horrorizados do próprio seminário de Buenos Aires - e, para falar a verdade, não somente por razões litúrgicas. Por ter sido nomeado direta e publicamente este bispo, que por outra parte nos contam está oferecendo tantos frutos positivos em sua terra, quer dizer que Bergoglio e seus informantes estão querendo pelo menos desacreditá-lo, ou destruí-lo. Além da enorme injustiça que este ataque supõe para o bom nome do seminarista, que na realidade não teve nenhuma sanção disciplinar nem foi acusado de nada grave. Assim reconheceu publicamente o reitor do Seminário de Buenos Aires, Pe. Giorgi, quem, contudo, não levantou nem uma tímida voz para defendê-lo.

A coisa não terminou ai. Semanas depois, este tema foi tratado - novamente com nome e sobrenome dos 'envolvidos' - na reunião do Conselho Presbiteral da arquidiocese de Buenos Aires. Sempre buscando prejudicar o bom nome dos bispos que não estão bem vistos pelo Cardeal.

Alguém tem na consciência a obrigação de expressar o que tantos outros calam, por medo ou temor de ver sua carreira arruinada em represália. Tudo é conhecido na Arquidiocese de Buenos Aires. O triste é que o que surge destas fontes é distorcido, quando não mentiroso. E então é certo mais do que nunca o adágio "de Roma viene lo que a Roma va", uma vez que em seguida, apenas disparadas as difamações ou calúnias, informantes adestrados como Pedacchino levam o "caso" a Roma, aos "contatos" chave, para semear infâmias e pedir sanções.

Sob os grandes sinais de humildade que ostenta, Bergoglio esconde não poucos desejos de poder real. E os teve desde suas origens na Guardia de Hierro e sua antiga relação com a P22 (com sua provada relação com Almirante Massera3). A sorte do cardeal é que foi atacada nestes pontos por um jornalista chamado Verbitzky, que foi desacreditado devido ao conhecido ódio visceral que tem contra a Igreja na Argentina. Deste modo, seu ataque a Bergoglio se afirmou tendencioso, mesmo com suas investigações sérias e bem documentadas.

O Papa e Bergoglio
Quebra de sigilo pontifício e maquinações dignas
da máfia italiana.
Mas voltando sobre as aparentes preocupações de Bergoglio sobre o Seminário de Ciudad del Este, no Paraguai, surpreende tanto zelo quando o seu próprio seminário deixa tanto a desejar. É conhecido que há seminaristas de moral duvidosa que sonham em ser dirigidos espiritualmente por alguns dos menos recomendáveis bispos auxiliares do cardeal. "O Jesuíta" - como reza o título da sua autobiografia - que descuida tanto da vida espiritual e da formação do seu clero em vias de extinção, não guarda o menor pudor na hora de acusar. Sua especialidade é a acusação aos bispos por suposta homossexualidade, ou afinidade com homossexualidade, ou por proteção de homossexuais em seus seminários ou no clero. Outra das suas ferramentas é a acusação de problemas psíquicos. Tem para isto uma equipe de psiquiatras a sua disposição, que elaboram os "informes" úteis para o caso.

É uma pena que a Argentina, e em certo ponto o Paraguai e uma parte do CELAM - onde ele não está presente, mas estão os seus minutantes - tenham que pagar a conta das suas artimanhas. A próxima geração de bispos ficará comprometida por estas campanhas?

Quem quiser conhecer toda a verdade sobre Bergoglio não tem senão que reconstituir: recorrer e analisar o conjunto de informação que há sobre o cardeal - não os boatos ou denúncias anônimas, mas afirmações feitas por pastores autorizados. Só se encontrará dificuldades porque, quem trai o Papa revelando segredos pontifícios ou quem difama e calunia, também é capaz de dissipar algumas páginas ou as mesmas pastas de relatórios da Cúria Romana. No final do dia, vale tudo para torná-lo como o "Escolhido", como o seu lema episcopal geralmente é explicado.

________


1
Minutante: Oficial da Cúria Romana encarregado de redigir as minutas, que são projetos de notas oficiais e outros documentos. É a primeira etapa no trabalho na Cúria Romana, sendo um cargo de base.


2
P2 é a designação mais comum para a Loja Maçónica italiana Propaganda Due (Propaganda Dois).
Além da Itália, a P2 também tinha atividades na Suécia no Uruguai, no Brasil e especialmente na “Guerra Suja” da Argentina (com Raúl Alberto Lastiri, Presidente por escasso período de Julho de 1973 até 12 de Outubro de 1973; Emilio Massera, que foi membro da Junta Militar de 1976 a 1978, líderada por Jorge Rafael Videla e José López Rega, Ministro das Obras Sociais no governo de Péron e fundador da Aliança Anticomunista da Argentina). 
 
3

Emilio Eduardo Massera (19 de outubro de 1925 - Buenos Aires, 8 de novembro de 2010) foi um militar argentino. Neto de imigrantes suíços de origen de [Chiavenna] (Italia), seguiu carreira militar na Marinha Argentina (Armada Argentina). Destacou-se entre seus colegas de arma como um hábil articulador político. Anti-peronista convicto participou do golpe que destituiu Juan Perón em 1955.Ironicamente foi promovido à almirante pelo próprio Perón após seu retorno de exílio em 1973. Após a morte do general em 1974, Massera somou-se aos conspiradores que efetuaram o golpe de estado em 24 de março de 1976 conta a presidente María Estela Martínez de Perón. Membro integrante da junta militar ao lado de Jorge Rafael Videla (Exército) e Orlando Ramón Agosti (Aeronáutica), Massera protagonizou através da Marinha Argentina uma repressão implacável aos opositores do regime, com um saldo de milhares de mortos.

Anéis do Próximo Consistório - Fevereiro 2012

Segundo o Vaticano Insider, através das especulações de Sandro Magister, afirma que em fevereiro de 2012 um novo consistório será convocado pelo Papa Bento XVI para a criação de novos cardeais votantes, a maioria da Cúria Romana.

O número de purpurados italianos e curiais é enorme, uma vez que, segundo a regra não escrita, só é elevado ao cardinalato um bispo cujo antecessor, se for um cardeal, já tenha completado 80 anos e perdido automaticamente o direito ao voto num conclave futuro.

Magister informa que talvez uma ou outra exceção possa ser admitida, como é o caso do arcebispo de Nova York e do atual arcebispo de Praga , onde seus predecessores completarão 80 anos poucos meses após o consistório. Sobretudo no caso de Nova York, que se converteu na coluna vaticana dentro dos EUA, a elevação de Dom Dolan ao cardinalato pouco antes da completa aposentadoria do seu predecessor pode ser vista como um carinho especial do Papa com o arcebispo que é o atual presidente da Conferência de Bispos dos EUA e um dos grandes defensores da doutrina social e moral da Igreja num país ameaçado pelo obamamunismo. Criar o arcebispo de NY cardeal seria enviar uma mensagem direta aos bispos titubeantes.

A lista dos novos cardeais Curiais:

Fernando Filoni
Congr. Propaganda Fide
Domenico Calcagno
Administração do Patrimônio da Santa Sé
Giuseppe Versaldi
Prefeitura dos Assuntos Econômicos
 Giuseppe Bertello
Pres. do Governatorato
João Braz de Aviz
Congr. para os Religiosos
Edwin F. O’Brien
Mestre da Ordem do Santo Sepulcro
Santos Abril y Castello
Arcipreste de Santa Maria Maior

Francesco Coccopalmerio
Cons. Textos Legislativos
Rino Fisichella
Cons. para a Nova Evangelização


A estes são acrescentados outros nomes "quase" certos:

Rainer Maria Woelki
Arcebispo de Berlim
Thomas C Collins
Arcebispo de Toronto
Willem J Eijk
Arcebispo Católico de Utrecht
Bechara Rai
Patriarca dos Maronitas
George Allencherry
Arcebispo Maior Sírio-Malabar
Ainda de acordo com Magister, os anéis cardinalícios já foram encomendados ao ateliê de ourivesaria dos irmãos Savi. Até hoje o modelo adotado para os anéis dos cardeais criados por Bento XVI era o mesmo usado pelo Papa João Paulo II - um retângulo de ouro trabalhado onde se colocava um crucifixo.


Agora, contudo, o modelo encomendado seria ligeiramente diferente, em formato de cruz. Talvez um pouco parecido com o anel do pescador usado por João Paulo II.


Os irmãos Savi, assim como a tradicional família Gammarelli, são responsáveis pelo fabrico artesanal das peças usadas pelo Papa. Foram eles os responsáveis pela criação da ferula que Bento XVI começou a usar, totalmente baseada no modelo de Pio IX e bem diferente da trágica imagem que João Paulo II trazia do crucificado numa posição um tanto desagradável. A ferula dos irmãos Savi segue o mesmo padrão da usada por Pio IX, mas é quase 400g mais leve, o que facilita o manuseio para um papa de quase 85 anos.

 


Agora a coisa ficou séria!

Rorate Caeli
Maior blog católico do mundo destaca profanação em Pelotas
Depois de denunciarmos aqui algo que passaria certamente despercebido pelo grande público - a Missa Afro em Pelotas (RS) - agora alguns blogs internacionais também voltaram seus olhos (arregalados, com certeza) para este terrível abuso cometido em Pelotas. Comentaram o Rorate Caeli, o Catapulta e o La Cigüeña.

A questão toda, evidentemente, não fica restrita apenas ao território arquidiocesano de Pelotas, mas é uma pergunta que nos leva a um questionamento: o que se tornou a Igreja nestas terras?

O catolicismo latino-americano e, de modo ainda mais acentuado, o brasileiro, se tornou tão distante do catolicismo universal (perdão do trocadilho...) que já não podemos reconhecê-lo como tal. Isso explica a admiração de muitos quando assistem às missas do Papa Bento XVI, por exemplo, vendo lá uma forma não só mais reverente, mas verdadeiramente diferente do que estão acostumados. O sentido de universal se esfacelou ao longo dos anos, na doutrina e na liturgia.

Vocação
Jovens "discernindo" a vocação em Pelotas
E mesmo após essa repercussão, nacional e agora internacional, o website da arquidiocese ainda expõe sem qualquer observação as fotos da missa afro. E é no website da arquidiocese que podemos observar, na coluna da direita no fim da página, uma relação de links do Youtube onde temos um bispo anglicano comentando sobre Lambeth 2008. O que nós, católicos, temos a ver com isso? Mas nenhum vídeo do Papa Bento XVI, por exemplo... Talvez devamos ter mais consideração com os anglicanos que com o Sucessor de Pedro.

Muitos outros abusos se verificam na região, a foto ao lado mostra jovens num encontro de discernimento vocacional. Que tipo de padres, religiosos e religiosas a Igreja brasileira procura? Certamente mais animadores, mestres nas dinâmicas do entretenimento, verdadeiros "balões de gás": coloridos por fora, cheios de "nada" por dentro. Não é a toa que o povo se perde, que o vício se torna virtude e que a fé católica, quando raramente proclamada na sua integridade, é vista como algo a ser combatido principalmente pelos católicos.

Se há abusos é porque permitem. O silêncio predomina no sul do país, mesmo entre os conservadores.
Talvez o sangue e a cultura germânica, mais fria e não muito inclinada a conflitos, favoreça este tipo de ambiente, coisa que no sudeste luso-italiano seria intolerável.

Esperamos que a projeção internacional dos fatos nacionais sirva para que a Santa Sé perceba que no continente da esperança há muito mais sombras que luzes.

Meme Católico - Momento Owwwwhhhh!


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Mais anglicanos a caminho

Fonte: The Telegraph
Tradução: Blogonicvs

Mons. Newton
Recebendo os ex-anglicanos. Mais virão.
Pelo menos 20 clérigos e várias centenas de seus paroquianos já estão alinhados para se juntar ao Ordinariato, a nova estrutura criada pelo Papa há um ano que lhes permite permanecer com algum do seu patrimônio Anglicano ao entrar em plena comunhão com a Santa Sé.

Mas muitos outros membros da ala Anglo-Católica da Igreja da Inglaterra também estão inclinados a partir após uma reunião crítica de seu órgão dirigente, o Sínodo Geral, se negarem aos tradicionalistas que não aceitam a ordenação de mulheres uma disposição especial. 


O chefe do Ordinariato, Mons Keith Newton, disse ao The Daily Telegraph: "Há na região de 15 a 20 pessoas que eu acho que virão ao longo deste ano. Estes são anglicanos ordenados que pedirão à Santa Sé a ordenação.. "

Ele afirmou que eles trarão "algumas centenas" de paroquianos com eles, numa segunda onda de conversões que seguirá os 60 clérigos e aproximadamente 1000 leigos que cruzaram o Tibre no último ano.

Mons. Newton, um ex-bispo anglicano que é agora oficialmente o Ordinário do Ordinariato Pessoal de Nossa Senhora de Walsingham, continua: Então no próximo ano dependerá um pouco do que o Sínodo [Anglicano] irá decidir fazer

"Mas você não pode se tornar católico porque quer simplesmente escapar dos problemas da Igreja [Anglicana] da Inglaterra - você precisa querer se tornar católico"

Ele acredita que o voto do Sínodo sobre mulheres bispos, em que todas as três "câmaras" do parlamento da Igreja devem fazer o movimento histórico com uma maioria de dois terços, está num "fio da navalha", com apenas um punhado de votos necessários para balançá-lo para qualquer um dos lados.

No entanto, ele advertiu os anglo-católicos que estão tentando se opor à mudança, que até mesmo uma vitória em julho provavelmente seria de curta duração.

"Se alguém acha que, se isso não passar, a questão vai embora, eles estão realmente se enganando.

"Se chegar a um ponto, e vai, em que você tem uma Câmara dos Bispos da Igreja da Inglaterra, onde alguns dos bispos não estão em comunhão com outros bispos, eu só acho que isso é uma impossibilidade. Você dificilmente poderia chamar de um igreja ".


Mons. Newton afirmou que a provisão feita para os oponentes do sacerdócio feminino durante a década de 1990, os chamados "bispos volantes" [bispos sem uma diocese territorial, mas que tinham jurisdição sobre as paróquias que não aceitavam mulheres sacerdotes, na sua maioria formada por paróquias anglo-católicas, NdT], dos quais ele era um, foi apenas uma "solução temporária" que permitiu aos tradicionalistas ficarem na Igreja da Inglaterra agarrados pelas pontas dos dedos ["hang on by our fingertips"].

Mas ele disse que nenhuma das propostas elaboradas sugeridas para aqueles que não desejam estar sob os cuidados de um bispo do sexo feminino seria "adequada" para ele, e apontou que o Ordinariato é "exatamente" o que alguns anglo-católicos haviam proposto como uma solução, mas com a característica adicional de ser parte da Igreja Católica Romana.

"Se você tem a vontade de ficar na Igreja da Inglaterra, então você vai ficar. Mas se você tem realmente desejo de alcançar o objetivo maior de estar em comunhão com a Santa Sé, então o que é que falta? Realmente não vejo o que falta. "

Mons Newton admitiu que o Ordinariato tenha encontrado desafios em seu primeiro ano, pelo menos por não encontrar empregos e casas para os sacerdotes recém-ordenados. Alguns dos ex-anglicanos têm esposas e até nove filhos, pois eles não estão ligados por voto de celibato a sua nova igreja.

O clero cuida das congregações que cruzaram com eles, mas apenas um punhado tem sido dada paróquias católicas existentes para ministrar, com a maioria sendo encontrado o trabalho em capelania em hospitais, prisões, escolas e universidades.

A caridade para apoiar o Ordinariato recebeu algumas doações e que tem sido dada alguma ajuda pela Conferência dos Bispos Católicos da Inglaterra e País de Gales, mas precisa de cerca de £ 500.000 por ano para continuar.

Espera-se que a organização vá receber mais fundos, e convertidos, uma vez que adquire uma igreja principal, que provavelmente será no centro de Londres.

No Dia de Ano Novo um Ordinariato também será criado nos EUA, seguido por outro na Austrália, na primavera, os quais são susceptíveis de ter mais membros do que o britânico.

Meme Católico - Conclave 2005


sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz e Santo Natal a Todos!


Desejo a todos os leitores e amigos um Feliz e Santo Natal!



«O Verbo era Deus...
O Verbo fez-se carne»


Escutai, pastores, o som das trombetas…
O Verbo foi gerado, Deus manifestou-se ao mundo!
E vós, filhas de reis,
entrai na alegria da Mãe de Deus (cf Sl 44,10).
Povos, digamos: “Bendito sejas,
nosso Deus recém-nascido, glória a ti!”


A Virgem, que não conhece homem (Lc 1,34),
deu ao mundo a alegria,
a tristeza ancestral acabou.
Hoje, o Incriado foi gerado,
aquele que o mundo não pode conter entra no mundo.
Hoje, a alegria manifestou-se aos homens;
hoje o erro foi lançado no abismo.
Povos, digamos: “Bendito sejas,
nosso Deus recém-nascido, glória a ti!”


Pastores, cantai o Mestre que nasceu em Belém…,
aquele que resgata o mundo.
Eis que a maldição de Eva foi anulada,
graças àquele que nasceu da Virgem…
“Batamos palmas em aclamações” (Sl 46,2);
formemos um coro com os anjos.
O Senhor nasceu da Virgem Maria
para “levantar os que tinham caído
e erguer os abatidos” (Sl 144,14),
aqueles que gritam com fé:“Bendito sejas,
nosso Deus recém-nascido, glória a ti!”


O autor da Lei incarnou sob a Lei (Ga 4,4),
o Filho intemporal nasceu da Virgem,
o Criador do universo está deitado no presépio.
Aquele que o Pai gera eternamente, sem mãe nos céus,
nasceu da Virgem, sem pai sobre a terra.
Povos, digamos: “Bendito sejas,
nosso Deus recém-nascido, glória a ti!”


Na verdade, a alegria acaba de nascer no estábulo.
Hoje os coros angélicos rejubilam;
todas as nações celebram a Virgem imaculada;
o nosso antepassado Adão dança de alegria,
porque hoje nasceu o Salvador.
Povos, digamos: “Bendito sejas,
nosso Deus recém-nascido, glória a ti!”
S. Romano o Melódio (? - cerca de 560)
Hino 13, «A Natividade»

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Meme Católico


Uma homenagem a todos os agentes de pastoral litúrgica que preparam com muito carinho os abusos semanais nas nossas missas. A cada domingo vocês se superam!

Mais um Bispo se levanta


Bispo Alexander Sample, 50, é o atual liturgo da diocese de Marquette e tem uma opinião muito diferente sobre os acontecimentos dos últimos 50 anos que alguns dos seus irmãos no episcopado julgam como um período de renovação e primavera na vida da Igreja.

Como bispo de Marquette, consagrado em 2006 com apenas 46 anos, Dom Sample terá ainda muito tempo pela frente. Inclusive é um dos jovens bispos que o Papa Bento XVI vem colocando no comando das dioceses, para criar uma verdadeira renovação na liderança católica.

Bispo Sample ensinando a fé católica
numa escola da sua diocese
Mas o que o faz tão especial assim? Bem, além da visão nada obstruída sobre os últimos 50 anos, Dom Sample é um reformador, no sentido ratzingeriano da palavra. Ele não teme desagradar, não tem medo de pressões dentro ou fora da Igreja. E também reza a forma extraordinária da liturgia romana, favorecendo um contato dos fiéis com este antigo uso.

Numa recente entrevista, que passou despercebida aqui no Brasil, Dom Sample responde a uma série de perguntas que outros bispos, no seu lugar, se sentiriam desconfortáveis. Mas, para aqueles que proclamam Jesus Cristo como Senhor, não há desconforto maior que o refúgio da mentira ou das meias verdades; é por isso que Dom Sample ganha nossos aplausos!

Eis alguns trechos, com destaques meus. Lembre-se que é um bispo falando, não um leigo tradicionalista que deve ser ignorado por completo pela autoridade diocesana local até que ele se queixe ao Vaticano. O texto integral pode ser conferido aqui.

Você descreveu a si mesmo como membro da "primeira geração perdida de uma catequese empobrecida", que "conduziu uma outra geração que é igualmente descatequizada." O que há de errado com a catequese e o que você tem feito para ajudar a resolver o problema?
Bispo Sample: A minha geração foi a primeira na esteira do Concílio Vaticano II. Embora eu certamente não culpe o Concílio, muita agitação ocorreu na Igreja como conseqüência. Culturalmente, a sociedade estava experimentando a revolução sexual, o movimento de libertação das mulheres e o movimento anti-guerra, entre outros. Havia um espírito anti-autoritário.
Neste momento de grande confusão, a catequese sofreu. Nós jogamos o Catecismo de Baltimore, mas não havia nada para substituí-lo. Me ensinaram a fé católica nas escolas, utilizando materiais que eram fracos e inconsistentes. Minha fé não me era ensinada. A liturgia sofria de experimentação também.
Quando eu falo sobre isso publicamente, invariavelmente, as pessoas da minha geraçãovêm até mim para concordar com o que estou dizendo. Isto inclui muitos bispos.
Minha geração conduziu a próxima geração. Uma vez que não aprendemos a fé, nós não a ensinamos às crianças também.
Precisamos de uma renovação da catequese. Eu me sinto apaixonado sobre isso. Na minha diocese de Marquette, eu dirigi o desenvolvimento de um currículo diocesano para a formação de fé para as classes K-8 (Ensino Fundamental, NdT). É um corrículo sólido, substancial, sistemático e sequencial, que se constrói de um ano para outro. É feito em tópicos, baseado nos pilares do catecismo. Todas as paróquias devem seguir este currículo.
Agora eu estou voltando minha atenção para a formação de fé em adultos. Se conseguirmos a catequese e liturgia de forma correta, vamos estar bem no nosso caminho para a renovação e crescimento da Igreja que esperamos.
Rezando a forma extraordinária
"Concordo com o Papa sobre a Reforma da Reforma"
Há uma contrarrevolução tomando forma no mundo católico. Talvez ainda seja muito tímida para que a grande massa perceba, mas certamente aqueles que observam a Igreja com grande atenção vêm percebendo as mudanças significativas nos últimos anos.

O grande dogma da "primavera da Igreja" vem abaixo sistematicamente. A cada dia novas opiniões evidenciam que o sucesso da reforma litúrgica - para ficarmos apenas nesse plano - é muito menor do que os grandes liturgos divulgavam. E também o fracasso da catequese, como consequência direta do cativeiro da liturgia. A fé não é ensinada, não é aprendida e não é transmitida, mesmo entre os padres e bispos.

Antes, afirmar tal coisa nos conduzia a um inevitável anátema. Hoje, contudo, são alguns bispos (Bispos Sample, Slatery, Scheneider, Müller), Cardeais (Burke, Cañizares, Ranjith,  Brandmüller, Bartolucci,)  e grandes teólogos, romanos ou não, que questionam alguns ou todos os supostos frutos dos últimos 50 anos.

Alguns ainda se apegam, ignorando por completo a realidade e os "sinais dos tempos", aos sucessos do Concílio. Se agarram ao enriquecimento da liturgia, à renovação positiva, o resgate de elementos do século II, a participação ativa a frutuosa, etc. Tudo isso vira pó quando colocado lado a lado com a apostasia que verificamos em todas - TODAS - as dioceses.

Estamos rezando para que cada vez mais bispos percebam que as flores murcharam. No jardim da Igreja há muito mais erva daninha que flores, há muito mais espinhos que frutos.

Parabéns ao bispo Alexander Sample! Que ele continue zelando pelo rebanho confiado a ele em Marquette e que seja um exemplo de bispo para todos aqueles que não o são.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Dom Rossi Keller e a Reforma da Reforma




DOM ANTONIO CARLOS ROSSI KELLER

PELA GRAÇA DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA

BISPO DE FREDERICO WESTPHALEN (RS)


NOTIFICAÇÃO A RESPEITO DA RECEPÇÃO DA SAGRADA EUCARISTIA


A Igreja sempre ensinou a necessidade da devida preparação para a recepção da Sagrada Comunhão.
Tal preparação é, antes de tudo, espiritual, mas inclui também aspectos materiais e formais. Para se receber bem a Santíssima Eucaristia, deve-se:

a. Estar em estado de Graça santificante, o que significa dizer, que não se tenha nenhum pecado grave na alma;
b. Saber a quem se vai receber na Sagrada Comunhão, ou seja, ser capaz de distinguir o Pão Eucarístico: Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Senhor, alimento de nossa alma, do pão comum, alimento do nosso corpo;
c. Guardar o jejum eucarístico, ou seja, não tomar nenhum alimento durante o período de 1 hora que antecede a Sagrada Comunhão. Água e medicamentos não quebram o jejum.
São estas as indicações fundamentais para a recepção digna da Sagrada Eucaristia. Naturalmente que a recepção frutuosa depende muito mais do que o simples cumprimento destas regras: é preciso acolher amorosamente o Senhor que vem ao nosso encontro, na Sagrada Comunhão.

Além disso, materialmente, a recepção da Sagrada Comunhão deve realizar-se através das diversas formas indicadas pela Igreja:

a. Sempre respondendo “AMÉM” após o Sacerdote ou o Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística ter dito “O Corpo de Cristo”;
b. Desejando receber a Sagrada Eucaristia em pé, seja diretamente na boca ou na mão, antes deve-se fazer uma inclinação profunda, como sinal de respeito e adoração;
c. Recebendo a Sagrada Eucaristia na mão, deve-se estender a mão esquerda, espalmada, e colocando a mão direita por baixo desta, depois, na frente de quem entregou a Sagrada Comunhão, leva-se a Sagrada Comunhão à própria boca, usando para isto a mão direita;
d. Recebendo-se a Sagrada Comunhão de joelhos, e portanto, na boca, não está previsto nenhum tipo de gesto anterior.

Nesta NOTIFICAÇÃO PASTORAL gostaria de comunicar que, a partir da Missa da Noite do Natal do Senhor de 2011, na Catedral Santo Antonio, o Bispo Diocesano distribuirá sempre que possível, a Sagrada Comunhão para pessoas ajoelhadas em genuflexório, colocado no corredor central da Catedral. Os demais sacerdotes e Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística continuarão a distribuir a Comunhão nos outros locais, para as pessoas que costumam comungar nas demais formas.

A razão fundamental para esta decisão fundamenta-se no DIREITO que os fiéis cristãos têm em também receber a Sagrada Comunhão de joelhos. “...a negação da Santa Comunhão a um dos fiéis, por causa de sua postura de joelhos, deve ser considerada uma violação grave de um dos direitos mais básicos dos fiéis cristãos, nomeadamente daquele de serem assistidos pelos seus pastores através dos sacramentos (CDC, cânon 213). Mesmo lá onde a Congregação aprovou a legislação em que declarou o estar de pé como posição para a Santa Comunhão, de acordo com as adaptações permitidas às Conferências Episcopais... assim o fez estipulando que aos fiéis que comungam, e escolhem de ajoelhar, não deve ser negada a Santa Comunhão por este motivo. (S. Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Carta de 1 de julho 2002; Notitiae (2002), 582-585).

Nestes últimos anos, o Santo Padre o Papa Bento XVI, tanto em Roma, como em outros lugares, por ocasião de suas visitas apostólicas, tem distribuído a Sagrada Comunhão para fiéis que se colocam sempre de joelhos. A intenção do Santo Padre é clara: além de recuperar um direito muitas vezes esquecido, fundamentalmente visa fortalecer uma visão de sacralidade que a Sagrada Eucaristia deve sempre ter na vida do cristão.

Além de determinar tal uso na Catedral, nas Missas presididas pelo Bispo Diocesano, peço também aos senhores padres que generosamente favoreçam este uso em suas Paróquias e Comunidades, para aqueles fiéis que assim gostariam de receber a Sagrada Comunhão.
Desejando a todos os diocesanos um Santo Natal e um ano de 2012 cheio das graças do Senhor, a todos abençôo no Senhor.

Frederico Westphalen, 24 de dezembro de 2011.
+ Antonio Carlos Rossi Keller
Bispo de Frederico Westphalen
****
Os destaques são nossos e não do original.
Parabéns ao bispo que, por enquanto, é o único a seguir a orientação do Papa Bento XVI. A venerável tradição que afirma que "cada Igreja particular deve concordar com a Igreja universal, não só quanto à doutrina da fé e aos sinais sacramentais, mas também em respeito aos usos universalmente aceitos da ininterrupta tradição apostólica" parece ter ecoado apenas em Frederico Westphalen.

Esperamos que o gesto seja imitado pelos veneráveis irmãos no episcopado de Dom Rossi Keller!

Bispo anglicano será recebido na Igreja Católica

Como mais um passo (importante) na direção do Ordinariato (canadense), o bispo anglicano da TAC, o Rt. Rev. Robert Mercer, CR, será recebido na Igreja Católica pelas mãos do Ordinário de Nsa de Walsingham, Mons. Keith Newton.

Simbólico! Porque Mons. Keith Newton também foi um bispo anglicano que, mesmo sem saber como seria ou o que o esperava, se converteu ao catolicismo para formar, na Inglaterra, o primeiro ordinariato do mundo, conforme as disposições da Anglicanorum Coetibus. Por isso mesmo é tão simbólico que o atual bispo anglicano Mercer venha receber o sacramento da confirmação pelas mãos do Mons. Newton. A cerimônia está marcada para 7 de janeiro, ao meio dia (hora de Londres).

Histórico! Porque será o primeiro bispo da TAC que ingressará de fato na Igreja Católica. o bispo Mercer é um bispo emérito na TAC do Canadá, residindo em Londres, mas ainda membro da Câmara de Bispos da comunidade canadense. Ele foi designado como bispo auxiliar da pró-diocese de Nsa de Walsingham, criada para abrigar as paróquias da TAC canadense que desejam integrar o Ordinariato.

Interrupção! Robert Mercer já pediu demissão do seu ministério como anglicano e afirmou estar impedido de comungar nos altares anglicanos. Quando e se receberá a ordenação como padre católico, segundo ele, será divulgado oportunamente.

Lembre-se! Que no próximo dia 1 de janeiro se instalará nos EUA o segundo Ordinariato do mundo. E não só mais um, mas O Um, já que o mesmo poderá ser o maior e mais importante de todos, tanto pelo número de clérigos, quanto pela estrutura e apoio dos bispos norte-americanos.

Sim! Eu estou usando o estilo "Wagner Moura" de formatar!


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...